SANTO DOMINGO. A Associação de Promotores e Construtores de Habitação de Cibao (APROCOVICI) e a Associação de Incorporadores e Construtores de La Altagracia (ADECLA) acordaram a necessidade de o novo Ministro da Habitação, Habitat e Edifícios (MIVHED), Jean Luis Rodríguez, dar continuidade aos processos iniciados na instituição e reforçar a coordenação com o setor privado para enfrentar os principais desafios da construção civil e do desenvolvimento imobiliário.
Questionadas pelo El Inmobiliario sobre a nomeação de Rodríguez, ambas as organizações manifestaram uma posição aberta e prudente.
A APROCOVICI, através do seu presidente, Mario Bonilla, explicou que ainda não pode oferecer uma avaliação pessoal do novo dirigente, por desconhecer o seu percurso e experiência no setor. No entanto, manifestou a esperança de que a nova gestão ajude a fortalecer as áreas onde ainda existem fragilidades.
“Para ser honesto, não o conheço. Não sei qual é a sua formação ou a sua experiência no setor, mas entendo que veio para resolver os problemas que o setor enfrenta”, disse o representante dos trabalhadores da construção civil da Cibao.
a gestão de Ito Bisonó no Ministério da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento (MIVHED) e destacou o progresso que, na sua opinião, começou a tornar-se evidente durante o seu mandato na instituição.
“Penso que os números falam por si. Vimos verdadeiramente a instituição despertar, mesmo tendo apenas sete meses de existência”, observou.
ADECLA disposta a colaborar
Entretanto, a ADECLA saudou a nomeação de Rodríguez e manifestou a sua disponibilidade para estabelecer uma relação de trabalho institucional baseada num diálogo técnico contínuo, com o objetivo de identificar as prioridades do setor e promover soluções conjuntas.
Os desafios que o novo ministro vai enfrentar, segundo estas organizações
Para a APROCOVICI, um dos principais desafios será dar continuidade aos processos que já estavam em curso, sobretudo a plataforma digital promovida pelo Ministério.
O presidente da associação considerou que as mudanças institucionais exigem tempo para produzir resultados e alertou que ainda existem aspetos importantes a melhorar.
“Ainda há muito a fazer, porque não é verdade que vamos mudar tudo em tão pouco tempo, mas estávamos no bom caminho”, disse o engenheiro Bonilla.
A organização considerou ainda que o processo de licenciamento ainda não está completamente resolvido, apesar dos progressos alcançados durante a administração anterior, e por isso acredita que esta deve continuar a ser uma prioridade para as autoridades.
Por sua vez, a ADECLA identificou entre os principais desafios a necessidade de dar continuidade à digitalização e à eficiência do processo de licenciamento, melhorar os tempos de resposta e a previsibilidade dos processos, bem como reforçar a coordenação entre as diferentes instituições ligadas ao desenvolvimento de projetos.
A associação afirmou ainda que o crescimento imobiliário deve ser acompanhado por infraestruturas adequadas e planeamento de serviços.
Em que áreas devem ser concentrados os recursos?
Em resposta a esta questão, a ADECLA considerou necessário que o investimento público acompanhasse o crescimento imobiliário, especialmente em áreas de rápida expansão como La Altagracia.
Entre as áreas prioritárias que destacou estavam as estradas, o abastecimento de água potável, o saneamento, a drenagem, a energia e os serviços públicos.
Além disso, propôs continuar a alocar recursos à tecnologia, simplificar os procedimentos e reforçar as capacidades técnicas das instituições.
A APROCOVICI concordou com a importância de reforçar as ferramentas digitais e os processos internos do MIVHED, em particular aqueles destinados a agilizar os procedimentos e a facilitar a execução de projetos de construção.
Como poderiam ser resolvidos esses problemas?
Ambas as organizações apontaram o diálogo contínuo entre os setores público e privado como uma das principais formas de encontrar soluções.
A ADECLA propôs a criação de grupos de trabalho permanentes entre o MIVHED, as empresas de promoção imobiliária, as empresas de construção e as diferentes associações do sector, com uma agenda técnica definida.
Segundo a associação, estes espaços permitiriam identificar os principais entraves, estabelecer prioridades, definir soluções conjuntas e monitorizar os compromissos assumidos.
A APROCOVICI manifestou ainda a sua disponibilidade para colaborar com o novo ministro e disponibilizar os canais de comunicação necessários para contribuir para o fortalecimento da instituição.
“Abrimos-lhe as portas para que possamos colaborar”, disse o seu representante.
Mão-de-obra qualificada, outro grande desafio
Ao identificar um dos principais obstáculos que o sector enfrenta actualmente, a ADECLA apontou a disponibilidade de mão-de-obra qualificada como um dos desafios mais importantes.
A organização explicou que o crescimento sustentado da atividade imobiliária exige cada vez mais pessoal técnico e operacional qualificado e, por isso, considerou essencial reforçar os programas de formação, certificação e profissionalização para as diferentes áreas relacionadas com a construção.
A este desafio, acrescentou a necessidade de continuar a reforçar a capacidade institucional para apoiar a expansão do sector, através de processos mais ágeis, de uma maior coordenação interinstitucional e de um planeamento adequado das infra-estruturas e dos serviços.
O setor espera continuidade e coordenação
Tanto a APROCOVICI como a ADECLA concordaram que a mudança de ministro não deverá significar uma interrupção dos processos que já estão em curso.
Enquanto a APROCOVICI dá especial ênfase à continuidade da plataforma digital, aos processos de licenciamento e aos progressos iniciados durante a anterior administração, a ADECLA propõe-se alargar a coordenação entre as instituições e o setor privado, além de abordar as necessidades de infraestruturas e formação exigidas pelo crescimento imobiliário.
Ambas as organizações reiteraram a sua disponibilidade para colaborar com Jean Luis Rodríguez e o MIVHED, sob o entendimento de que os principais desafios da construção exigem uma coordenação permanente entre o Estado, os promotores, as empresas de construção e as associações do sector.
Leituras recomendadas:




