A construção começou . Quais são os planos de desenvolvimento ambiental em vigor?

Que progressos foram realizados pelo Ministério do Ambiente no processamento das licenças para projetos de desenvolvimento submetidos a Cap Cana?

Paíno Henríguez apresentou à Destination City as alternativas que está a promover para agilizar os processos anteriores à construção de projetos

SANTO DOMINGO - As dificuldades e experiências negativas na obtenção de licenças e na execução de procedimentos que os empresários da construção civil e do turismo necessitam de realizar continuam a representar um desafio para estes sectores, dado que, em muitas entidades governamentais, a burocracia se torna um obstáculo que dificulta o desenvolvimento de projectos.

De acordo com o Ministro do Ambiente e Recursos Naturais, Paíno Henríquez, o Ministério do Ambiente e Recursos Naturais (MIMARENA) lançou uma revolução digital para simplificar os procedimentos e fornecer respostas atempadas a um dos sectores mais representativos da economia nacional.

“Estamos a promover uma transformação que vai além da simples incorporação de ferramentas tecnológicas. Passa pela revisão dos nossos procedimentos, pela simplificação de processos e pela uniformização de critérios para oferecer maior clareza, eficiência e previsibilidade. Esforçamo-nos também para garantir que os promotores e promotores têm acesso a informação ambiental organizada que lhes permita compreender melhor as condições do terreno e justificar as suas decisões de investimento, sempre em conformidade com as normas ambientais”, afirmou o representante aos executivos, investidores e promotores imobiliários em Cap Cana.

No encontro “Um Café com o Ministro”,  os participantes partilharam as suas experiências com os procedimentos ambientais e referiram as dificuldades que encontram na gestão dos seus projetos, enquanto o ministro explicou as melhorias que o Ministério está a promover para dar resposta a estas necessidades.

Oportunidades para simplificar

Henríquez observou que a troca de informação permite identificar oportunidades para simplificar procedimentos e proporcionar maior clareza aos requisitos técnicos, especialmente em projetos mais complexos, sem comprometer o rigor das avaliações ambientais.

Cap Cana agradece a conversa

O CEO da Cap Cana, Jorge Subero Medina, agradeceu ao ministro a oportunidade de falar diretamente e elogiou os progressos alcançados na digitalização dos procedimentos ambientais.

“É um prazer e uma honra para nós acolher este encontro, pois permite-nos partilhar as nossas preocupações, levantar as nossas dúvidas e aprender em primeira mão sobre as ferramentas e os processos que devemos seguir para continuar a desenvolver os nossos projetos. Reconhecemos os esforços do Ministério para digitalizar e agilizar os procedimentos, pois esta eficiência é importante para o desenvolvimento dos setores da construção civil e do turismo, sempre dentro da estrutura da legislação ambiental”, afirmou Subero Medina.

Procedimentos ambientais e consulta territorial

Entre as iniciativas oferecidas, estavam detalhes do Ministério Inteligente, onde a entidade destacou o uso de inteligência artificial e automação robótica para apoiar a gestão dos Certificados de Registo de Impacto Mínimo (CRIM) da Categoria D, cujas ferramentas, segundo eles, reduzem tarefas repetitivas e facilitam o rastreamento de ficheiros.

Acrescentou às alegadas CRIM Expressum módulo que permite a pré-categorização automática dos pedidos desde o início do processo.

Para as avaliações ambientais das categorias A e B, o processo de normalização compreende 73 cadernos de encargos. Com isto, o Ministério procura proporcionar maior clareza sobre os requisitos técnicos para a elaboração da documentação e reduzir a necessidade de refazer documentos, explicou o Ministro do Ambiente.

No que diz respeito à informação territorial, o SIGEO RD, o Sistema de Informação Geoespacial da República Dominicana, que integra 41 camadas de informação e permite consultar e cruzar dados sobre áreas protegidas, biodiversidade, recursos hídricos, solos e riscos naturais, entre outros componentes, para compreender as condições ambientais de um terreno antes de o adquirir ou de conceber um projeto.

Henríquez apresentou ainda o Sistema Nacional de Informação Ambiental e de Recursos Naturais (SINIA), que reúne estatísticas ambientais, informação geoespacial, investigação, publicações científicas e documentação técnica para facilitar o acesso. Partilhou ainda os avanços no tratamento de denúncias e na fiscalização ambiental, dando ênfase à coordenação de ações, ao registo de provas e ao acompanhamento dos casos.

Além de Subero Medina, participaram na reunião o presidente do Conselho de Administração da Cap Cana, Fernando Hazoury; bem como vice-presidentes, outros executivos, promotores e construtores ligados à Cidade Destino.

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