A Vice-Presidente da República, Raquel Peña, e o Ministro da Habitação, Habitat e Edificações, Jean Luis Rodríguez, lideraram ontem, quinta-feira, a entrega da primeira etapa do projeto habitacional residencial Vista del Lago I & II, no município de Neyba, província de Bahoruco, um projeto que prevê um investimento total de RD$ 352 milhões.
O complexo residencial é gerido pela FONVIVIENDA, com um subsídio governamental de RD$ 76 milhões, segundo um comunicado do governo. O comunicado explica ainda que o complexo está a ser construído num terreno de aproximadamente 7.400 metros quadrados, com uma área construída de mais de 7.000 metros quadrados, e contará com um total de 240 apartamentos, sendo que 128 unidades serão entregues nesta primeira fase.
O Vice-Presidente da República Dominicana apelou aos beneficiários para que preservem o projeto, estabelecendo normas claras para que, dentro da lei, se torne um local onde as famílias possam iniciar um novo capítulo nas suas vidas.
O Ministro Jean Luis Rodríguez agradeceu às famílias que receberam as suas chaves. “Obrigado pela confiança e por acreditarem neste projeto. Saibam que o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano (MIVHED) continuará a apoiá-los, porque o nosso compromisso não termina com a entrega: continua aqui, na comunidade que começa a crescer hoje.” “Vamos continuar a construir um futuro melhor para que cada vez mais dominicanos possam dizer com orgulho: ‘Esta é a minha casa, esta é a minha casa’”, afirmou o ministro.
O que as casas incluem
O comunicado de imprensa detalha que as casas dispõem de sala de estar, sala de jantar, cozinha, varanda, zona de lavandaria, gazebos, espaços de recreio e zonas verdes, vias de acesso pavimentadas e sistemas elétricos e hidráulicos de última geração.
Segundo o Ministério da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento (MIVHED), o projeto habitacional Vista del Lago representa uma intervenção social de elevado impacto, visando priorizar o acesso justo e equitativo para 70 famílias vulneráveis. O organismo estatal explica que foi realizado um inquérito socioeconómico abrangente para desenvolver um perfil holístico dos beneficiários, fornecendo apoio técnico para a tomada de decisões com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais.
Destaca-se que 55,7% dos proprietários têm entre 18 e 35 anos, reflectindo uma elevada proporção de jovens a construir as suas carreiras e famílias. 28,6% têm entre 36 e 45 anos; 11,4% têm entre 46 e 55 anos; e 4,3% têm mais de 55 anos, necessitando de medidas especiais de acessibilidade e inclusão.
O relatório acrescenta que 70% dos beneficiários são mulheres, destacando o papel fundamental das mulheres no acesso a soluções habitacionais e a prioridade dada aos agregados familiares chefiados por mulheres. Os restantes 30% são homens.
Da mesma forma, os dados fornecidos pela entidade governamental indicam que 5,7% dos agregados familiares referem ter pessoas dependentes com deficiência, que necessitam de apoio social contínuo.
Em termos de emprego, 87,1% dos proprietários de habitação fazem parte da população economicamente ativa (5,7% desempregados). No entanto, o rendimento médio mensal das famílias, de RD$ 40.769,76, é insuficiente para a compra independente de uma habitação formal.
Leituras recomendadas:
Fim do século: o déficit habitacional que a modernização não conseguiu resolver




