Ambos os grupos são liderados por dois profissionais de destaque no setor imobiliário, com amplo conhecimento e experiência na área
SANTO DOMINGO– Num momento em que o setor imobiliário dominicano enfrenta novos desafios regulatórios, institucionais e de segurança jurídica, dois grupos apresentam suas propostas para assumir a liderança da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI) no período de 2026 a 2028.
A Aliança Setorial e o Fortalecimento Institucional contribuem para o processo com propostas que, a partir de suas respectivas perspectivas, buscam promover a profissionalização do setor, fortalecer o marco institucional da associação e fomentar uma maior integração entre os atores ligados ao mercado imobiliário.
Entre os temas da agenda da associação estão a regulamentação da corretagem imobiliária, a confiança do cliente, a ética profissional, a formação de agentes e a necessidade de reforçar a representação da AEI face às mudanças que o setor atravessa.
Um compromisso com a consolidação do progresso e a estruturação do ecossistema imobiliário
A Aliança Setorial , liderada por Reyna Echenique , advogada especializada em segurança jurídica imobiliária , visa dar continuidade aos avanços alcançados pelas administrações anteriores da AEI e caminhar rumo a uma maior coordenação entre os diversos atores envolvidos no mercado.
Sua visão se baseia na continuidade evolutiva, institucionalidade, unidade, aliança setorial e segurança jurídica, com o objetivo de fortalecer a integração entre agentes imobiliários, incorporadoras, entidades financeiras, instituições públicas, associações profissionais, famílias e investidores.
“Acreditamos em um setor imobiliário que funcione como um verdadeiro ecossistema, onde agentes imobiliários, incorporadoras, entidades financeiras, instituições públicas, associações profissionais, famílias e investidores trabalhem com objetivos comuns para fortalecer o mercado e gerar maior confiança para o benefício de todos”, disse Reyna Echenique, representante do grupo.
A proposta argumenta que os desafios atuais do mercado exigem esforços conjuntos e a construção de consenso para estabelecer relações de longo prazo entre os diferentes setores ligados à atividade imobiliária.
Nessa perspectiva, a Alianza Sectorial propõe consolidar a AEI como um órgão articulador do ecossistema imobiliário dominicano, partindo da premissa de que as transformações do setor exigem a participação e a cooperação de seus diversos membros.
A sua proposta de gestão está estruturada em torno de cinco pilares fundamentais, com o objetivo de reforçar o papel institucional da associação e responder às novas necessidades do setor.
A equipe inclui: Juan Estévez, Wendy Gómez, Wanda del Orbe, Belkys Cuello, Massiel Martínez, Luis Miguel Rosario, Giselle Ventura e
Richy Rojas.

Proposta para profissionalização, tecnologia e governança ética
O Fortalecimento Institucional, liderado por Claudia Castillo, consultora imobiliária veterana que já ocupou a presidência da entidade no período de 2018 a 2020, é apresentado como uma proposta focada na renovação, continuidade institucional e profissionalização da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias.
É formado também por Marbel Lugo, Luz Sarmiento, Yamela de la Paz, Henry López-Penha, Hugo Pagán e Indhira Desangles, destacados empresários ligados ao setor imobiliário.
A proposta de Castillo busca promover um ecossistema imobiliário que gere oportunidades e alianças estratégicas, ao mesmo tempo que fortalece o arcabouço institucional da AEI e a unidade entre seus membros.
“Temos uma equipe de líderes de ponta no setor, com experiência comprovada e um firme compromisso em todas as nossas ações”, declararam os membros da chapa.
Entre as principais áreas abrangidas pelo seu programa estão a formação e a profissionalização, a inovação tecnológica, o fortalecimento institucional, a representação e a defesa do setor, bem como a governação ética.
O relatório "Fortalecimento Institucional" identifica, entre os desafios que o setor enfrenta atualmente, a desconfiança, as más práticas e certas situações legais que afetam a atividade imobiliária.
A equipe acredita que algumas dessas dificuldades estão relacionadas à ausência de um arcabouço legal específico que regule adequadamente a corretagem imobiliária e proporcione maior segurança tanto para os profissionais quanto para os demais participantes do mercado.
Nesse sentido, ele destaca que, há vários anos, representantes do setor vêm promovendo a criação de uma lei de corretagem imobiliária e participando dos trabalhos voltados para o estabelecimento de um marco regulatório para essa atividade.
Entre as suas propostas, o Fortalecimento Institucional planeia continuar a promover esta iniciativa até à conclusão do processo legislativo e, posteriormente, participar ativamente na sua regulamentação e aplicação.
Propõe-se também fortalecer os objetivos institucionais da AEI relacionados ao estabelecimento de regras para a condução dos negócios, à prevenção da concorrência desleal por meio de mecanismos disciplinares e de conciliação, e à promoção da cooperação entre seus membros.
Outro ponto levantado pelo Fortalecimento Institucional é a necessidade de fortalecer a imagem do setor imobiliário formal e aprimorar a estratégia de comunicação da AEI, tanto em relação aos seus membros quanto aos clientes e incorporadores.
A proposta destaca a importância de promover a devida diligência antes de estabelecer relações comerciais. Isso inclui clientes e incorporadores verificando as credenciais dos profissionais responsáveis pela comercialização de projetos ou imóveis, e corretores de imóveis avaliando adequadamente os incorporadores com quem trabalham.
Considera ainda necessário continuar a investir na formação, nos valores e na ética profissional, bem como reforçar os mecanismos de certificação da identidade e da legalidade dos agentes associados.

Com suas respectivas propostas, a Aliança Setorial e o Fortalecimento Institucional buscam assumir a liderança da AEI a partir de outubro próximo para o período de 2026-2028, em um cenário marcado pela necessidade de avançar na regulamentação, profissionalização, transparência e fortalecimento institucional do setor imobiliário dominicano.




