SANTO DOMINGO, RD - A Direção-Geral de Acusação do Ministério Público e a Procuradoria Distrital Nacional apresentaram recurso , contra a decisão da juíza Fátima Veloz, que nas primeiras horas deste mês de junho libertou os irmãos Antonio e Maribel Espaillat, acusados pelo desabamento do teto da boate Jet Set Club, ocorrido em 8 de abril, que deixou 236 mortos e mais de 180 feridos.
Ao apresentar o recurso ao Gabinete Judicial de Serviços de Atenção Permanente do Distrito Nacional, o procurador Emmanuel Ramírez, da Direção-Geral de Ministério Público, afirmou que, como já havia indicado o procurador-adjunto Wilson Camacho, os investigadores do caso rejeitam a medida imposta pelo juiz por considerá-la desproporcional aos alegados fatos e por ignorar a obrigação do sistema judicial de impedir que os réus intimidem as testemunhas do processo.
Após a apresentação do recurso, Emmanuel Ramírez explicou que agora cabe ao Tribunal Distrital Nacional de Apelações designar uma sala de audiências. Este tribunal irá analisar o recurso interposto pelo Ministério Público e pelas centenas de demandantes que também rejeitam a decisão judicial.
Na quinta-feira, dia 26 deste mês, o advogado Ayer, que representa 30 demandantes, incluindo Félix Portes Núñez, entrou com recurso contestando também a decisão que ordenou a libertação dos irmãos Espaillat.
A petição solicita que a Câmara Criminal do Tribunal de Apelações tome conhecimento do recurso, revogue as medidas coercitivas emitidas contra os irmãos Espaillat e ordene sua prisão preventiva
Portes Núñez questionou a afirmação da juíza de que ela não pode presumir como verdadeira uma conduta punível atribuída aos réus, após salientar que essa afirmação ignora a natureza da intenção final.




