“Em decorrência dos efeitos da pandemia e do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o custo por metro quadrado da construção aumentou 38%, segundo o Índice de Custo da Habitação (ICDV), devido ao aumento do preço dos materiais de construção”, afirma um comunicado de imprensa divulgado pela entidade.
SANTO DOMINGO - A Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (ACOPROVI) considera inadequada a aplicação de medidas tributárias a plataformas digitais como o Airbnb neste momento "desafiador".
O setor da construção civil afirma que, após mais de dois anos de uma batalha titânica, devido ao aumento dos preços dos materiais de construção causado pelos efeitos da pandemia e à crise internacional de abastecimento resultante do conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia, o setor enfrenta múltiplos desafios.
Ele explica que essa realidade afeta drasticamente o mercado imobiliário e a inflação econômica, com um aumento de mais de 38% no custo por metro quadrado de construção, segundo relatório do Instituto Nacional de Estatística (ONE) de junho sobre o Índice de Custo da Habitação (ICDV).
“Em decorrência dos efeitos da pandemia e do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o custo por metro quadrado da construção aumentou 38%, segundo o Índice de Custo da Habitação (ICDV), devido ao aumento do preço dos materiais de construção”, afirma um comunicado de imprensa divulgado pela entidade.

A ACOPROVI afirma que a conjuntura internacional abalou os próprios alicerces do setor, desde os promotores imobiliários aos compradores, que são os mais afetados pelas consequências desse cenário, como o aumento dos custos da mão de obra local e a elevação das taxas de juros dos financiamentos imobiliários. Essa situação está levando os compradores a adiarem a decisão de adquirir um imóvel para locação por temporada, projetos que atualmente representam uma parcela importante do desempenho do setor e que permitiram seu crescimento de 23,4% em 2021.
“Temos trabalhado diligentemente para enfrentar os desafios dos últimos anos, enquanto o setor tenta lidar com o aumento constante do custo de materiais de construção essenciais desde o início da pandemia, como aço e cimento. E, embora o setor tenha se mantido resiliente, essa situação torna os projetos em fase de planejamento e em andamento vulneráveis às variáveis inflacionárias que nos afetam, impactando o dinamismo do setor e o acesso à moradia digna”, explica o arquiteto Jorge Montalvo, presidente da organização.
Ele acrescenta que, precisamente num momento em que o setor se reinventa e procura mecanismos de recuperação, considerar a aplicação de medidas fiscais a plataformas como o Airbnb resultaria num novo impacto económico.
Segundo a ACOPROVI, essas medidas, somadas aos acontecimentos dos últimos anos, em vez de impulsionarem o setor, provocariam uma desaceleração e, consequentemente, poderiam gerar dúvidas sobre as decisões de investimento de compradores e/ou promotores de projetos com essa finalidade.
“Apoiamos essas iniciativas, mas apenas quando o setor puder suportá-las. E este não é o momento ideal para continuar adicionando variáveis que impedem o setor de respirar e se recuperar dos desafios atuais. Ainda mais em um momento em que há uma demanda crescente por projetos voltados para aluguéis de curta duração. Por isso, acreditamos ser apropriado avaliar — em conjunto — soluções mais viáveis para a situação atual, porque o setor está sufocando”, enfatiza Montalvo.
A associação propõe a participação ativa do setor da construção civil, por meio de grupos de trabalho, no diálogo governamental relacionado às medidas a serem implementadas para as plataformas digitais, com o objetivo de criar alianças estratégicas que ajudem a mitigar os impactos negativos na economia local.




