SANTO DOMINGO- Com tarifas de 30% a 60% mais baratas que o preço normal de uma passagem aérea, a ARAJET é a nova companhia aérea com registro totalmente dominicano, anunciada ontem pelo presidente Luis Abinader, em um evento realizado no Aeroporto Internacional Las Américas Dr. José Francisco Peña Gómez.
O presidente elogiou a República Dominicana por ter uma companhia aérea de baixo custo, afirmando que isso torna o país um destino mais atraente. "Sem rotas e tarifas competitivas, a República Dominicana não consegue competir ou atender às expectativas do turista moderno", declarou.
A ARAJET está sendo comercializada como uma nova companhia aérea comercial de custo ultrabaixo. Trata-se de uma joint venture entre investidores dominicanos e estrangeiros, e seus promotores afirmam que o projeto visa aumentar o tráfego direto entre a República Dominicana e o restante das Américas.
Abinader afirmou que a ARAJET marca o início do fim das altas tarifas aéreas. "A ARAJET nos ajudará a atender mercados que, devido ao preço e à disponibilidade de rotas diretas, ainda sofrem com lacunas de serviço", disse o presidente.
O presidente acenou com a bandeira dominicana do avião e recebeu simbolicamente a primeira passagem aérea da companhia que começará a operar em maio próximo.
A ARAJET e a Boeing Company anunciaram que a nova companhia aérea encomendou 20 aeronaves 737 MAX, especificamente o modelo 737-8-200 de alta capacidade, para expandir as opções de viagens acessíveis nas Américas. A companhia aérea também tem opções de compra para mais 15 jatos 737 MAX, o que, juntamente com os contratos de leasing existentes, poderia elevar a nova frota de baixo consumo de combustível da companhia para 40 aeronaves.

Começa em maio
A ARAJET iniciará suas operações em maio, partindo do Aeroporto Internacional Las Américas Dr. José Francisco Peña Gómez, com voos para a Costa Rica, Colômbia, Jamaica e outras ilhas do Caribe, utilizando uma aeronave chamada Pico Duarte. A partir de junho, mais aeronaves serão adicionadas e novos destinos serão abertos nas Américas, com previsão de início dos voos para os Estados Unidos no segundo semestre do ano.
Os executivos estimam que a companhia aérea irá gerar mais de 4.000 empregos diretos e 40.000 indiretos nos próximos 5 anos e espera transportar cerca de 7 milhões de passageiros por ano, com um total de 43 rotas aéreas, das quais 24 são novas rotas projetadas e que não estão atualmente incluídas no mercado.




