SANTO DOMINGO. O Decreto 502-26 reafirma o compromisso do país com a rastreabilidade ética nas cadeias de valor globais. Nesse sentido, a República Dominicana continua a fortalecer sua posição como um dos principais polos logísticos e industriais da região.
Nesse contexto, a convergência entre a supervisão aduaneira da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) e a implementação na República Dominicana de…
Este quadro regulamentar proporciona ao setor empresarial uma plataforma clara para apoiar os seus processos de aquisição, proteger o valor das suas marcas e garantir a continuidade das suas operações transfronteiriças.
Diante dessa situação, María Esteve, sócia e diretora-geral da LLYC para a República Dominicana, Panamá e Equador, explica que o mapa de nearshoring e realocação industrial na América Latina está passando por uma fase de sofisticação, na qual o país parte de vantagens quantitativas e qualitativas.
A executiva enfatiza que "no comércio global atual, existe uma responsabilidade compartilhada, na qual as empresas compradoras exigem garantias comprovadas quanto à conduta ética de todos os elos intermediários da produção". Nesse contexto, ela destaca que "a solidez da infraestrutura de exportação da República Dominicana e sua capacidade de garantir rastreabilidade transparente consolidam o país como um importante aliado para grandes multinacionais que buscam estabilidade na bacia do Caribe".
Este quadro operacional impacta diretamente setores-chave da economia nacional, como zonas francas de manufatura, comércio varejista, distribuição de insumos industriais e agroindústria.
O fortalecimento dessas normas internacionais e locais permite que as empresas exportadoras e importadoras documentem a confiabilidade de seus insumos e a transparência de suas cadeias de suprimentos, garantindo uma resposta técnica rápida às exigências alfandegárias e apoiando a reputação comercial de seus estoques nos mercados de destino.
É nesse sentido que Iban Campo, gerente geral da LLYC na República Dominicana, enfatiza que "a prevenção corporativa constitui a melhor apólice de seguro para proteger a reputação das empresas emblemáticas do país, fazendo da qualidade e da governança suas principais credenciais de apresentação".
O executivo argumenta que "as organizações que se aprofundam em programas avançados de conformidade e certificações internacionais de segurança comercial poderão acessar canais preferenciais de desembaraço aduaneiro e notificações prioritárias, acelerando seu dinamismo comercial".
Campo conclui que o desafio atual é consolidar uma liderança proativa na governança corporativa, onde a transparência da cadeia de suprimentos se traduz em maior confiança dos investidores, fidelidade do consumidor e sustentabilidade do mercado a longo prazo.
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