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A cablagem elétrica e as lajes alveolares pressionaram os custos diretos da construção de habitações em julho

O ICDV considera os custos diretos de quatro tipos de habitação

SANTO DOMINGO – O Índice de Custo Direto da Construção de Habitações (ICDV) registou uma variação mensal de 0,13% em julho de 2026, segundo o boletim mensal do Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), que mede o comportamento dos custos associados à construção de habitações na Área Metropolitana.

O indicador atingiu uma média de 240,62 pontos em julho, representando um aumento de 0,31 pontos face aos 240,31 registados em junho deste ano. Com este resultado, o índice acumulou uma variação de 1,88% entre dezembro de 2025 e julho de 2026, enquanto em termos homólogos apresentou um aumento de 2,08% face a julho de 2025.

O ICDV considera os custos diretos de quatro tipos de habitação: moradias unifamiliares de um só piso, moradias unifamiliares de dois pisos, edifícios de apartamentos de quatro pisos e edifícios de apartamentos de oito ou mais pisos, no Distrito Nacional e na província de Santo Domingo. O indicador exclui os custos indiretos como o terreno, o projeto, as licenças de construção, o financiamento e os lucros das empresas de construção.

As casas unifamiliares registam aumentos menores

Por tipo, as habitações unifamiliares de um piso registaram uma variação mensal de 0,07%, enquanto as de dois pisos aumentaram 0,10%.

Entretanto, os edifícios multifamiliares de quatro pisos apresentaram um aumento de 0,18%, e os de oito ou mais pisos registaram uma variação de 0,17%, sendo estas as tipologias com maiores aumentos durante o mês de Julho.

Em termos de nível do índice, a moradia unifamiliar de um só piso atingiu os 248,04 pontos; a moradia unifamiliar de dois pisos, 242,46; a casa multifamiliar de quatro pisos, 236,21; e a casa multifamiliar de oito ou mais pisos, 235,77 pontos.

Os materiais são os principais fatores que impulsionam a pressão ascendente

Conforme indicado no documento ONE, entre os grupos de custos, os materiais apresentaram o maior aumento mensal, com uma variação de 0,47%, seguidos pelas ferramentas, que aumentaram 0,22%.

De acordo com as estatísticas, os subcontratos registaram uma variação de 0,13%, enquanto a mão-de-obra não apresentou alterações, com uma variação de 0,00%.

Em contraste, o grupo das máquinas registou uma quebra de 0,21%, tornando-se o componente com a maior redução durante o período.

Os fios elétricos e as lajes alveolares apresentaram os maiores aumentos

Neste sentido, ao analisar o comportamento por subgrupos de custos, os maiores aumentos registaram-se nos fios elétricos, com uma variação de 7,51%, e nas câmaras subterrâneas, com 4,47%.

Por esta mesma ordem, estas duas componentes apresentaram aumentos significativamente superiores aos restantes subgrupos durante o mês de Julho, pressionando o comportamento geral dos custos directos de construção.

Em contraste, as maiores reduções foram nos combustíveis, com uma variação de -1,94%, e nos pavimentos e cerâmica, que registaram uma redução de -0,77%.

O ICDV é elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (ONE) utilizando uma metodologia baseada no Índice de Laspeyres, com um cabaz de pesos fixos e um período base correspondente a Outubro de 2009.

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Carlos Canário
Carlos Canário
Se Deus quiser. Sou marido, pai, locutor de rádio e jornalista. Tenho experiência em jornalismo esportivo, televisão, mídia impressa e digital. Interesso-me por questões comunitárias que afetam os setores mais vulneráveis, com o objetivo de contribuir, mesmo que de forma modesta, para a solução desses problemas.
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