SANTO DOMINGO - De acordo com o Plano Decenal de Habitação elaborado pelo Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (Mivhed), o déficit habitacional na República Dominicana chega a 1.464.995 moradias.
Carlos Bonilla, Ministro da Habitação, compartilhou a informação durante sua participação no “1º Fórum da Construção Copymecon 2024: Presente e Futuro do Investimento Público e Privado”, onde anunciou alguns dos resultados do estudo que, segundo ele, foi realizado pela entidade que dirige, com o consenso de todas as entidades ligadas ao setor habitacional do país.
Bonilla explicou que, como parte do plano, foram identificados critérios para monitorar as políticas de combate ao déficit, assim como outros países já fazem, e cujos parâmetros são aceitos por todas as uniões e organizações internacionais.
Ele afirmou que o plano também avaliou alguns aspectos, como a falta de acesso à água potável, constatando que 915.000 residências apresentam condições precárias devido a esse problema.
“Precisamos planejar para que, se quisermos reduzir o déficit, a questão da água seja abordada; muitas casas são construídas às pressas. Devemos defender a prevenção da criação de comunidades desorganizadas e ter mais controle sobre o território dominicano”, afirmou o funcionário.
A falta de saneamento básico e de eletricidade foram dois dos aspectos também avaliados pela pesquisa.
O Ministro de Mivhed apresentou as estatísticas sobre habitações deficientes, que destacam que em Bahoruco 30% apresentam essa condição, 28% das casas em Elías Piña, 26% das da província de Independencia, 24% de La Altagracia e 24% das casas localizadas em San José de Ocoa.
Quanto ao défice quantitativo, as conclusões determinaram que 64% corresponde à província de Azua, 65% a Pedernales, 61% a Barahona, 61% a Independência e 60% a Elías Piña.
Na opinião de Bonilla, "nenhuma quantia de dinheiro resolverá o problema da habitação, o que representa uma oportunidade para o setor privado", afirmou.
Ele afirmou que, por meio da política implementada pelo atual governo, somente através do plano Mi Vivienda, 8.000 casas foram entregues a famílias de baixa renda em diversas regiões do país, enquanto a reconstrução de moradias através do programa “Dominicana se Reconstruye” ajudou a mitigar o problema com o reparo de 46.000 casas.
“Olhando para o futuro, existem condições que os governos devem impor ao setor privado para reduzir mais rapidamente o déficit habitacional, como o fortalecimento do balcão único para agilizar a emissão de alvarás, e é isso que estamos fazendo”, afirmou Bonilla.
Ele também citou, dentro do fortalecimento regulatório e legislativo, a autorização de Supervisores Técnicos Privados, a inclusão de mais técnicos de construção e a aprovação e implementação da lei de locação.
Como incentivos financeiros para o setor habitacional, Bonilla citou a implementação de subsídios e incentivos fiscais voltados para habitações progressistas, a definição de um padrão para casas unifamiliares e a promoção do acesso à moradia para a diáspora dominicana.




