PEDERNALES -certeza de que, se os planos delineados por seu governo forem executados, em 20 anos Pedernales se tornará um exemplo de desenvolvimento na América Latina, o presidente Luis Abinader liderou ontem o lançamento do Plano de Desenvolvimento Turístico de Cabo Rojo-Pedernales, um megaprojeto que abrangerá uma área aproximada de 38 milhões de metros quadrados e será desenvolvido em quatro fases ao longo de dez anos.
O presidente, juntamente com autoridades governamentais, deu início às obras de construção do porto de Cabo Rojo e ao processo de construção da infraestrutura de água e saneamento, esta última com um investimento de 1,185 bilhão de pesos; com um prazo de execução de 18 meses, consistindo na construção de 9,2 quilômetros de esgoto sanitário, drenagem pluvial e 8,3 quilômetros de abastecimento de água potável.
O “Porto Cabo Rojo” será construído com um investimento privado de US$ 98 milhões. O presidente Abinader afirmou que isso fará de Pedernales o destino de cruzeiros mais procurado e valorizado de todo o Caribe.
A infraestrutura de água e saneamento constitui a base para a construção dos hotéis, que, segundo o Ministro da Presidência, Lisandro Macarrulla, começarão a ser construídos antes do final deste ano.
Macarrulla, que coordena o ambicioso projeto do governo, prometeu desenvolver três novos projetos de infraestrutura que garantirão o sucesso do projeto.
Ele afirmou que, num prazo máximo de 60 dias, ocorrerá a primeira cerimônia de lançamento da pedra fundamental para a construção do sistema de aquedutos do projeto de desenvolvimento de Pedernales e que os trabalhos para a instalação do sistema elétrico do projeto terão início.
“Dentro de 60 dias, iniciaremos as obras do aqueduto e da linha de distribuição elétrica para o projeto. Estaremos trabalhando nisso dentro de 60 dias”, assegurou, acrescentando que o início das obras do Aeroporto Internacional de Pedernales também deverá ocorrer dentro desse prazo.
PortoCabo Vermelho

O projeto, financiado por um empréstimo do Banco de Reservas, terá capacidade para receber até um milhão de passageiros de cruzeiro por ano e faz parte do plano diretor de desenvolvimento desta província fronteiriça. Será administrado pela Autoridade Portuária Dominicana (APORDOM), chefiada por Jean Luis Rodríguez, e pelo Grupo ITM, gerido por Mauricio Hamui. O projeto prevê a criação de mais de cinco mil empregos diretos e indiretos, o que revitalizará e impulsionará a economia da região sul do país.
O gerente geral do Grupo ITM, Mauricio Hamui, afirmou que o porto iniciará suas operações em 15 de dezembro de 2023. "O compromisso do Grupo ITM é trabalhar com as companhias de cruzeiro e trazer mais de um milhão de passageiros por ano para este importante destino, o que gerará 1.500 empregos diretos e 3.000 indiretos durante a fase operacional. Isso começará a impulsionar a economia regional, já que o impacto econômico deverá atingir entre 120 e 150 milhões de dólares", declarou Hamui.
Terminal de cruzeiros
O terminal de cruzeiros também contará com quatro cais de atracação, um centro de recepção de passageiros, um parque aquático, uma zona interativa, uma área de lazer, áreas para banhos de sol, uma área comercial, um spa, um restaurante principal, um hotel boutique, uma área de manutenção e uma área de praia.
O programa de execução do projeto será dividido em duas etapas: planejamento, estudos e execução da primeira fase, que inclui o terminal marítimo e a construção do cais com até 2 posições de atracação; e uma segunda fase, que contempla a expansão do terminal marítimo e/ou do cais, para ter até 4 posições de atracação.
Um megaprojeto
O Plano Diretor para o Desenvolvimento Turístico de Cabo Rojo-Pedernales foi apresentado durante a 42ª edição da Feira Internacional de Turismo (Fitur), onde foi explicado que abrange uma área total de aproximadamente 38 milhões de metros quadrados, localizada entre áreas protegidas, e incluirá a construção de hotéis de luxo e ecológicos, com capacidade de geração de energia sustentável, além da construção de habitações acessíveis para os trabalhadores da região e do projeto.
O projeto consiste em quatro fases, com uma duração média de implementação de 10 anos e um investimento estimado em US$ 2,245 bilhões para 12.000 quartos.
A primeira fase prevê um investimento de US$ 1,3 bilhão para a construção de 4.700 quartos de hotel, um aeroporto internacional, um centro comercial e toda a infraestrutura básica necessária, como um aqueduto, uma estação de tratamento de água e um sistema de transmissão elétrica. Também incluirá um jardim botânico, uma área comercial, um campo de golfe, vilas, um restaurante buffet, um aeroporto e um parque aquático.
Oito hotéis deverão iniciar suas operações na abertura da primeira fase, para a qual as redes hoteleiras Hilton, Marriott, Sunwing, AmResorts, Iberostar Group e Karisma Hotels & Resorts já assinaram uma carta de compromisso.
Toda a infraestrutura necessária será adaptada para o desenvolvimento bem-sucedido da área, e o circuito existente de atrações naturais será promovido, permitindo que os visitantes explorem ecossistemas sob um modelo sustentável, como Hoyo de Pelempito, Laguna de Oviedo, Isla Beata, Bahía de las Águilas, entre outros. Tudo isso será feito em um contexto de proteção ambiental, respeito às áreas protegidas e parques nacionais.
O projeto incluirá um percurso panorâmico com miradouros, a restauração da antiga pista de aeródromo de Cabo Rojo, convertida num passeio marítimo que ligará um passeio botânico ao cais atual; esta será uma área de atração turística comercial onde serão integradas uma marina e um clube náutico, com comodidades e lojas.
“Analisamos o impacto social deste projeto e ele representa o impulso mais importante que pode ser dado ao desenvolvimento de uma região neste país”, afirmou ontem o Ministro Macarrulla.




