SANTO DOMINGO– Diante dos terremotos que ocorreram em países como a Venezuela e, mais recentemente, na Colômbia, surge uma pergunta entre os dominicanos: uma estrutura danificada pode ser salva após um terremoto?
A presidente da Sociedade Dominicana de Engenheiros Estruturais (SINEDOM), a engenheira civil Maribel Guzmán, conversou com El Inmobiliario sobre o assunto e explicou que existem diversos fatores que permitem determinar se um edifício está em condições de resistir a um movimento sísmico de grande magnitude, como os que ocorreram nos países mencionados.
“Para determinar a segurança de um edifício, muitos fatores devem ser considerados: a forma como foi projetado e construído, a condição do solo sobre o qual se encontra, sua configuração e o nível de deterioração que apresenta”, afirmou o engenheiro.
Alerta para graves danos em edifícios dominicanos
Guzmán alertou que um terremoto severo poderia causar danos significativos a edifícios no país que já apresentam deficiências estruturais ou redução em sua capacidade de resistência.
“Em caso de um terremoto severo que possa ocorrer em nosso país, essas estruturas não terão a capacidade para a qual foram originalmente projetadas e poderão sofrer danos graves e até mesmo desabar”, alertou ele.

Maribel Guzmán, presidente do SINEDOM. (Arquivo/El Inmobiliario).
Guzmán afirmou que um dos sinais mais óbvios para determinar o nível de vulnerabilidade de um edifício é a presença de fissuras estruturais após um terremoto.
“Uma estrutura que já apresenta sinais de deficiências significativas, entre as quais as mais óbvias são as fissuras estruturais, é um edifício muito inseguro e de alto risco, porque os seus materiais e elementos já não possuem a capacidade de resistência original”, explicou.
Terremotos não são os únicos
A presidente da SINEDOM salientou que os terramotos não são os únicos fatores que podem causar fissuras e deterioração num edifício. Mencionou também de recalque do solo e a corrosão das barras de reforço internas causadas pelo passar do tempo.
“Se a capacidade do edifício for excedida, seja por terremotos anteriores, problemas de assentamento do solo ou deterioração das barras de reforço que enferrujam, causando o desprendimento ou a perda do revestimento das colunas ou vigas, esses elementos reduzem ou perdem gradualmente sua capacidade de suportar carga. Isso torna a estrutura mais vulnerável a um terremoto”, afirmou.
Por fim, ele explicou que, para determinar se um edifício tem capacidade para resistir a um terremoto, é necessário realizar avaliações e estudos especializados que permitam conhecer seu estado estrutural.
“Precisamos realizar análises e levantamentos estruturais para entender o estado de toda a estrutura. Com essas informações, podemos realizar análises para diferentes cenários e níveis de ameaça sísmica e, a partir daí, identificar as deficiências”, concluiu.
Leituras recomendadas:




