Página inicialCase com a sua casaFinançasGoverno apresenta orçamento de RD$ 2.036.844,2 milhões para 2027

Governo apresenta orçamento de RD$ 2.036.844,2 milhões para 2027

As despesas de capital pressupõem um aumento de quase 20% face ao orçamento inicial de 2026

SANTO DOMINGO - O Governo apresentou ontem, quinta-feira, o Projeto de Lei do Orçamento Geral do Estado correspondente ao ano de 2027, no valor de 2.036.844,2 milhões de pesos.

O projeto contempla receitas no valor de 1.510.574,5 milhões de RD, equivalentes a 15,7% do PIB, bem como um teto de despesa de 1.837.856,0 milhões de RD (19,2% do PIB), suportado por um quadro macroeconómico que prevê um crescimento real do PIB de 4,75% e uma inflação controlada na ordem dos 4,5% em média.

O Presidente Luis Abinader, juntamente com a Vice-Presidente Raquel Peña, presidiu à reunião do Conselho de Ministros, onde o projeto de lei foi aprovado. As informações sobre o projecto foram prestadas à imprensa pelo Ministro da Presidência, José Ignacio Paliza, na sua qualidade de secretário técnico do Conselho de Ministros; pelo Ministro das Finanças e da Economia, Magín Díaz; pelo Vice-Ministro do Planeamento Territorial e Desenvolvimento Regional, Domingo Matías; e pelo Diretor-Geral do Orçamento, José Rijo Presbot.

“Hoje realizámos mais uma reunião do Conselho de Ministros, na qual foi aprovado o Projeto de Lei do Orçamento Geral do Estado para o ano fiscal de 2027, cujas despesas totais ascendem a aproximadamente RD$ 2,037 triliões, reafirmando a decisão do Governo de priorizar investimentos que contribuam para o desenvolvimento e gerem melhores condições de vida para o nosso povo”, declarou Paliza.

O Ministro das Finanças e da Economia, Magín Díaz, salientou que a proposta orçamental é apresentada num contexto em que a economia dominicana mantém a sua resiliência, com um crescimento de 4,5%, uma redução da inflação e reservas internacionais superiores a 15 mil milhões de dólares.

“Apesar da situação atual, o país está a avançar; a economia, como sempre demonstrou, é resiliente”, afirmou Díaz, explicando que o Orçamento para 2027 procura “manter os investimentos, um défice orçamental razoável, um crescimento maior dos investimentos do que das despesas correntes e manter as prioridades do Governo na educação, na saúde e nos programas de proteção social”.

De acordo com os números apresentados, o investimento em bens de equipamento terá um aumento de 19,7% face ao orçamento inicial formulado em 2026. Ao mesmo tempo, a despesa corrente apresentará um aumento mais moderado de 12,3%, refletindo a eficiência e o controlo na operação do setor público para priorizar o investimento a longo prazo”, observou Rijo Presbot.

Em consonância com o Objectivo da Directiva RD 2036

A Presidência salienta que a proposta orçamental dá continuidade às orientações estabelecidas na Política Orçamental de 2027, aprovada pelo Conselho de Ministros na sua quinquagésima nona reunião, realizada em julho último, e organiza a despesa pública em torno dos objetivos estratégicos da Meta RD 2036 e das 10 metas prioritárias do Governo.

O documento explica que os seus principais pilares incluem o fortalecimento do capital humano, o desenvolvimento do capital físico, o aumento da produtividade e o fortalecimento das instituições, mantendo o investimento público e atendendo às necessidades sociais como prioridades.

As autoridades salientaram que, na área da saúde e da proteção social, o orçamento inclui recursos para a continuidade e conclusão de hospitais estratégicos, o reforço das Unidades de Cuidados Primários, a expansão da Rede Nacional de Emergência e a continuidade de programas sociais dirigidos à população.

Investimento em infraestruturas

O investimento em infraestruturas é outro aspeto fundamental do planeamento orçamental para 2027, com ênfase nas autoestradas e nos sistemas de transportes integrados, bem como nos projetos de melhoria da água potável, do saneamento e da habitação, de acordo com a informação disponibilizada.

Realça que a proposta inclui o reforço da segurança jurídica e institucional através do aumento de recursos para o sistema judicial, bem como investimentos na segurança dos cidadãos e das fronteiras, e no sistema prisional.

Ele vai para o Congresso

O projeto será submetido ao Congresso Nacional antes de 1 de outubro para a sua apreciação, em conformidade com o processo estabelecido para a aprovação do Orçamento Geral do Estado.

O Governo salientou que a formulação do Orçamento Geral do Estado para 2027 procura manter um equilíbrio entre a resposta às prioridades sociais, o investimento necessário para impulsionar o crescimento económico e a sustentabilidade das finanças públicas.

eixos fundamentais

As políticas de despesa para 2027 assentam na garantia do acesso aos direitos fundamentais e na melhoria da qualidade de vida da população. Para o setor da educação, mantém-se o compromisso de alocar 4% do PIB, com foco no reforço do Plano Decenal de Educação Horizonte 2034, no reforço da formação técnica e profissional e na expansão do sistema de transportes escolares. Nas áreas da saúde e da habitação, os recursos impulsionarão a infraestrutura hospitalar e garantirão a continuidade do elevado impacto do programa habitacional "Mi Vivienda", detalha o comunicado de imprensa.

Acrescenta que os fundos serão alocados a projetos que gerem desenvolvimento produtivo e resiliência territorial. Entre os principais projetos estão a construção do monocarril de Santiago de los Caballeros, um imposto sobre projetos de saneamento universal em zonas turísticas e costeiras e a expansão da capacidade de transporte da Linha 2 do Metro de Santo Domingo.

Projecto de lei para o Plano Nacional de Ordenamento do Território

Como segundo ponto da agenda, o Conselho de Ministros analisou o projecto de lei do Plano Nacional de Ordenamento do Território, que será enviado ao Congresso Nacional para a conclusão do respectivo processo legislativo.

A proposta está enquadrada na Lei nº 368-22, sobre Ordenamento do Território, Uso do Solo e Assentamentos Humanos, que visa conferir força normativa ao Plano Nacional de Ordenamento do Território, estabelecendo o quadro para a sua implementação e articulação com os instrumentos regionais e municipais.

Este instrumento permitirá ao país ter uma visão comum para organizar o território, orientar o uso da terra e promover uma ocupação mais racional e sustentável, aproveitando as oportunidades e o potencial de cada área e contribuindo para a proteção dos recursos naturais.

Incorpora também critérios de sustentabilidade ambiental, gestão de riscos e adaptação às alterações climáticas como elementos fundamentais dos processos de planeamento e organização territorial.

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