Da mesma forma, as ampliações estão 20% mais caras; um vaso sanitário que custava RD$ 4.300 no ano passado agora é oferecido por RD$ 5.300; um armário de banheiro que costumava custar RD$ 9.500 agora custa RD$ 12.000.
SANTO DOMINGO –Os preços dos materiais de construção continuam sua ascensão implacável no país. Cada semana traz novos aumentos à tendência de alta que começou durante a pandemia e agora se intensificou, exacerbada pela guerra na Ucrânia, que já levou a aumentos de preços em produtos essenciais para a indústria de blocos de concreto e cimento.
O último aumento registrado na semana passada corresponde à madeira, cujo preço disparou mais de 60%, além do saco de cimento, que subiu novamente 30 pesos, segundo proprietários em um tour realizado pelo El Inmobiliario neste fim de semana, por lojas de materiais de construção localizadas na Avenida Independencia, na capital dominicana.
“O preço do arame também vai subir. O cimento subiu há uma semana. Antes custava
“Antes vendíamos a caixa por US$ 420, mas agora vendemos por US$ 440, e algumas lojas chegam a cobrar US$ 460. Antes, nós cobrimos os custos de envio, mas agora não podemos, porque isso está fora da nossa margem de lucro”, explicou Jackson Espinoza, da Ferretería Direen.
Ele atribuiu o aumento dos preços do cimento às matérias-primas que precisam ser importadas para a fabricação do produto. "O mesmo acontece com metais e derivados do cimento, seja argamassa para azulejos ou gesso; todos os derivados tendem a ter seus preços aumentados. Por exemplo, quando os preços dos metais aumentam, também há aumento nos preços dos parafusos de olhal", afirmou.
Ele citou o caso do silicone, cujo preço também aumentou. "No caso da madeira, verifiquei os preços e está mais caro; passou de 90 para 150 pesos por pé quadrado, o que significa que estamos falando de quase o dobro. O papelão, que antes custava 400 pesos, agora custa 1.000.".
Ele explicou que a madeira brasileira é mais barata por ser mais simples, tendo subido 10% de preço, enquanto a madeira americana, que é mais resistente, mas mais cara, teve um aumento muito maior. "Na verdade, muita gente está construindo com um tipo que chamam de 'madeira falsa' ou 'papelão', e como estava em estoque, estão aproveitando. Mas a mesma coisa vai acontecer: quando o estoque acabar, eles terão que encomendar, e será mais caro.".
Entre os produtos siderúrgicos, ele citou os pregos, cujo preço dobrou durante a pandemia, acrescentando que "é claro que o preço vai subir com o aumento dos preços do aço e com a situação na Ucrânia, que afetará tudo".
Ramón Pérez, da loja de ferragens Bladimir, afirmou que todos os materiais de construção, sem exceção, tiveram aumento de preço; ele também reclamou da queda nas vendas este ano. "Imagine, aos sábados o número de clientes costuma triplicar, e veja a situação hoje.".
Ele observou que, embora as vendas sejam aquecidas em algumas semanas, não têm sido consistentes este ano. Citou como exemplo as extensões de banheiros, que estão 20% mais caras. Mostrou um vaso sanitário que custava RD$ 4.300 no ano passado e está sendo oferecido atualmente por RD$ 5.300; uma bancada de banheiro que custava RD$ 9.500 agora custa RD$ 12.000.
Preocupação versus aumentos
Após o início da guerra na Ucrânia, o preço de um fardo de aço subiu três mil pesos no mercado local dominicano; uma situação que gerou tensão no setor da construção civil, dado o conflito surgido entre aquele país e a Rússia, o qual provocou uma crise na economia mundial e incerteza nos principais mercados internacionais.
Diante dessa situação, representantes do setor manifestaram preocupação e solicitaram ao governo liderado por Luis Abinader que tome as medidas necessárias para amenizar a situação, prevendo que o setor poderá ser severamente afetado.




