SANTO DOMINGO - No cumprimento do pedido de medidas coercitivas, os procuradores responsáveis solicitaram ao tribunal que Antonio Espaillat fosse mantido em prisão preventiva por 18 meses e que sua irmã, Maribel Espaillat, cumprisse prisão domiciliar.
A petição, cuja audiência será realizada amanhã, quarta-feira, 18 de junho, às 11h, inclui a declaração de que o caso é complexo.
Ontem, segunda-feira, a Procuradora-Geral da República, Yeni Berenice Reynoso, justificou o pedido do Ministério Público, destacando que o Ministério Público tem uma visão focada em tentar compensar os cidadãos por eventos que têm um grande impacto social.
O órgão acusa os irmãos Espaillat de "homicídio culposo" pelo desabamento do teto da boate Jet Set, que em 8 de abril deste ano causou a morte de 236 pessoas e deixou mais de 180 feridos, no momento em que a cantora de merengue Rubby Pérez, que morreu no incidente, se apresentava na tradicional festa de segunda-feira na emblemática boate.
Após deixar a sessão de prestação de contas do Provedor de Justiça no Senado, Yeni Berenice comentou que "a sociedade merece" que o Ministério Público investigue casos como o do Jet Set, que, como ela reiterou, têm um grande impacto social.
"Se analisarmos todo o nosso histórico, neste caso não fomos diferentes", enfatizou o procurador, referindo-se a outros casos de grande repercussão de alegada corrupção, em que o Ministério Público sempre solicitou a prisão preventiva para garantir a investigação.
O Ministério Público afirma no pedido de medidas coercitivas que os irmãos Espaillat demonstraram "imensa irresponsabilidade e negligência" ao não realizarem uma intervenção física que teria evitado o desabamento do teto do centro de entretenimento.
O documento também menciona ações tomadas pelos réus para tentar intimidar ou manipular funcionários da empresa Inversiones E y L, SRL, que administrava a boate Jet Set Club e que podem servir como testemunhas neste processo.




