Este alegado grupo criminoso estava em atividade desde pelo menos 2014, causando prejuízos de aproximadamente 3,5 milhões de euros
Extraído de Listín Diario
A Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol) relatou o desmantelamento de uma suposta rede de fraudadores imobiliários que enviavam seus lucros ilícitos para a República Dominicana.
Segundo a Europol, este alegado grupo criminoso estava em atividade desde pelo menos 2014, causando prejuízos econômicos estimados em cerca de 3,5 milhões de euros (aproximadamente RD$ 227 milhões).
“A Polícia Metropolitana de Budapeste, com o apoio da Europol, desmantelou um grupo criminoso organizado envolvido em fraudes e lavagem de dinheiro”, dizia parte do comunicado da referida entidade.
O mesmo documento detalhou que a pessoa identificada como líder desse grupo, que não foi identificada, foi presa na República Dominicana em junho passado, onde estava escondida usando documentos de identidade falsos.
Após sua prisão, as autoridades congelaram suas contas bancárias e confiscaram diversos de seus bens eletrônicos, e ele foi finalmente extraditado para a Hungria na quinta-feira, 28 de setembro deste ano.
Esta operação, além da Polícia de Budapeste e da Europol, contou com o apoio das autoridades judiciais e policiais dominicanas, bem como da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Modus operandi
Segundo o relatório mencionado, esta alegada organização criminosa enganou várias pessoas utilizando anúncios falsos de uma centena de imóveis, embora nenhum dos seus membros fosse proprietário dos imóveis utilizados e os verdadeiros proprietários não tivessem qualquer ligação com esta rede.
Segundo a Europol, os suspeitos criaram anúncios imobiliários falsos para enganar as vítimas e obter dinheiro para depósito e aluguel
Eles também alegaram que usaram a pandemia da Covid-19 como desculpa para instalar software de controle remoto nos computadores das pessoas que enganaram.
Eles também alegaram ter criado um sistema de lavagem de dinheiro baseado no recrutamento de pessoas e na transformação delas em uma espécie de "mula de dinheiro".
“Para lavar o dinheiro obtido ilegalmente, os suspeitos recrutaram cidadãos húngaros para diversos trabalhos, convencendo-os a se tornarem ‘mulas de dinheiro’ durante um período de teste”, afirmou a Europol.
Da mesma forma, a instituição afirmou que os interessados nesse “trabalho” realizavam diversas tarefas, como abertura de contas bancárias, recebimento e transferência de dinheiro, realização de transações com criptomoedas e participação na venda ou aluguel fraudulento de imóveis, sendo a República Dominicana o destino final dos lucros ilícitos.
Resultados
Em seu relatório, as autoridades indicaram que realizaram 116 buscas e identificaram 477 vítimas e 130 suspeitos.




