Empresas de construção e fornecedores de concreto afirmam que os preços praticamente dobraram, devido à escassez no mercado causada pelo fechamento das minas.
SANTO DOMINGO - O Vice-Ministério de Solos e Águas do Meio Ambiente informou que começou a emitir licenças ontem e está orientando as empresas, inclusive as dedicadas à extração de agregados.
Essa foi a resposta de René Antonio Mateo, o funcionário que chefia o departamento, quando consultado pelo El Inmobiliario, um jornal digital, a respeito de informações fornecidas por representantes do setor da construção civil, indicando que muitos projetos estavam paralisados devido à escassez de agregados, o que nos levou a contatar o Departamento de Meio Ambiente para investigar a situação.
Mateo explicou que a demora na emissão das licenças se devia ao fato de ele estar no cargo há apenas uma semana e de só ter começado a receber os usuários com licença na última sexta-feira, após analisar seus arquivos.
“Desde que chegamos, começamos a analisar os arquivos e hoje (ontem) estamos entregando 74 licenças e autorizações para empresas, licenças de uso da terra, autorizações de extração, entre outros”, afirmou o funcionário.
Ele estimou que até o final da próxima semana todas as licenças pendentes seriam emitidas; ele também disse que todas as sextas-feiras, das nove da manhã à uma da tarde, o departamento que chefia receberá reclamações ou solicitações de usuários.
A reclamação dos construtores
O engenheiro Juan Alberto Chalas descreveu a situação como complexa para muitas construtoras que foram obrigadas a interromper as obras, pois muitas mineradoras não conseguiram renovar suas licenças, enquanto os preços dispararam.
“Essas licenças são concedidas por um determinado período e vêm expirando, e há muitas minas que não conseguiram renová-las para extração. Há problemas com os fornecedores, uma situação que afeta não só os agregados, mas também as usinas de concreto que usam areia e brita e que também têm tido problemas com os fornecedores do material”, explicou Chalas.

Por sua vez, Melchor Alcántara, presidente da empresa de concreto Masco, criticou o método utilizado na República Dominicana para a concessão de licenças de mineração, dada a curta duração de sua validade.
Ele entende que é uma "irresponsabilidade" do Meio Ambiente conceder licenças nessas condições, pois não faz sentido, dado o alto custo que representa para uma empresa em comparação com o curto período de 30 dias de duração do contrato, e que, por causa disso, muitas empresas vão à falência.
“Com a morte do Ministro do Meio Ambiente, tudo parou, muitas minas fecharam e os preços subiram significativamente.” Ele disse que um material que era vendido por 900 pesos no ano passado agora custa até 1.700, e que o concreto também terá um aumento de preço, devido à alta no custo dos agregados.
Ele apelou ao Governo e às autoridades ambientais para que sejam mais conscientes e sensíveis, pois trata-se de uma questão habitacional, que é afetada diretamente se os preços dos materiais de construção dispararem, não deixando ao mercado outra alternativa senão aumentar os preços diante da alta demanda e da baixa oferta.




