Os setores imobiliário e da construção civil expressam solidariedade diante do colapso da Jet Set

SANTO DOMINGO - Representantes dos setores imobiliário e da construção civil expressaram ontem sua solidariedade à tragédia ocorrida na madrugada de terça-feira, após o desabamento do teto da emblemática boate Jet Set, local de entretenimento onde todas as segundas-feiras era realizado o tradicional baile que reunia os diversos setores da sociedade para celebrar a ocasião.

O desabamento ocorreu enquanto a renomada cantora de merengue Rubby Pérez se apresentava em uma festa com grande público presente. A tragédia aconteceu na madrugada de quarta-feira, 9 de abril, quando as autoridades relataram 98 mortos e mais de 150 pessoas hospitalizadas.

“Através desta plataforma, nos unimos em luto às inúmeras famílias afetadas pelo desabamento em uma conhecida boate. Eventos como este nos lembram da fragilidade da vida e da importância de cuidarmos uns dos outros”, declarou a Alveare Realty.

O escritório Carvajal Polanco y Asociados Ingenieros-Arquitectos expressou suas sinceras condolências às famílias das vítimas da tragédia. "Entendemos que este é um momento difícil para todos e queremos que saibam que não estão sozinhos em sua dor", afirmou o escritório em uma publicação.

A imobiliária Estela Casanova expressou suas condolências a todas as famílias que lamentam a perda de um ente querido, após a tragédia ocorrida na boate Jet Set.

“Lamentamos profundamente a tragédia ocorrida hoje na boate Jet Set. Em respeito às vítimas, decidimos adiar o coquetel de lançamento do torneio de golfe Acoprovi 2025, que estava marcado para esta terça-feira, 8 de abril”, declarou a Acoprovi em uma publicação na terça-feira.

"Na Urban Group, lamentamos profundamente a dor de todas as famílias e pessoas afetadas pelo trágico acidente ocorrido no Jet Set", publicou a imobiliária em seu Instagram Stories.

A RE/MAX República Dominicana uniu-se à nação em luto. "Confiamos nas autoridades e nas equipes de emergência que estão trabalhando incansavelmente para esclarecer os fatos e dar respostas àqueles que ainda aguardam notícias de seus entes queridos", declarou a franquia.

“Na Tricasa Real Estate, estamos profundamente tristes com a tragédia ocorrida na boate Jet Set. Em momentos como este, somente o amor e a solidariedade podem nos unir como povo”, publicou a agência em sua conta do Instagram.

Plusval Dominicana, Echenique Real Estate, Élite House, Tu CasaRD e Modern Properties também se manifestaram em solidariedade, lamentando os acontecimentos que deixaram toda a população dominicana de luto.

Eles estão convidando as pessoas a doar sangue

O Sr. Home e a Arenal Inmobiliaria convidaram o público a doar sangue e dar uma chance de vida àqueles que lutam para sobreviver.

Foto da capa: Listín Diario.

Acoprovi adia recepção em solidariedade à tragédia envolvendo a elite da aviação; número de mortos sobe para 58

SANTO DOMINGO - A Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi) anunciou na tarde de terça-feira o adiamento da coletiva de imprensa que realizaria naquela noite, devido à tragédia ocorrida na madrugada na boate Jet Set, que, até as 17h13, havia causado a morte de 58 pessoas e deixado 155 feridas, mergulhando o povo dominicano em luto.

Na reunião marcada para as 18h30, a associação dará detalhes sobre a décima edição do torneio de golfe Acoprovi, que será realizada em maio deste ano.

O sindicato dos trabalhadores da construção civil expressou seu pesar pela tragédia ocorrida enquanto a cantora de merengue Rubby Pérez se apresentava em uma festa, no tradicional baile de segunda-feira do estabelecimento.

“Lamentamos profundamente a tragédia ocorrida hoje na boate Jet Set. Em respeito às vítimas, decidimos adiar o coquetel de lançamento do torneio de golfe Acoprovi 2025, que estava marcado para esta terça-feira, 8 de abril”, disse a organização.

A organização não especificou uma nova data para a reunião, afirmando que a anunciará oportunamente. “Expressamos nossas mais profundas condolências às famílias afetadas. Acreditamos que este é um momento para demonstrar solidariedade e respeito, e anunciaremos uma nova data para o evento em breve”, declarou Acoprovi.

A AEI expressa solidariedade à tragédia no Jet Set; agências reportam 44 mortes

SANTO DOMINGO – A Associação de Empresas e Agências Imobiliárias (AEI ) manifestou sua solidariedade às famílias afetadas pela tragédia ocorrida na madrugada de terça-feira na boate Jet Set, onde, às 14h, as autoridades registravam 44 vítimas fatais e cerca de 150 pessoas encaminhadas a diversos centros de saúde da Grande Santo Domingo.

“Unimo-nos em oração a todos os cidadãos pela recuperação dos feridos e em luto nacional pelos falecidos”, publicou a associação que reúne as principais agências e corretores imobiliários do país. 

Em resposta aos acontecimentos, o presidente Luis 8 a 10 de abril meio mastro em instalações militares e edifícios públicos em todo o país.


O AEI expressou seu apreço "pelo trabalho tenaz e admirável realizado pelas equipes de resgate desde as primeiras horas da manhã".

Mais de 40 mortos

Em seu último boletim, o Centro de Operações de Emergência ( COE ) informou que o número de mortos subiu para 44 , vítimas que ficaram presas nos escombros do prédio da boate onde o músico Rubby Pérez se apresentava no tradicional baile de segunda-feira.

O diretor do COE, General Juan Manuel Méndez , informou por volta das 14h que os dados são preliminares e que os esforços de resgate continuam na busca por pessoas que ainda possam estar presas nos escombros.

Embora não tenha divulgado um número exato de pessoas desaparecidas, ele afirmou que "ainda existem oportunidades" de encontrar pessoas vivas.

As autoridades estão utilizando tecnologia especializada, como câmeras térmicas e equipamentos de detecção acústica, para identificar sinais de vida nas áreas desabadas da instalação.

A Avenida da Saúde foi aberta para agilizar o tráfego de ambulâncias após a tragédia de Jet Set

SANTO DOMINGO - A Prefeitura do Distrito Nacional informou que, em coordenação com o Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant), abriu a Avenida da Saúde para agilizar o trânsito de ambulâncias para os diversos hospitais, após a tragédia ocorrida na noite passada na boate Jet Set, que, até as 11h desta terça-feira, registrava 27 mortos, segundo informações das autoridades.

“Informamos ao público que, em coordenação com o Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant), a Prefeitura do Distrito Nacional disponibilizou viabilizadores na Avenida da Saúde para melhorar o fluxo de ambulâncias e veículos de resgate, em decorrência da tragédia ocorrida na boate Jet Set”, publicou a Prefeitura na rede social Instagram.

Após os eventos ocorridos na noite passada, o último relatório do Centro de Operações de Emergência (COE) indica que mais de 160 pessoas foram resgatadas, diversas ruas, especialmente as localizadas ao redor do local do desastre, permanecem fechadas, enquanto inúmeras ambulâncias entram e saem do local transportando os resgatados.

As autoridades recomendam que o público dirija com cautela e que os usuários da área da Avenida la Salud utilizem as calçadas e a área interna do Parque Mirador Sur.

Ruas alternativas

O jornal Intrant noticiou, desde as primeiras horas da manhã, o fechamento do trecho entre a Avenida Núñez de Cáceres e a Rua San Juan Bautista.

Como rotas alternativas, recomendaram a Avenida George Washington, Esther Rosario, Rua El Coral, Cayetano Germosen, Rua Paya, Rodovia 30 de Maio, Itália, República do Equador e Heróis de Luperón.

Codia aguarda avaliação do edifício Jet Set; autoridades confirmam 18 mortes

SANTO DOMINGO - O presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (Codia), Carlos Mendoza, lamentou nesta quarta-feira a tragédia ocorrida na boate Jet Set, onde até as 9h da manhã as autoridades confirmaram 18 mortos e mais de 121 feridos, após o desabamento do teto do estabelecimento na madrugada de terça-feira.

Ele afirmou que a entidade está aguardando que as autoridades de assistência social suspendam as restrições impostas ao local, enquanto a operação de busca e resgate continua, para que a inspeção correspondente possa ser realizada.

Ele explicou que somente por meio de uma inspeção visual, juntamente com o levantamento realizado por engenheiros estruturais e técnicos, será possível determinar as razões que podem ter causado o desabamento do prédio.

“Em nome de nossa diretoria nacional, queremos expressar nossas condolências a todos os familiares, amigos e colegas das vítimas do desabamento da boate ocorrido ontem à noite. Ao povo dominicano, por esta tragédia”, disse o engenheiro ao jornal El Inmobiliario.

Relatório 9: manhã.

O último relatório do Centro de Operações de Emergência (COE) afirma que o número de mortos na tragédia subiu para 18, enquanto o número de feridos aumentou para mais de 120.

O presidente Luis Abinader visitou o local após as 8h da manhã, acompanhado de sua esposa, a primeira-dama Raquel Arbaje, onde expressou seu pesar pelos acontecimentos e afirmou que os esforços de busca e resgate continuam com o apoio de diversas instituições.

As autoridades reportaram 12 mortes no desabamento ocorrido na madrugada de terça-feira na boate Jet Set

SANTO DOMINGO - Às 5h30 da manhã de 8 de abril de 2025, 12 pessoas haviam sido contabilizadas como mortas durante os eventos ocorridos na madrugada de terça-feira, quando parte do telhado da emblemática boate Jet Set, localizada no setor El Portal, Distrito Nacional, desabou.

 O major-general Juan Manuel Méndez García, diretor do Centro de Operações de Emergência (COE), está liderando a operação conjunta com diversas agências estaduais, onde, às 5h30 da manhã, 73 pessoas já haviam sido transferidas para vários centros de saúde na capital dominicana.

“Infelizmente, até o momento, 12 corpos foram recuperados”, disse Méndez à imprensa, acrescentando que, de acordo com os vídeos, havia muitas pessoas no local no momento do incidente, embora o número exato não tenha sido especificado.

O incidente ocorreu por volta da 1h da manhã, enquanto Rubby Pérez, um músico dominicano de destaque, se apresentava na tradicional festa de segunda-feira no estabelecimento que oferece entretenimento aos dominicanos há mais de 50 anos.

“Já realizamos 70 transferências de ambulância. Isso não significa 70 pessoas, mas sim que, às vezes, para agilizar o processo, duas ou três pessoas viajam em cada ambulância para tentar preservar suas vidas. Continuamos trabalhando com a Secretaria de Obras Públicas, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e as Forças Armadas na busca por estruturas desabadas. Ainda estamos utilizando equipamentos pesados”, declarou Méndez García, que, minutos depois, divulgou um novo comunicado informando que o número de transferências havia subido para 73.

Ele afirmou ter recebido instruções do Presidente da República, Luis Abinader, para agilizar o processo a fim de preservar o maior número possível de pessoas e que, portanto, dispõem de todos os equipamentos necessários, tanto públicos quanto privados, para o resgate.

Uma história que abrange mais de 50 anos

Em 2015, a boate Jet Set passou por um processo de reforma, razão pela qual permaneceu fechada por mais de três semanas.

Segundo relatos da mídia, o local foi remodelado, com a instalação de um sistema de iluminação, sistema de som, mobiliário e palco de primeira geração, embora a estrutura não seja mencionada.

Acoprovi pede a reabertura dos consulados fronteiriços e alerta para as consequências de uma repatriação desordenada

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SANTO DOMINGO – A Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi) fez um apelo ontem pela reabertura dos consulados dominicanos que podem emitir vistos para imigrantes indocumentados. Segundo a associação, essas ações estariam em consonância com o compromisso do governo com a gestão migratória responsável e ordenada, um aspecto que considera crucial para o desenvolvimento do país.

A associação que representa as empresas de construção reconheceu a importância das medidas anunciadas pelo presidente Luis Abinader no último domingo, mas alertou para as graves consequências que operações de imigração desordenadas poderiam ter para o setor e para o país.

"Em relação ao fechamento dos consulados por mais de dois anos, a Acoprovi enfatiza a necessidade de reabri-los nas áreas de fronteira e de encontrar soluções que permitam o restabelecimento da situação migratória dos trabalhadores que já possuíam vistos", afirmou a organização em um comunicado à imprensa.

Ele alertou que uma operação de imigração desordenada poderia ter sérias consequências, causando a paralisação das obras e impossibilitando o cumprimento dos prazos de entrega do projeto, impactando negativamente os próprios compradores dominicanos.

"Uma operação de imigração desorganizada que ignore a preferência por trabalhadores dominicanos para empregos específicos no setor da construção civil pode ter sérias consequências. Esse tipo de abordagem paralisaria os projetos de construção e impossibilitaria o cumprimento dos prazos, impactando negativamente os compradores dominicanos. Além disso, teria repercussões econômicas irreversíveis, aumentando os custos de financiamento dos projetos e, consequentemente, os preços dos imóveis.".

Ele expressou confiança de que as medidas de imigração anunciadas pelo governo contribuiriam para a criação de políticas públicas que garantissem uma regulamentação imigratória eficiente e ordenada. "Isso, por sua vez, poderia facilitar o desenvolvimento sustentável de um setor fundamental para a economia nacional, como a construção civil.".

Acoprovi argumentou que as operações de repatriação de haitianos e os controles de fronteira representam uma excelente oportunidade para identificar trabalhadores migrantes que preencham as condições necessárias para obter autorizações de trabalho e que, dessa forma, os 87.000 trabalhadores inicialmente necessários para trabalhos de construção rudimentares podem ser formalizados, em conformidade com as leis trabalhistas vigentes.

Em relação às medidas para formalizar e dominicanizar o emprego, a organização acolhe favoravelmente as iniciativas do governo e considera-as um passo importante na direção certa. "Promovemos também a inclusão dos trabalhadores dominicanos na indústria da construção e no sistema de segurança social através de programas de formação e de melhoria das condições de trabalho, e pela eliminação de medidas negativas como o atual aumento salarial.".

Ele destacou iniciativas como a plataforma Construyendo RD, que lançou e que permite à força de trabalho nacional assumir tarefas que historicamente eram desempenhadas por imigrantes, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do setor.

A Acoprovi também acolhe favoravelmente a proposta de atualização da legislação migratória para criar as condições necessárias à formalização e ao registo de autorizações de trabalho, especialmente para imigrantes indocumentados que se encontram atualmente no país. Neste contexto, pretendemos participar ativamente na comissão que irá estudar a legislação migratória, sob a liderança de Milton Ray Guevara. Contribuiremos com a experiência do setor na formalização do emprego e na integração no mercado de trabalho, com o objetivo de garantir que as políticas migratórias sejam coerentes com as necessidades do setor da construção e com o desenvolvimento urbano sustentável do país.

Fundos Bandex

Acoprovi aplaudiu o aumento da alocação de recursos para o Banco Nacional de Exportações (BANDEX), reconhecendo seu potencial para se tornar um aliado fundamental no processo de integração dos dominicanos no setor da construção civil. "Esse apoio financeiro contribuirá para a modernização da construção civil em todo o país, financiando ferramentas e máquinas que mecanizam o trabalho tradicional. Isso incentivará a participação e a inclusão dos trabalhadores dominicanos, reduzindo a dependência do trabalho informal e promovendo um ambiente de trabalho mais regulamentado e competitivo.".

Ele afirmou que mantém seu firme compromisso com a regulamentação, formalização e dominicanização do emprego na construção civil e que continuará colaborando com os principais atores dos setores público e privado para garantir o desenvolvimento sustentável do setor na República Dominicana.

O setor da construção civil precisa evoluir rumo à industrialização, afirma o presidente Abinader

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Para dar continuidade ao processo, ele se reunirá com a Bandex esta tarde.

SANTO DOMINGO - Assim como nos países desenvolvidos, o setor da construção civil na República Dominicana precisa avançar rumo à industrialização, onde os processos dependam cada vez menos do trabalho manual.

O presidente Luis Abinader acredita que essa medida se mostrará mais eficiente e econômica a médio prazo. Segundo o presidente, ferramentas como elementos pré-fabricados e outras técnicas que surgiram com os avanços tecnológicos estão se tornando muito mais eficientes com o tempo.

“Além disso, é mais eficiente e mais econômico a médio prazo. E no caso da construção civil, trata-se da industrialização com elementos pré-fabricados e outras técnicas que, tenho certeza, serão mais eficientes, como acontece em outros países mais desenvolvidos, onde o trabalho é muito menos artesanal e muito mais industrial”, explicou Abinader, referindo-se ao tema, durante o programa La Semanal con La Prensa, que acontece todas as segundas-feiras no Palácio Nacional.

Ele anunciou que, para continuar avançando rumo a esse objetivo, nesta terça-feira, 8 de março, às 15h, os setores agrícola e da construção civil se reunirão com representantes do Banco de Desenvolvimento e Exportação (Bandex) para explorar alternativas de apoio aos empreendedores desses setores, em sua agenda em constante evolução.

“Continuar financiando a mecanização, o equipamento e a industrialização da construção civil, para eliminar gradualmente a mão de obra estrangeira. É nisso que estamos trabalhando, e também estamos fazendo isso de acordo com a legislação do Ministério do Trabalho”, disse ele.

Nas medidas anunciadas no último domingo para conter a imigração ilegal haitiana para o país, Luis Abinader afirmou: “Ampliaremos o fundo administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento e Exportação (Bandex) para fornecer às associações e cooperativas de produtores os recursos necessários para sua transformação tecnológica. Os setores privados da construção civil e da agricultura devem chegar a um acordo com o governo sobre sua industrialização e mecanização dentro de um prazo razoável.”.

O presidente dominicano destacou ontem casos como o do setor arrozeiro, onde há uma história de sucesso, financiada pelo Bandex para mecanização. "E muitos produtos reduziram a mão de obra em 80%.".

Ele salientou que esta é uma medida que não será implementada a curto prazo, mas que compreende que a força de trabalho terá de ser reduzida gradualmente.

Ele especificou que realizou diversas reuniões com as partes interessadas envolvidas, buscando uma solução para o problema. Citou o caso da Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi), que organizou conferências e reuniões sobre a importância da mecanização no setor. “Em outras palavras, todos já estão progredindo, e o que queremos é que avancem ainda mais rápido”, enfatizou.

Aumento salarial para impulsionar

Abinader reiterou que promoverá um aumento do salário mínimo na zona franca e de turismo , como parte de uma estratégia para promover a " dominicanização do trabalho ".

"No discurso que fiz ontem à nação, vamos propor à mesa tripartite um aumento de 25% no salário mínimo na zona franca um de 30% no setor do turismo ", disse o presidente, referindo-se às medidas anunciadas em seu pronunciamento de domingo, 6 de abril.

O chefe de Estado explicou que essas propostas fazem parte de um conjunto de ações destinadas a responder às preocupações dos cidadãos dominicanos sobre a perda de empregos devido à migração irregular , um problema que, em suas palavras, " não pode ser ignorado ou minimizado .

Propõe estratégias abrangentes para fortalecer o setor da construção

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SANTO DOMINGO - A Confederação Dominicana de Micro, Pequenas e Médias Empresas de Construção (Copymecon) manifestou ontem seu apoio às 15 medidas anunciadas pelo presidente Luis Abinader para combater diretamente a imigração ilegal.

Eliseo Cristopher , presidente, destacou que o setor da construção civil é um motor fundamental para o crescimento econômico e a geração de empregos no país.

Ele considerou que as medidas anunciadas pelo governo representam um passo crucial para a regularização e o fortalecimento do tecido empresarial.

Ele instou o governo a fortalecer e revitalizar o plano, garantindo a participação ativa das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e promovendo a contratação de trabalhadores dominicanos nos projetos que desenvolve.

Para complementar as iniciativas e garantir um impacto positivo e sustentável no setor da construção, ele recomendou as seguintes ações estratégicas:

Programa Nacional de Formação e Certificação Acelerada: Em colaboração com o Instituto Nacional de Formação Técnica e Profissional (INFOTEP) e universidades, implementar um programa nacional intensivo e acelerado de formação técnica em diversas áreas da construção civil (alvenaria, eletricidade, hidráulica, carpintaria, etc.), direcionado principalmente a jovens e mulheres dominicanas. Este programa deverá incluir certificação de competências para garantir a qualidade e a profissionalização da mão de obra local.

Eliseo Cristopher.

Fundo de Apoio à Transição Laboral para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs): Criar um fundo específico com recursos públicos e privados para apoiar as MPMEs da construção civil no processo de formalização de sua força de trabalho e contratação de trabalhadores dominicanos. Este fundo poderia oferecer subsídios para contratações temporárias, linhas de crédito para investimento em equipamentos e treinamento interno.

Incentivos fiscais para a contratação de mão de obra dominicana: Estabelecer incentivos fiscais (deduções e créditos fiscais) para empresas de construção, especialmente micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que demonstrem um aumento significativo na contratação de trabalhadores dominicanos com emprego formal.

Cadastro Nacional de Trabalhadores da Construção Civil: Criar um cadastro nacional unificado de trabalhadores da construção civil para identificar a mão de obra disponível, suas certificações e seu status imigratório. Isso facilitaria a conexão entre a oferta e a demanda por emprego formal no setor.

Campanhas de conscientização e valorização do trabalho na construção civil: Desenvolver campanhas em âmbito nacional para promover o valor do trabalho no setor da construção civil entre os jovens dominicanos, destacando as oportunidades de desenvolvimento profissional e os benefícios do emprego formal.

Fortalecimento da fiscalização do trabalho: Aumentar a capacidade e a eficácia da fiscalização do trabalho no setor da construção civil para garantir o cumprimento das leis trabalhistas e de imigração e combater a informalidade e a exploração.

Alianças estratégicas com o setor educacional: Estabelecer alianças estratégicas com escolas técnicas e universidades para incluir em seus currículos treinamentos em áreas especializadas da construção civil que atualmente apresentam escassez de mão de obra local.

A COPYMECON reiterou que o problema da migração não é responsabilidade exclusiva do governo, mas um desafio que diz respeito a toda a nação dominicana. "É imprescindível que líderes empresariais, igrejas, organizações da sociedade civil e todos os cidadãos trabalhem juntos de forma coordenada para encontrar soluções sustentáveis ​​e eficazes."

Ele enfatizou que o INFOTEP tem um papel fundamental a desempenhar na formação em massa e de alta qualidade da força de trabalho dominicana para o setor da construção, contribuindo significativamente para o objetivo de dominicanizar o emprego neste importante setor.

A organização destacou a necessidade de o Banco Central, o Conselho Monetário e a Superintendência de Bancos implementarem políticas e linhas de ação específicas do sistema financeiro para promover a formalização de empresas no setor da construção civil, facilitando o acesso ao crédito com condições favoráveis ​​para investimentos em tecnologia, maquinário e capital de giro.

A Copymecon sugeriu à Direção-Geral de Impostos Internos (DGII) que avaliasse a implementação de regimes fiscais simplificados e diferenciados para as PMEs formalizadas da construção civil, que reconheçam as particularidades do setor e promovam o cumprimento das obrigações fiscais sem comprometer a sua sustentabilidade.

Ele reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a criação de empregos dignos para os dominicanos e o fortalecimento da soberania nacional. "Estamos plenamente preparados para colaborar estreitamente com o governo e todas as partes interessadas relevantes para implementar essas propostas e contribuir para o progresso econômico e social da República Dominicana.".

Abinader anuncia que apresentarão um projeto de lei para penalizar aqueles que alugam imóveis para imigrantes ilegais

Eles irão promover um aumento de 30% para os funcionários do setor de turismo.

SANTO DOMINGOO presidente Luis Abinader anunciou ontem, domingo, um conjunto de 15 medidas destinadas a conter a imigração de cidadãos haitianos para o país. Em mensagem à nação, o presidente afirmou que as ações visam “proteger a República Dominicana e garantir o respeito às leis do país”.

Diversas das resoluções mencionadas pelo presidente em seu discurso dizem respeito aos setores imobiliário, turístico e da construção civil. Nesse sentido, ele anunciou que o Poder Executivo apresentará ao Congresso Nacional um projeto de lei de reforma para endurecer as penalidades para proprietários de imóveis residenciais ou comerciais que alugam suas propriedades para pessoas com situação migratória irregular. Essas são as 15 medidas adotadas pelo Estado Dominicano, conforme especificado por Abinader:

1) A capacidade de supervisão das três atuais brigadas de fronteira será ampliada para seis áreas operacionais sob a supervisão de um oficial superior.

2) A vigilância na fronteira será reforçada com a adição de 1.500 soldados, que se somarão aos 9.500 que já atuam na região.

3) O Ministério da Defesa iniciará imediatamente uma licitação para a construção de mais 13 km, que se somarão aos 54 km de muro fronteiriço já construídos.

4) Um projeto de reforma será submetido ao Congresso Nacional para endurecer as sanções nos seguintes casos: funcionários públicos, civis e militares, que facilitem ou participem da entrada de imigrantes indocumentados; organizações ou indivíduos que se envolvam repetidamente no tráfico de pessoas em situação irregular; além disso, proporemos o estabelecimento de sanções severas para casos não previstos na legislação atual, como: proprietários de casas ou imóveis comerciais que alugam suas propriedades para pessoas com situação migratória irregular.

5) Incorporação de 750 novos agentes de imigração.

6) Ampliaremos a capacidade operacional da DGM instalando escritórios de controle de imigração em todas as províncias do país.

7) Modificaremos as normas de funcionamento do mercado para garantir que ele seja uma porta aberta para o comércio, mas não para a imigração irregular.

8) Sugeriremos à Procuradoria-Geral a criação de uma Procuradoria Especializada em Assuntos de Migração.

9) Ampliar a eficiência das repatriações em todo o território nacional por meio dos governos locais.

10) Criação de um Observatório Cidadão sobre o Funcionamento da Política Migratória para monitorar o cumprimento das normas e propor medidas corretivas da sociedade civil. Este observatório funcionará de forma autônoma e independente, coordenado pelo jornalista Miguel Franjul.

11) Estabeleceremos um protocolo, que deverá estar pronto para implementação até segunda-feira, 21 de abril, exigindo que a equipe hospitalar do NHS solicite o seguinte: identificação, comprovante de vínculo empregatício no país e resultado de teste domiciliar. Uma taxa também será acordada para todos os serviços prestados. Caso algum desses requisitos não seja atendido, o paciente será tratado e, após a recuperação, repatriado imediatamente. Um agente de imigração estará presente em cada hospital para garantir o cumprimento deste protocolo.

12) Estudar as normas de imigração à luz da situação atual no Haiti. Decidimos nomear o Dr. Milton Ray Guevara como coordenador de uma comissão que realizará essa tarefa.

13) Promoveremos agora, nas negociações salariais tripartidas, a dominicanização do emprego, defendendo um aumento de 25% nas zonas francas e de 30% no setor turístico. Porque quando o trabalho é valorizado e bem remunerado, atrai pessoas.

14) Garantiremos que os beneficiários do programa Supérate possam ingressar no mercado de trabalho dos setores da construção e da agricultura, sem perder o seu apoio.

15) Ampliaremos o fundo administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento e Exportação (Bandex) para fornecer às associações e cooperativas de produtores os recursos necessários para a transformação tecnológica. Os privados da construção civil e da agricultura devem chegar a um acordo com o governo sobre sua industrialização e mecanização dentro de um prazo razoável.

Qual foi a taxa de inflação anual no país em março deste ano?

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SANTO DOMINGO – O Banco Central da República Dominicana (BCRD) informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação mensal de 0,31% em março de 2025. Com esse resultado, a taxa de inflação anual, medida de março de 2024 a março de 2025, fica em 3,58%, permanecendo pelo décimo sexto mês consecutivo entre o limite inferior e o centro da meta de 4,0% ± 1,0%, ou seja, desde dezembro de 2023.

O Banco Central da República Dominicana (BCRD) destaca que a taxa de inflação anual para março de 2025 está entre as mais baixas das economias não dolarizadas da América Latina.

Em relação à inflação subjacente anual, a autoridade monetária informou que ela se situou em 4,24% em março de 2025, registrando uma variação mensal de 0,40% nesse mês. Assim, a inflação subjacente anual permanece dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Esse indicador fornece sinais mais claros para a condução da política monetária, uma vez que exclui certos itens que normalmente não refletem as condições de liquidez da economia, como alimentos com preços altamente voláteis, combustíveis e serviços com preços regulamentados, como eletricidade e transporte, além de bebidas alcoólicas e tabaco.

A análise comparativa de março com fevereiro de 2025 revelou que a inflação de 0,31% refletida no IPC geral deriva principalmente dos aumentos observados nos grupos Transportes (0,63%), Comunicações (1,40%), Bens e Serviços Diversos (0,39%), Restaurantes e Hotéis (0,41%) e Habitação (0,23%).

Variação por Grupo:
O relatório mensal do Banco Central da República Dominicana (BCRD) destaca que o grupo Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas, o de maior peso na cesta, apresentou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços desde dezembro de 2024, quando registrou variação de 1,53%, seguida por 0,83% em janeiro, 0,25% em fevereiro e atingindo 0,09% em março. Esse comportamento se deve à recente evolução dos preços de alguns itens com alta participação relativa na cesta, como frango fresco, banana-da-terra verde e madura, cebola e banana-verde, entre outros, que reverteram sua tendência de alta, contribuindo assim para mitigar o impacto do grupo de alimentos no índice geral de preços.

Em relação à taxa de variação de 0,63% para o grupo Transportes, esta deve-se ao aumento dos preços de automóveis, passagens aéreas, reparos de veículos e serviços de transporte terrestre urbano e interurbano, conforme relatado pelo Banco Central da República Dominicana (BCRD). Cabe ressaltar que o subsídio aos combustíveis nacionais, implementado pelo Poder Executivo, manteve os preços desses itens estáveis, mitigando, assim, o impacto desse grupo sobre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) geral.

O setor de Comunicações, segundo em contribuição para a inflação do mês, apresentou uma variação de 1,40%, impulsionada pelo aumento dos preços dos serviços combinados de telecomunicações, com destaque para os aumentos registrados nos serviços de transmissão de dados online (streaming).

O índice de preços do grupo de Bens e Serviços Diversos registrou uma taxa de inflação de 0,39%, em decorrência do aumento de preços em alguns serviços de cuidados pessoais. Já o IPC para Restaurantes e Hotéis apresentou uma variação de 0,41%, devido ao aumento dos preços de serviços de alimentação fora de casa, demonstrando uma moderação em comparação aos primeiros meses do ano. Isso pode ser atribuído à tendência de queda nos preços de alguns insumos que afetam diretamente o preço final ao consumidor desses serviços de alimentação.

O grupo Habitação apresentou uma taxa de 0,23%, influenciado pelo aumento nos serviços de aluguel, manutenção e despesas comuns de moradia. Já o setor Saúde apresentou uma variação de 0,37%, resultante do aumento de preços de produtos farmacêuticos como analgésicos, anti-inflamatórios e medicamentos para o sistema nervoso.

Inflação de bens comercializáveis ​​e não comercializáveis:
A instituição monetária explica que o IPC para bens comercializáveis ​​apresentou uma variação de 0,30% em março de 2025, principalmente devido ao aumento dos preços de automóveis, passagens aéreas e alguns itens alimentícios. Já a variação mensal do índice para bens e serviços não comercializáveis ​​foi de 0,33%.

Inflação por região geográfica
: A inflação por região geográfica em março, comparada a fevereiro de 2025, mostra que o índice de preços para a região de Ozama, que inclui o Distrito Nacional e a província de Santo Domingo, cresceu 0,35%, para a região Norte 0,25%, para a região Leste 0,34% e para a região Sul 0,31%. A menor taxa de inflação registrada na região Norte ou Cibao deve-se ao menor impacto do grupo Transportes nessa área de estimativa.

Inflação por Quintis:
Em relação aos resultados dos índices de preços por estratos socioeconômicos, o Banco Central da República Dominicana (BCRD) informa que estes refletiram taxas de inflação de 0,14% no primeiro quintil, 0,15% no segundo quintil e 0,22% no terceiro quintil. Os quintis de renda mais alta, o quarto e o quinto, apresentaram variações de 0,28% e 0,42%, respectivamente. As taxas mais elevadas registradas no quarto e quinto quintis são explicadas pelo maior impacto do grupo Transportes, resultante do aumento dos preços de veículos e passagens aéreas, além do impacto dos ajustes nos preços dos pacotes de serviços de telecomunicações. Em contrapartida, os níveis mais baixos de inflação registrados nos quintis 1 e 2 devem-se à desaceleração do crescimento dos preços dos alimentos, que têm maior peso na cesta básica das famílias dos quintis de renda mais baixa e, portanto, contribuíram para a baixa inflação relativa verificada nesses estratos no mês de março.

Eles anunciam um podcast intitulado "Advogados imobiliários na República Dominicana"

SANTO DOMINGO - Um grupo de profissionais da área jurídica uniu sua experiência no setor imobiliário para produzir o podcast "Advogados Imobiliários na República Dominicana", um projeto que aborda os aspectos legais do mercado imobiliário na República Dominicana.

Israel López, especialista em direito imobiliário com mais de 15 anos de experiência na área, explicou que o programa foi concebido para oferecer informações valiosas e conselhos práticos tanto para profissionais do setor quanto para qualquer pessoa interessada em compreender melhor o mundo imobiliário.

Ele afirmou que o podcast, que será transmitido duas vezes por mês no YouTube, contará com a participação de renomados advogados imobiliários, especialistas jurídicos e representantes de instituições do setor. "Cada episódio abordará temas relevantes como compra e venda de imóveis, regulamentação do mercado, resolução de conflitos e melhores práticas para corretores de imóveis", declarou.

Ele acrescentou que o podcast “Advogados Imobiliários na República Dominicana” tem como objetivo educar e capacitar seu público, fornecendo as ferramentas necessárias para que tomem decisões informadas em suas transações imobiliárias. “Com uma abordagem acessível e dinâmica, o podcast busca desmistificar o processo legal e torná-lo mais compreensível para o público em geral.”.

Ele observou que, por meio das redes sociais de advogados imobiliários, a interação com o público também será incentivada através de perguntas e sugestões de tópicos a serem discutidos.

Cuello afirmou que o novo espaço é uma iniciativa de um grupo de advogados com vasta experiência no setor imobiliário, comprometidos com a promoção da transparência e da ética nas transações imobiliárias na República Dominicana.

Olga Stephanie Peña, Zoraida Pérez, Israel López e Ana Bello. (FONTE EXTERNA).

O primeiro episódio do programa contou com a presença de Olga Stephanie Peña, Zoraida Pérez, Ana Bello, acompanhadas pelo produtor Israel López.

A carteira de hipotecas da APAP cresce 13% na região norte em 2024

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Registra um crescimento de 17% na base total de clientes ativos na região.

SANTIAGO DE LOS CABALLEROS – A Associação Popular de Poupança e Crédito (APAP) registrou um crescimento de 77% na carteira de crédito comercial da região norte, totalizando 3,016 bilhões de pesos ao final de 2024.

A carteira de crédito para PMEs dobrou de tamanho em comparação com o ano anterior, totalizando 1.513 milhões de pesos.

Entretanto, a captação de água representou um crescimento de 37% na área. 

Durante a apresentação dos resultados institucionais à imprensa em Santiago, Gustavo Ariza, presidente executivo da APAP, observou que a carteira de crédito imobiliário na região aumentou 13%, totalizando 4.376 milhões de pesos.

Os empréstimos hipotecários registraram um desembolso de 1.103 milhões de pesos, dos quais 44% tinham uma mulher como principal devedora. 

"A região norte apresentou um crescimento de 17% na base total de clientes ativos", enfatizou Ariza.

Gustavo Ariza. (FONTE EXTERNA).

No geral, a APAP registrou um crescimento de 9% em seus ativos totais, atingindo 176.327 milhões de pesos no final de 2024, mantendo a primeira posição no setor mutualista e a quinta entre todas as entidades do sistema financeiro.

A carteira de empréstimos fechou em 105.251 milhões de pesos, representando 60% do total de ativos e contribuindo com 84% do crescimento no período. A taxa de inadimplência da APAP ficou em 1,29%, consolidando sua posição como a segunda instituição com melhor desempenho em termos de gestão de inadimplência.

"Os níveis de provisões para riscos na carteira de empréstimos não performáticos com mais de 90 dias atingiram 224,45%, refletindo uma gestão de risco precoce que nos permitiu manter a estabilidade da carteira", afirmou Gustavo Ariza, CEO da APAP, durante a apresentação dos resultados a diretores e executivos da mídia. 

Ariza indicou que a carteira de hipotecas atingiu 55,051 bilhões de pesos, a terceira maior do sistema financeiro. Enquanto isso, a carteira de crédito ao consumidor alcançou 23,476 bilhões de pesos e a carteira de cartões de crédito fechou em 8,116 bilhões de pesos.

Da mesma forma, a carteira de empréstimos comerciais atingiu 18.608 milhões de pesos, contribuindo para o apoio à atividade produtiva do país. O segmento de PMEs representou 12% da carteira de empréstimos comerciais.

"Este desempenho reafirma o compromisso da APAP com a diversificação do financiamento e sua presença em setores-chave do mercado", enfatizou o CEO da APAP. 

Ele acrescentou que a carteira de investimentos totalizou 42.439 milhões de pesos, superando o desempenho do ano anterior e demonstrando uma gestão de ativos otimizada.

Os depósitos totais aumentaram 11,3%, atingindo 118.709 milhões de pesos, enquanto os lucros alcançaram 2.186 milhões de pesos no final de 2024. 

Ele destacou que o índice de solvência era de 30,81%, o que demonstra a solidez do capital da APAP e sua abordagem preventiva à gestão de riscos.

"Durante 2024, a empresa manteve um crescimento sustentado, focado na geração de valor para nossos parceiros de poupança e clientes, consolidando sua presença em segmentos estratégicos", enfatizou Ariza.

Kreisky Pedroza: Empatia e escuta como pilares do sucesso

Por Manuel Medina

El Inmobiliario

SANTO DOMINGO – A República Dominicana se consolidou como líder no mercado imobiliário e, nesse contexto, Kreisky Pedroza se destacou não apenas por seu conhecimento e experiência, mas também por sua abordagem centrada no ser humano e sua capacidade de liderar com empatia e estratégia. Com sólida formação em economia e mais de cinco anos de experiência no setor imobiliário, Pedroza decidiu se mudar para o país há mais de uma década, atraída pelas oportunidades oferecidas pelo crescimento econômico do mercado imobiliário local.

Desde então, ela tem trabalhado incansavelmente para se posicionar como uma das principais figuras do setor, aplicando sua experiência e habilidades analíticas a cada projeto.

“Sou observadora e analítica; os números sempre me fascinaram. A capacidade de analisar resultados, avaliar a rentabilidade dos investimentos e compreender a dinâmica dos preços é uma qualidade que aplico tanto no meu trabalho como na minha equipa”, afirma.

Para além dos números, Pedroza reconhece que o setor imobiliário é, acima de tudo, um negócio de relacionamentos. “Trabalhamos com pessoas e para pessoas. Empatia e escuta ativa são essenciais”, explica. Como mulher, mãe, esposa e profissional, ela traz uma visão holística da vida, o que lhe permite conectar-se profundamente com as necessidades de seus clientes e colegas.

Em 2024, sua capacidade de liderar com humanidade e foco estratégico lhe rendeu o título de Corretora do Ano, uma conquista que também destacou sua equipe, com seis de seus membros entre os dez melhores em produtividade. "O que mais me entusiasma é ver minha equipe crescer e alcançar seus objetivos; essa é a verdadeira recompensa", afirma a economista.

Kreisky Pedroza, o economista venezuelano que está fazendo sucesso no país. (FONTE EXTERNA).

Segundo Kreisky, a República Dominicana é um terreno fértil para investimentos imobiliários, especialmente para estrangeiros. Ele destaca a estabilidade econômica e política do país, o crescimento sustentado e os incentivos fiscais, que o tornam ainda mais atraente. “Com um mercado imobiliário em expansão e sem restrições para investidores estrangeiros, aliado ao setor turístico em crescimento e voos diretos de mais de 100 destinos, as oportunidades são vastas”, afirma.

Com sua abordagem colaborativa e compromisso inabalável, Kreisky Pedroza também é uma defensora da liderança feminina, concluindo com um conselho para todas as mulheres que buscam o sucesso no setor: “Para as mulheres que sonham com uma carreira de sucesso no mercado imobiliário, eu diria: vocês têm tudo o que precisam para ter sucesso. Se trabalharem com disciplina, foco e consistência, este é um setor que pode lhes trazer grande satisfação.”.

Publicado originalmente na revista Mujer de Concreto.

Gascue: “A Cidade Jardim” da antiga Santo Domingo

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José Arias

El Inmobiliario

SANTO DOMINGO - Gascue, a antiga "cidade jardim", cujo nome se deve ao proprietário das terras a oeste da cidade de Santo Domingo, Dom Francisco Gascue y Olaiz, um latifundiário espanhol, foi em seus primórdios uma urbanização fundamental de Santo Domingo, destinada à elite comercial da cidade na segunda metade do século XIX.

Gascue se inspira em modelos urbanos caribenhos semelhantes em Porto Rico (Miramar) e Cuba (El Vedado), de acordo com o estudo “História e Transformação de Gascue: O Paradoxo de Gascue”, divulgado em 2019 pelo decano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, arquiteto e professor Omar Rancier.

O Palácio Nacional, a grande obra do arquiteto Guido D'Alessandro. Solangel Valdez/El Inmobiliario.

Segundo o documento do profissional, as casas na cidade-jardim são inspiradas no Art Déco, um estilo arquitetônico baseado na elegância e no glamour.

Inicialmente, suas casas senhoriais possuíam mil metros quadrados (1000m2), uma extensão de terra suficiente que também continha um jardim e ruas arborizadas e era um modelo a ser tomado para a promulgação da Lei 675-44 de Urbanização, Ornamentação Pública e Construção, que estabeleceu em seu Artigo 4 que a largura mínima da rua deveria ser de 14 metros, com calçadas de quase 3 metros, de acordo com o livro “Gascue, Jardim Urbano”, de Marcelle Pérez de Brown.

O prestigiado arquiteto Gustavo Luis Moré (Cuquito) fornece outra informação: os estilos arquitetônicos eram vários e diversos, a maioria deles desapareceu devido à “transformação brutal de Gascue ao longo dos anos”.

Apesar da passagem do tempo e das transformações pelas quais passou, Gascue continua sendo um símbolo de elegância e exclusividade, com suas ruas largas e arborizadas e casas com jardins. No entanto, após o assassinato do ditador Rafael Leónidas Trujillo, este bairro outrora privilegiado começou a mudar drasticamente.

De casas unifamiliares isoladas, românticas e bucólicas por terem grandes pátios e jardins com árvores frutíferas e diversas plantas ornamentais, transformou-se, em seus três quilômetros de extensão, em prédios altos e infraestruturas estatais (Banco Central e o conjunto de instituições nas avenidas México e Pedro Henríquez Ureña, sem contar os centros de massagem, mercearias e grandes supermercados).

A Casa das Raízes, construída pelo engenheiro Zoilo Hermógenes García Peña. Solangel Valdez/El Inmobiliario.

Rancier comenta que a transição do regime autocrático para a democracia que conhecemos hoje não só alterou a estética do bairro, como também aumentou a densidade habitacional, trazendo consigo problemas de trânsito e condições de favela. 

Sobrevivente de Gascue

Entre as casas sobreviventes está a residência Peña-Defilló, hoje sede da Universidade Ibero-Americana (Unibe), construída pelo arquiteto Amable Frómeta e pelo engenheiro Virgilio Pérez Bernal. Também estão incluídos o Palácio Nacional, grande obra-prima do arquiteto italiano Guido D'Alessandro; a residência Munné (atrás do Banco Central), projetada pela arquiteta Margarita Taulé; e Villa Hena (La Casa de las Raíces), construída pelo engenheiro Zoilo Hermógenes García Peña.

Seu projeto vale milhões, e você o entrega a um amigo sem nenhuma estrutura?

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Por Reyna Echenique

Especial para El Inmobiliario

No mercado imobiliário dominicano, enquanto as imobiliárias avaliam meticulosamente as construtoras antes de representar seus projetos, raramente vemos o mesmo nível de rigor na direção oposta. Muitas construtoras continuam a confiar a comercialização exclusiva de projetos multimilionários a imobiliárias escolhidas principalmente com base em contatos pessoais ou anos de experiência no setor, sem verificar se elas possuem a estrutura empresarial necessária para uma gestão profissional.

O risco de priorizar a amizade em detrimento da estrutura

É um cenário comum: uma construtora concede direitos exclusivos de comercialização do seu empreendimento a um corretor de imóveis com quem mantém uma relação amigável ou que facilitou a aquisição do terreno. No entanto, quando esse corretor não possui a estrutura empresarial necessária — talvez operando apenas com um assistente e sem processos padronizados — as consequências negativas são inevitáveis.

Essa decisão, aparentemente conveniente no curto prazo, gera diversas ineficiências: documentação mal gerenciada, processos de cobrança irregulares, comunicação deficiente com subcorretores e, em última instância, uma experiência do cliente deteriorada que afeta diretamente a reputação do desenvolvedor.

A questão é clara: como pode um incorporador profissional confiar um ativo de milhões de pesos a uma estrutura improvisada, sustentada unicamente por uma conexão pessoal? O resultado dessa prática é uma cadeia de valor fragilizada, onde todos perdem: o incorporador, os clientes e, paradoxalmente, até mesmo os subcorretores, que acabam frustrados, juntamente com toda a sua equipe, devido à falta de suporte profissional.

Critérios fundamentais para uma purificação eficaz

Um desenvolvedor responsável deve implementar um processo de avaliação rigoroso antes de conceder direitos exclusivos de comercialização, considerando pelo menos estes aspectos críticos:

1. Estrutura organizacional e operacional

Departamento de contabilidade interna : Essencial para a gestão adequada de pagamentos, comissões e relatórios financeiros.

Coordenador(a) Administrativo(a) de Vendas : Garante a transição tranquila entre a atividade comercial e os processos administrativos.

Equipe de apoio suficiente : mensageiros, assistentes administrativos e outros funcionários para gerenciar o volume documental e logístico de um projeto.

Estrutura comercial definida : Equipe de vendas organizada com funções claras, supervisão eficaz e treinamento contínuo.

A ausência dessa estrutura básica não só gera ineficiências administrativas, como também afeta diretamente os subcorretores, que enfrentam atrasos no pagamento de comissões, falta de documentação em tempo hábil e suporte inadequado no processo de vendas.

2. Conformidade regulamentar e gestão de riscos

Registro oficial junto à UAF : Verificação de que a empresa imobiliária está devidamente registrada como entidade obrigada perante a Unidade de Análise Financeira.

Responsável pela Conformidade Designado : Um profissional formalmente nomeado e treinado para implementar políticas de combate à lavagem de dinheiro.

Programa de combate à lavagem de dinheiro : Manuais, procedimentos formalizados e atualizados para a devida diligência do cliente.

Processos de verificação de documentos : Mecanismos claros para validar a documentação apresentada pelos compradores.

Esses elementos não são meros requisitos burocráticos, mas proteções essenciais para o incorporador, que pode enfrentar graves consequências legais e de reputação por se associar a empresas imobiliárias sem controles de conformidade adequados.

3. Capacidade jurídica e administrativa

Departamento jurídico ou assessoria jurídica permanente : Essencial para a revisão de contratos e resolução de pendências com os compradores.

Capacidade de gestão documental : Sistemas organizados para lidar com contratos, arquivos e documentação de transações.

Processos padronizados : Procedimentos claros para cada etapa do processo de vendas, desde a reserva até a entrega.

As deficiências nessas áreas geram uma série de problemas: contratos mal elaborados, documentação incompleta e, eventualmente, conflitos legais que afetam a imagem do projeto e da construtora.

O custo oculto das decisões baseadas na amizade

Quando um desenvolvedor prioriza a amizade em detrimento da capacidade operacional, isso impõe custos significativos a diversas partes interessadas:

  1. Para subcorretores : Frustração devido a processos ineficientes, atrasos nos pagamentos e falta de suporte profissional, o que eventualmente os afastará do projeto.
  2. Para os clientes finais : má experiência de compra, documentação inconsistente e uma sensação de improvisação que contradiz a imagem profissional que o desenvolvedor deseja projetar.
  3. Para o próprio desenvolvedor : danos à reputação, queda nas vendas e possíveis complicações legais devido ao não cumprimento das normas ou a erros na documentação.

É uma falsa economia pensar que você está "economizando" ao entregar o projeto a um amigo sem estrutura, quando na realidade você está acumulando custos intangíveis muito maiores.

Implementar um processo de depuração eficaz

Os desenvolvedores profissionais devem implementar um processo de avaliação estruturado que inclua:

  1. Verificação da infraestrutura : Visita às instalações físicas da empresa imobiliária para verificar sua capacidade operacional real.
  2. Revisão de documentos : Solicitação e análise de documentos que comprovem a estrutura organizacional, registros oficiais (UAF) e designação formal do responsável pela conformidade.
  3. Avaliação de processos : Análise dos seus procedimentos administrativos, legais e de gestão.
  4. Período inicial de teste : Estabelecimento de um período de teste com indicadores de desempenho claros antes de se comprometer com a exclusividade a longo prazo.

Essa abordagem sistemática permite transcender o conforto das relações pessoais para priorizar a eficácia profissional.

Conclusão

O paradoxo é evidente: incorporadoras que investem milhões na criação de projetos excepcionais, mas arriscam seu sucesso ao entregá-los a estruturas comerciais improvisadas por mera amizade.

Um corretor máster sem uma estrutura adequada não afeta apenas o marketing, mas também prejudica toda a cadeia: subcorretores frustrados, clientes mal atendidos e, em última instância, incorporadoras com vendas comprometidas.

Chegou a hora de mudar a pergunta de "Com quem tenho o melhor relacionamento?" para "Quem possui a estrutura profissional adequada para representar meu investimento?". Em um mercado cada vez mais competitivo, essa decisão pode determinar a diferença entre o sucesso e o fracasso.


Este artigo faz parte da série "Boas Práticas Imobiliárias na República Dominicana"

O autor é advogado imobiliário, empresário do ramo imobiliário, CEO do Grupo Echenique, Secretário do Conselho de Administração da AEI 2024-2026, corretor de imóveis e analista do setor imobiliário dominicano e internacional.

Faturação eletrônica: aliada ou desafio para o setor da construção civil e imobiliário na República Dominicana?

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Por Joan G. Feliz

Especial para El Inmobiliario

A faturação eletrónica, estabelecida pela Lei 32-23, tornou-se uma das mudanças mais significativas e disruptivas na estrutura tributária da República Dominicana. A sua implementação não visa apenas melhorar a eficiência e a transparência na arrecadação de impostos, mas também apresenta desafios consideráveis ​​para setores-chave da economia, incluindo o setor da construção e o imobiliário. Embora esta medida tenha como objetivo reduzir a informalidade e facilitar a rastreabilidade das transações, a sua implementação está a obrigar as empresas a adaptarem-se a novas realidades operacionais, administrativas e tecnológicas.

O processo de transição: da teoria à prática

A implementação gradual da faturação eletrónica teve início em 2024, começando pelos grandes contribuintes. Estima-se que, até 2025, praticamente todos os intervenientes no setor imobiliário e da construção civil terão de cumprir esta regulamentação. Isto inclui promotores imobiliários, empreiteiros, agentes imobiliários, promotores de projetos e outras partes envolvidas no ciclo de vida do imóvel.

Segundo a Direção-Geral de Infraestrutura da República Dominicana (DGII), até o final de 2024, mais de 450 milhões de recibos fiscais eletrônicos haviam sido emitidos, refletindo um aumento de 86% em comparação com o ano anterior. No entanto, o setor imobiliário e da construção civil tem sido historicamente caracterizado por seu baixo nível de digitalização, o que coloca esses setores em uma posição particularmente vulnerável em relação aos prazos e exigências das novas regulamentações.

O impacto imediato: maior controle fiscal e erradicação da informalidade

Um dos benefícios mais significativos da faturação eletrónica é o maior controlo que a DGII (Direção-Geral da Receita Interna) terá sobre as transações comerciais, especialmente num setor como o da construção, onde historicamente existe um elevado nível de atividade informal. As vendas de imóveis e os contratos de construção serão agora muito mais fáceis de rastrear e auditar, permitindo às autoridades fiscais um acesso mais direto aos rendimentos e despesas das empresas.

A longo prazo, a informalidade nos pagamentos, que tem sido um desafio persistente neste setor, poderá ser significativamente reduzida. As empresas que antes dependiam de práticas como recibos manuais ou pagamentos em dinheiro sem registo formal passarão agora a ser obrigadas a registar todas as transações eletronicamente, garantindo maior transparência nos processos e permitindo um controlo mais eficaz das operações financeiras.

No entanto, esse controle implica que as empresas serão obrigadas a manter uma gestão tributária mais rigorosa, o que poderá resultar em custos adicionais relacionados à implementação de novos sistemas contábeis e ao treinamento de pessoal.

Desafios tecnológicos: o custo da digitalização

A principal barreira enfrentada pelo setor da construção civil e imobiliário é a falta de preparo tecnológico. Embora algumas grandes empresas já operem com sistemas de gestão ERP (Enterprise Resource Planning) que facilitam a adoção da faturação eletrónica, as pequenas e médias empresas têm tido dificuldades em integrar as soluções necessárias.

A adaptação à faturação eletrónica implica a implementação de software de contabilidade especializado e a formação de pessoal para garantir que as transações sejam emitidas e processadas de forma eficiente e legal. Em muitos casos, os custos iniciais de implementação e a adaptação dos sistemas informáticos podem ser proibitivos para empresas com margens de lucro reduzidas.

Para empresas menores que gerenciam projetos de menor porte ou que estão em fase de crescimento, esses custos iniciais de digitalização representam uma barreira significativa. A adoção de novas tecnologias envolve não apenas despesas com software, mas também uma mudança estrutural na forma como as empresas gerenciam suas operações diárias, o que pode gerar resistência à mudança dentro das organizações.

Reestruturação dos fluxos de pagamento e faturamento na construção civil

Na indústria da construção civil, um dos maiores desafios reside na gestão de pagamentos parcelados e adiantamentos. Frequentemente, as transações imobiliárias ou os projetos de construção são realizados em diversas fases. Isso é particularmente comum em empreendimentos imobiliários, onde o pagamento é feito em diferentes etapas (pré-venda, entrada, pagamento por etapas, etc.).

A faturação eletrónica exige que todas estas transações sejam devidamente registadas, o que implica uma mudança na forma como as empresas gerem as suas receitas. As empresas de construção, que normalmente emitiam faturas agrupadas ou fora de ordem, devem agora adotar um sistema de faturação mais organizado e estruturado, o que implica ajustes nos fluxos de pagamento e no planeamento financeiro.

Essa adaptação pode ser complexa para empresas que não possuem uma estrutura contábil robusta, e ainda mais para aquelas que operam com um alto volume de transações diárias. Além disso, pagamentos não tradicionais, como os relacionados à compra de imóveis por meio de joint ventures ou fundos fiduciários, também devem ser gerenciados eletronicamente, exigindo atualizações constantes nos procedimentos administrativos.

Oportunidades na formalização do setor

Apesar dos desafios mencionados, a faturação eletrónica também apresenta oportunidades significativas para o setor imobiliário e da construção. O controlo e a rastreabilidade das transações permitirão uma maior formalização das atividades no setor, o que poderá facilitar o acesso ao financiamento. As instituições financeiras valorizarão a transparência e a precisão dos dados fiscais, o que poderá gerar maiores oportunidades de crédito para as empresas que adotarem a regulamentação.

Da mesma forma, a faturação eletrónica pode melhorar a reputação de uma empresa, especialmente entre os compradores de imóveis que procuram segurança jurídica e transparência nas transações. As promotoras imobiliárias que integram com sucesso esta ferramenta nas suas plataformas de vendas e gestão de propriedades podem oferecer aos seus clientes um valor acrescentado significativo em termos de segurança e eficiência operacional.

O caminho para a digitalização completa

Até o segundo semestre de 2025, espera-se que mais de 90% das empresas do setor imobiliário e da construção civil tenham migrado integralmente para o sistema eletrônico. Durante esse processo de transição, o papel da Direção-Geral de Impostos Internos torna-se crucial, visto que se prevê um fortalecimento das auditorias automatizadas e uma maior coordenação com outros órgãos reguladores, como o Registro de Imóveis, com o objetivo de garantir que as empresas cumpram as novas normas.

Nesse sentido, a auditoria fiscal automatizada será uma ferramenta fundamental para garantir o cumprimento das obrigações tributárias, permitindo também às autoridades identificar transações de rendimentos irregulares ou subdeclaradas, o que gerará maiores receitas para o Estado e reduzirá a evasão fiscal.

Conclusão: Uma mudança inevitável

A emissão de faturas eletrônicas representa um ponto de virada para o setor imobiliário e da construção civil na República Dominicana. Embora desafiadora no curto prazo, essa mudança oferece benefícios significativos a longo prazo em termos de transparência, formalização e competitividade. As empresas que se adaptarem rapidamente a essa nova regulamentação, investindo em sistemas tecnológicos adequados e capacitando seus funcionários, estarão mais bem preparadas para enfrentar os desafios futuros e aproveitar os benefícios fiscais e operacionais que a emissão de faturas eletrônicas oferece.

Aqueles que adiarem a adaptação poderão enfrentar penalidades, perda de oportunidades de negócios e uma base de clientes cada vez menor, comprometendo potencialmente sua competitividade no mercado. O futuro do setor imobiliário e da construção civil é definido pela digitalização, e aqueles que tomarem a iniciativa agora liderarão o setor nos próximos anos.

O autor possui MBA, é especialista em marketing digital e gerente de operações da construtora Incaribe, com mais de 10 anos de experiência nos setores de construção e turismo.

Reavaliação e redirecionamento: como as metas SMART podem ajudar nas suas vendas

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Por Raquel Salas

Especial para El Inmobiliario

Já estamos no segundo trimestre do ano, então é um bom momento para refletir sobre o que você conquistou até agora. Talvez você esteja indo bem, atingindo suas metas e vendo seu trabalho árduo dar frutos. Ou talvez você perceba que não alcançou nem um terço do que planejou no início do ano. Não se preocupe, isso acontece com muitas pessoas, especialmente em nosso setor em constante mudança.

A boa notícia é que existe uma ferramenta útil que pode ajudá-lo a refinar seus esforços: metas SMART , uma maneira organizada de definir objetivos que sejam Específicos, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais. Se você é um corretor de imóveis, aplicar essa abordagem pode ser fundamental para transformar sua ambição em resultados tangíveis.

Pense nos seus objetivos e certifique-se de que sejam específicos. Em vez de dizer "Quero vender mais imóveis", pergunte-se: Quantos imóveis quero vender e em que prazo? Por exemplo, "Quero vender cinco imóveis no segundo trimestre". Essa clareza permitirá que você concentre melhor seus esforços e estratégias.

Depois de definir seus objetivos específicos, o próximo passo é torná-los mensuráveis. Você precisa de um sistema para acompanhar seu progresso. Use ferramentas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) para monitorar suas interações e vendas. Ao mensurar seus resultados, você poderá ver quais táticas estão funcionando e quais não estão. Lembre-se de que o acompanhamento é essencial; sem ele, é fácil se perder.

É importante também que suas metas sejam alcançáveis. Isso não significa que você deva definir metas baixas, mas sim que elas devem ser desafiadoras, porém realistas. Se você vende dois imóveis por mês atualmente, ter como meta vender dez pode não ser prático. Em vez disso, defina uma meta de cinco e trabalhe em estratégias para atingi-la. Isso lhe dará motivação e evitará frustrações.

Cada meta que você definir deve ser relevante para sua carreira. Pergunte-se: esta meta me aproxima dos meus objetivos maiores? Se você quer ser um corretor de imóveis de sucesso, aumentar suas vendas é fundamental. Certifique-se de que cada meta esteja alinhada com a sua visão.

Além disso, defina um prazo para suas metas. Isso ajudará você a manter o foco e criará um senso de urgência. Por exemplo: "Quero fechar três vendas antes do final do segundo trimestre". Ter um prazo claro o motivará a agir.

Ao iniciar este segundo trimestre, reserve um momento para reavaliar seus objetivos. Seguir a SMART pode fazer toda a diferença entre um trimestre produtivo e um trimestre aquém das expectativas. Lembre-se de que o sucesso no mercado imobiliário não é apenas uma questão de sorte; é o resultado de um planejamento cuidadoso e da execução eficaz de uma estratégia.

Então, vamos começar! Defina suas metas SMART e veja suas vendas crescerem. O sucesso está ao seu alcance e cada passo o aproximará dos seus sonhos profissionais.

A autora é especialista em relações públicas da Mystiq Developments, CEO e fundadora da Positive Refocus e da Real Estate Balance, diretora do RP Media Group, coach integrativa de desenvolvimento pessoal e palestrante motivacional certificada pela John Maxwell Leadership. Ela também é diretora do programa de treinamento "Time To Grow" para corretores de imóveis e autora dos livros "Before Saying Yes" e "Time for Me".

Yermys Peña: Uma referência em arquitetura sustentável

“Interesso-me por arquitetura que deixa uma marca na comunidade, que transforma a paisagem e que gera impacto visual e emocional.”. 

Por Danielis Fermín

El Inmobiliario

Os efeitos das mudanças climáticas impulsionaram uma transformação no setor da construção civil. Nesse contexto, a Yermys Peña se tornou líder de mercado, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis.

Peña, arquiteto e diretor executivo da Construger, possui mais de 20 anos de experiência e liderou projetos inovadores que combinam funcionalidade e sustentabilidade, ditando tendências no design de residências, edifícios comerciais, edifícios de uso misto, edifícios corporativos e vilas exclusivas.

Além disso, ele dirige o Studio YP, seu escritório internacional de arquitetura, especializado em projetos personalizados e consultoria em certificações de sustentabilidade para grandes empreendimentos no país, em Miami e em Nova York.

Conquistas

Desde jovem, ela sentia uma necessidade inata de transformar espaços, o que a levou a estudar arquitetura. “Construir não se resume a erguer estruturas; trata-se de projetar o futuro e, desde o início, eu sabia que minha vocação era criar espaços que desafiassem limites e proporcionassem valor real.” Através da Construger, ela administra um portfólio de projetos de construção e desenvolvimento avaliado em mais de US$ 120 milhões. 

A executiva observa que mede suas conquistas com base nas mudanças que elas geram. "Eu coloquei a sustentabilidade no centro do debate na arquitetura dominicana, projetei espaços que redefinem a forma como vivemos e construí uma carreira sólida em um setor que tradicionalmente não oferecia muitas oportunidades.".

Yermys Peña acredita que a arquitetura não se resume à estética, mas sim à sua função. (FONTE EXTERNA).

Graças ao seu trabalho, o Ministério das Relações Exteriores (Mirex) concedeu-lhe o prêmio “Quisqueyanos por el Mundo”, enquanto a Universidade Ibero-Americana (UNIBE) a reconheceu como “Formada Destaque de 2024”. Em 2023, a revista Shine a reconheceu como uma “Mulher que Brilha” na área da sustentabilidade, e a Latin Wall Street (Miami) a nomeou “Mulher de Negócios e Arquiteta Visionária” em 2024.

“Se há algo que define meu trabalho, é a maneira como desafio o convencional com formas e fachadas ousadas e arrojadas. Não projeto para seguir tendências ou para me encaixar em expectativas; projeto para provocar, para gerar conversas e para dar a cada edifício sua própria identidade”, afirma.

Sustentabilidade

“A arquitetura não se resume à estética, mas sim a um propósito”, afirma Peña, enfatizando que “um projeto deve ser inteligente, eficiente e emocionalmente significativo. Todo projeto precisa interagir com o entorno, melhorar a vida de seus habitantes e desafiar o convencional. Se um projeto não causa impacto, ele não foi bem projetado.”.

Ela enfatiza que “um bom design não é um luxo, é um direito”. É por isso que ela acredita que “a arquitetura tem o poder de influenciar a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos. Um espaço bem projetado pode aumentar a produtividade, melhorar a saúde mental e transformar comunidades”.

Como arquiteta e construtora, ela não apenas idealiza ideias, mas também as executa, liderando projetos que vão além da funcionalidade e buscam gerar valor real. 

Integrar a sustentabilidade “não pode ser visto como uma opção, mas como um padrão mínimo para qualquer desenvolvimento responsável”, afirma ela, enfatizando que “projetar com eficiência é um compromisso; como empresa de construção, executar com responsabilidade é uma obrigação”.

O arquiteto liderou projetos que combinam funcionalidade e sustentabilidade. (FONTE EXTERNA).

Gênero

Ser mulher não tem sido um obstáculo para me destacar neste setor. "Tem sido a minha vantagem. A minha diferença é o meu poder", afirma, incentivando aqueles que buscam trilhar seu caminho na indústria a descobrirem "o que os torna únicos e transformarem isso em sua força. Não tentem se encaixar em um molde, porque a inovação e a liderança vêm da autenticidade.".

Para Peña, as barreiras são testes de resistência. “A chave não é lutar contra elas, mas superá-las com ações. Quando fui subestimado, deixei meu trabalho falar por si. Não se trata de provar nada, mas de fazer o que sabemos fazer e fazê-lo melhor do que qualquer outra pessoa.”.

Ela afirma que “a excelência não tem gênero, mas a liderança se conquista, não se espera por ela. A arquitetura precisa de mais mulheres, não porque falte inclusão, mas porque visão, determinação e talento são necessários. E nós temos de sobra.”.

Publicado originalmente em Mujer de Concreto.

Fotos: Fonte externa.

Punta Cana estará entre os destinos com melhor custo-benefício do mundo em 2025

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SANTO DOMINGO - A área turística de Punta Cana, no leste da República Dominicana, está listada entre os "destinos com melhor custo-benefício do mundo em 2025", no Relatório Holiday Money 2025, elaborado pela empresa Post Office do Reino Unido.

O relatório tem como foco destacar destinos turísticos de baixo custo, aproveitando as taxas de câmbio favoráveis ​​em relação à libra esterlina e os preços mais baixos em restaurantes e atividades, com dados obtidos à taxa de câmbio de 2 de março de 2025.

Segundo o relatório, Punta Cana registrou a maior queda de preços, com uma redução de 26,5%, tornando-se o único destino caribenho entre os 20 primeiros, ocupando a 19ª posição. É a única ilha, dentre as sete pesquisadas, a figurar entre as 20 mais caras.

O texto afirma que, em 2024, o destino na República Dominicana teve uma despesa média de 146,45 libras esterlinas (RD$ 12.148,73), em comparação com 93,09 libras esterlinas (RD$ 7.722,26) em 2025.

informações gerais

O 19º Relatório Anual de Gastos com Viagens dos Correios analisou 47 destinos, criando o maior indicador de custos até o momento. O relatório revelou que os preços de alimentos, bebidas e outros itens comprados por turistas caíram em aproximadamente metade dos destinos analisados ​​em 2024.

Para realizar esse cálculo, são levados em consideração diversos fatores que podem afetar as despesas durante as férias, como os preços de bares e restaurantes e as taxas de entrada para alguns dos pontos turísticos mais importantes.

As informações foram coletadas, com a ajuda dos departamentos de turismo nacionais e locais, calculando o preço de oito itens e experiências essenciais para os viajantes: café, cerveja, Coca-Cola, vinho, água engarrafada, protetor solar, repelente de insetos e uma refeição de três pratos.

A Post Office Travel Money é a maior provedora de câmbio do Reino Unido e responde por uma em cada quatro transações cambiais no país.

5 ideias simples e práticas para aproveitar ao máximo a sua varanda

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Tradicionalmente, as varandas têm sido espaços subutilizados em nossas casas. Por serem pequenas, muitas vezes pensamos que elas não têm potencial decorativo e as negligenciamos. No entanto, a pandemia de 2020 nos fez reavaliar esses pequenos espaços ao ar livre: descobrimos que ter uma área privativa para aproveitar o bom tempo é um verdadeiro privilégio, independentemente do seu tamanho.

Nos últimos anos, as pequenas varandas ganharam popularidade entre aqueles que desejam aproveitar ao máximo o espaço disponível. Embora possam parecer limitadas, oferecem infinitas possibilidades para criar um oásis de paz e relaxamento. A chave é escolher os elementos certos para otimizar o espaço sem sacrificar o conforto ou a estética. Inspiramo-nos no site de arquitetura El Mueble e compartilhamos 5 ideias para decorar uma pequena varanda com estilo e funcionalidade.

Móveis sob medida: adapte o espaço às suas necessidades

Mobiliário personalizado: adapte o espaço às suas necessidades – Créditos: Pinterest.

Em varandas pequenas, cada centímetro conta. Opte por móveis projetados sob medida, como bancos de canto com espaço de armazenamento integrado. Esse tipo de móvel permite aproveitar ao máximo o espaço sem sobrecarregá-lo e, automaticamente, aumenta o conforto.

Móveis dobráveis ​​para maior flexibilidade

Móveis dobráveis ​​para maior flexibilidade – Créditos: Pinterest.

Se a sua varanda for muito pequena, considere móveis dobráveis ​​que você pode montar e desmontar conforme a necessidade. Mesas e cadeiras dobráveis ​​permitem transformar o espaço em minutos, oferecendo funcionalidade pela manhã e uma área livre à tarde.

Aproveite a altura

Você pode aproveitar a altura da sua varanda – Créditos: Pinterest.

Você pode aproveitar a altura da sua varanda instalando prateleiras nas paredes, plantas trepadeiras ou suportes suspensos. Isso adiciona espaço de armazenamento e versatilidade sem ocupar espaço no chão.

Não se esqueça das plantas

Adicione plantas à sua varanda – Créditos: Pinterest.

Adicionar plantas é essencial para dar vida a uma pequena varanda. Opte por vasos suspensos, floreiras na grade ou plantas em prateleiras para trazer um toque de natureza e frescor.

Personalize com pequenos detalhes

Você pode adicionar pequenos detalhes que representem você – Créditos: Pinterest.

Almofadas, tecidos, vasos, tapetes e cestos de fibras naturais dão um toque pessoal. Uma bandeja com velas, um quadro ou uma pequena prateleira podem transformar sua varanda em um espaço único e elegante. Decorar uma varanda pequena não significa sacrificar a funcionalidade ou o design. Essas ideias permitirão que você se desconecte e desfrute de um refúgio perfeito.

Fonte: https://www.somosohlala.com/

Os mercados de capitais oferecem oportunidades para o desenvolvimento de finanças sustentáveis

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SANTO DOMINGO - O mercado de capitais para finanças sustentáveis ​​representa uma oportunidade para impulsionar a proteção ambiental e social na República Dominicana, que em 2024 teve emissões de títulos sustentáveis ​​no valor de US$ 780 milhões, de acordo com relatórios da agência de classificação de risco S&P Global Ratings (Standard & Poor's), revelados à Associação de Bancos Múltiplos da República Dominicana (ABA).

A este respeito, Víctor Laudisio, diretor associado de Finanças Sustentáveis ​​da S&P para as Américas, relatou que o ano passado registrou níveis extraordinários no país, em grande parte devido à emissão de títulos verdes soberanos no valor de US$ 750 milhões e a montantes adicionais de empresas do setor energético e de diversas entidades de intermediação financeira, incluindo vários bancos.

"Este foi o marco que impulsionou o mercado. Numa região que está apenas a começar a desenvolver mercados de obrigações sustentáveis, é muito normal que o impulso venha de obrigações soberanas, bancos e empresas de geração de energia", explicou o investigador e analista de sustentabilidade, que está entre os oradores confirmados para o III Congresso Latino-Americano de Banca Sustentável e Inclusiva, organizado pela ABA e pela Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN), que terá lugar em maio próximo em Santo Domingo.

O executivo da S&P, que moderará o painel "O mercado de capitais como catalisador para as finanças sustentáveis", argumentou que a definição de taxonomia verde do país, que classifica as atividades econômicas que atendem a objetivos ambientais, representa uma oportunidade para o setor produtivo promover projetos de baixa emissão em um ecossistema empresarial que fomenta o financiamento local e internacional. 

Nesse contexto, a ABA detalhou que a primeira emissão de um título verde no país foi realizada em 2021 por meio do Larimar I Public Securities Offering Trust, estruturado pelo Banco Popular e promovido pela empresa geradora EGE Haina.

Atualmente, pelo menos três bancos multibancários possuem estruturas temáticas de emissão de títulos (verdes, sociais e sustentáveis), alinhadas com a taxonomia verde nacional e prontas para serem lançadas nos próximos meses. A associação definiu isso como um sinal claro da maturidade do mercado local e do compromisso do setor financeiro com os princípios ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo estimativas da S&P Global Rating, que certifica como terceira parte independente se os projetos de sustentabilidade atendem aos parâmetros estabelecidos para tais fins, a emissão de títulos sustentáveis ​​na América Latina poderá atingir entre US$ 40 bilhões e US$ 45 bilhões em 2025, valor que representará entre 4% e 4,5% do total mundial.

Encontro entre líderes bancários e empresariais

O Terceiro Congresso Latino-Americano de Bancos Sustentáveis ​​e Inclusivos acontecerá nos dias 14 e 15 de maio de 2025, em Santo Domingo, com a coordenação da ABA e da FELABAN, em aliança estratégica com o Conselho Nacional da Empresa Privada (CONEP). Líderes empresariais e bancários de toda a América Latina se reunirão com agentes de mudança da região para compartilhar suas perspectivas e experiências.

O evento contará com alguns dos líderes mais influentes na área de serviços bancários sustentáveis, especialistas em sustentabilidade e inclusão, bem como representantes de organizações internacionais, governamentais e das Nações Unidas, entre os palestrantes.

Nesse sentido, a ABA informou que o primeiro dia começará com painéis e conferências sobre o panorama financeiro regional da sustentabilidade e os desafios regulatórios associados para a América Central e o Caribe, com uma análise dos acordos de Basileia.

Ele acrescentou que também serão abordadas as oportunidades na transição energética da região, as estratégias transformadoras das instituições bancárias e os modelos preditivos para as mudanças climáticas.

Na quinta-feira, dia 15, o congresso será palco do lançamento do Guia Temático de Obrigações, juntamente com apresentações e debates sobre inclusão financeira, inovação e o crescimento da economia prateada.

O evento será concluído com um bloco dedicado ao setor real, explorando o novo DNA empreendedor, o desenvolvimento financeiro, as cadeias de valor sustentáveis ​​e o Código de Financiamento para Mulheres Empreendedoras (We-fi).

Empreiteiras acusam funcionários do governo de orquestrar "truques" para atrasar o pagamento de dívida de US$ 385 milhões

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SANTO DOMINGO - O Comitê Institucional Codiano (CIC) denunciou ontem que funcionários do governo continuam a orquestrar "truques" para atrasar e impedir o pagamento de uma dívida de 385 milhões de pesos que o Estado mantém com 107 empreiteiras agrupadas nessa entidade.

A entidade declarou que, em vista das graves alegações, o atual presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (CODIA), Carlos Eligio Mendoza Diaz, solicitou uma reunião com o presidente Luis Abinader para informá-lo sobre as dificuldades enfrentadas pelos contratados da CIC no processo de cobrança.

Ele anunciou que o presidente incumbiu a ex-ministra de Obras Públicas, a engenheira Deligne Ascención , de apresentar uma solução, visto que cerca de oito funcionários de alto escalão não contribuíram em nada durante o período em que o presidente esteve no poder.

Os empreiteiros se reuniram com Deligne Ascención para coordenar uma solução para o não pagamento. (FONTE EXTERNA).

Os 107 empreiteiros afetados estão envolvidos em cerca de 143 projetos que foram concluídos e entregues a 14 instituições contratantes, e o Estado vem utilizando essas obras há muitos anos sem ter liquidado os custos do trabalho realizado.

“O engenheiro Ascención deve atentar para o fato de que as construtoras agrupadas na CIC denunciaram diversas manobras das instituições contratantes, que buscam justificar o não pagamento da referida dívida, alegando que os credores não cumprem os requisitos legais vigentes”, afirma a CIC em documento enviado ao El Inmobiliario.

Os contratados alegam que outras ações contra eles se referem ao envio de pedidos de pagamento ao Ministério das Finanças sem certos documentos que as instituições contratantes devem anexar para o processamento correto.

Os construtores da CIC também reclamaram que as instituições contratantes, em alguns casos, alegam o desaparecimento de documentos que deveriam estar em seus arquivos, mas que também não fazem a menor coordenação com o Tesouro para remediar suas próprias falhas.

“Os construtores foram acusados ​​de não terem registrado seus contratos junto à Controladoria-Geral da República, argumento que carece de veracidade, visto que esse registro sempre foi de responsabilidade do órgão dirigente do Sistema Nacional de Controle Interno”, explicam.

Eles explicam que, de agosto de 1954 até 2007, esteve em vigor a Lei 3894, que, em seu artigo 27, determinava que "todo contrato que exigisse o desembolso de verbas públicas deveria ser registrado nos livros que a Controladoria mantém para tais fins".

Eles acrescentam que em 2007 foi promulgada a Lei 10-07, "que no parágrafo 3 do artigo 27 estabelece que a responsabilidade pelo registro dos contratos de construção cabe a uma Unidade Administrativa Técnica da Controladoria que opera em cada instituição contratante".

“Conclui-se que todos os empreiteiros de obras públicas devem ter seus contratos registrados, a menos que a Controladoria não tenha cumprido a lei ao ordenar o pagamento do adiantamento inicial e/ou do volume, pelo qual os credores não devem arcar com qualquer responsabilidade.”.

Eles também destacam que outro aspecto legal a ser considerado é que a Lei 340-06 sobre Compras e Contratos Públicos não pode ser aplicada à maioria das obras com dívidas antigas a serem cobradas, uma vez que foram contratadas antes da promulgação dessa legislação.

Os executivos da CIC expressaram a esperança de que, com o fortalecimento de Ascención, "o nó górdio que as instituições contratantes criaram para dificultar o pagamento de dívidas antigas a empreiteiras de obras públicas seja desatado".

Eles assinam um acordo para fortalecer os processos de visto e residência para estrangeiros que desejam investir ou fazer negócios

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Por meio deste acordo, os investidores poderão submeter suas solicitações através da Janela Única de Investimentos da República Dominicana (VUIRD).

SANTO DOMINGO - Com o objetivo de promover o investimento estrangeiro no país, o Ministério das Relações Exteriores (MIREX) e o Centro de Exportação e Investimento da República Dominicana (ProDominicana) assinaram um acordo de colaboração interinstitucional para coordenar ações que fortaleçam e agilizem os processos relacionados à emissão e renovação de vistos de residência para investimento, bem como solicitações de vistos de negócios para fins de trabalho.

Por meio deste acordo, os investidores poderão submeter suas solicitações através da Janela Única de Investimentos da República Dominicana (VUIRD), em sua modalidade de serviço virtual, com o objetivo de torná-la uma ferramenta ágil para receber a documentação necessária para esses serviços e com acompanhamento personalizado do início ao fim do processo pela ProDominicana.

O acordo, assinado pelo Ministro das Relações Exteriores, Roberto Álvarez, e pela diretora-executiva da ProDominicana, Biviana Riveiro Disla, estabelece que ambas as instituições unirão forças para continuar consolidando o país como um destino atraente e seguro para o investimento estrangeiro direto.

Roberto Álvarez e Biviana Riveiro Disla assinam o acordo. (FONTE EXTERNA).

“Este esforço conjunto estabelece as bases para o fortalecimento da nossa economia. Promover o nosso país nos mercados internacionais é, sem dúvida, uma estratégia fundamental para impulsionar os nossos setores produtivos, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida dos dominicanos através do investimento estrangeiro e da promoção das exportações, conforme estabelecido no segundo pilar da política externa da República Dominicana”, afirmou Álvarez.

O ministro das Relações Exteriores indicou que este acordo exemplifica o valor da cooperação interinstitucional e do trabalho coordenado entre os setores público e privado. “Somente por meio de alianças estratégicas podemos continuar a fomentar um ambiente favorável ao investimento e projetar uma imagem de estabilidade, segurança jurídica e eficiência em nossos processos para o mundo.”.

Por sua vez, Biviana Riveiro Disla, diretora executiva da ProDominicana, afirmou que este acordo é especialmente relevante, uma vez que o serviço de vistos e residência para estrangeiros com fins de investimento e negócios é um componente essencial no processo de atração de investimento estrangeiro direto para o país. “Ao facilitar este processo através da Janela Única para Investimento e Residência (VUIRD), estamos a criar um ambiente mais favorável para que os investidores internacionais se estabeleçam e operem no nosso país com maior facilidade”, indicou.

Além disso, ele afirmou que, ao incorporar o serviço de visto MIREX ao VUIRD, o país está dando um passo significativo para simplificar e modernizar os procedimentos que desgastam os investidores ao investir.

A cerimônia de assinatura, realizada no Salão Verde do Ministério das Relações Exteriores, contou com a presença do Vice-Ministro de Assuntos Consulares e Migratórios, Opinio Díaz; do Chefe de Gabinete, Juan José Portorreal; e de outros diretores do Ministério das Relações Exteriores. Também estiveram presentes, representando a ProDominicana, Marcial Smester, Diretor de Investimentos; Sorangel Díaz, Diretor Interino de Inovação Estratégica; Filgia Domínguez, Gerente da Janela Única de Investimentos; Patricia Cano, Gerente de Relações Interinstitucionais; e Anel Lluberes, Consultor Jurídico.