Ele defendeu a regulamentação dos agentes imobiliários, considerando-a um dos grandes desafios do turismo imobiliário dominicano.
SANTO DOMINGO- A regulamentação dos corretores é, segundo o presidente da Associação Dominicana de Empresas de Turismo e Imobiliárias (ADETI), Jorge A. Subero Medina, um dos grandes desafios do turismo imobiliário na República Dominicana.
Ele acredita que a má gestão de uma venda imobiliária pode arruinar os esforços dos setores de turismo e imobiliário, destacando, nesse sentido, os relatos de golpes imobiliários que surgiram no país nas últimas semanas.
“Todos nós queremos vender imóveis de alguma forma, mas a má gestão de uma venda imobiliária pode levar ao fracasso. Nos últimos dias, vimos surgir muitos golpes imobiliários, e os setores de turismo e imobiliário estão empenhados em garantir que tudo seja feito corretamente”, afirmou.
O empresário expressou suas opiniões ontem ao apresentar as conclusões do fórum de turismo imobiliário "Impacto Econômico e Jurídico do Turismo Imobiliário", organizado por essa entidade.
Ele declarou perante um grande grupo de representantes do setor que os corretores devem ter um conhecimento mínimo sobre segurança jurídica, sabendo o que é um título de propriedade, o que "ajudará nosso país a evoluir e nos permitirá ter uma República Dominicana melhor".
Subero Medina acredita que não há setor que não esteja passando por uma transformação ou digitalização, tanto da sua área quanto das suas empresas, e que as incorporadoras imobiliárias precisam passar por pelo menos 11 instituições governamentais para conseguir vender um apartamento a um comprador. Portanto, é necessária uma maior digitalização dos processos "para que, com o tempo, possamos amadurecer ainda mais o nosso mercado imobiliário".
As assinaturas digitais foram outro desafio citado pelo presidente da ADETI. “Vivenciamos o período da COVID; todos sabemos que o processo de digitalização acelerou e que todos tivemos que nos familiarizar com a tecnologia. Portanto, todos os setores devem agora integrar as assinaturas digitais para a venda de imóveis.”.
Outro desafio mencionado foi a segunda e a terceira fileira de propriedades à beira-mar, um foco fundamental do atual turismo imobiliário. "Não estamos falando apenas de sol e areia; também podemos desenvolver campos de golfe, centros equestres, anfiteatros e muito mais.".
“A integração dos termos ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa) deve ser obrigatória para todos os setores, para garantir sua permanência no mercado ao longo do tempo; teremos que utilizá-los cada vez mais em nosso modelo de negócios”, afirmou.
Da mesma forma, entende que a sustentabilidade deve ser integrada a todas as empresas que desenvolvem qualquer tipo de empreendimento imobiliário na República Dominicana.
Para o presidente da ADETI, reconhecer o poder das plataformas digitais significa acompanhar a tecnologia. No entanto, ele acredita que regras claras são essenciais. “Se pudermos controlar, organizar ou regulamentar as plataformas digitais, poderemos saber o que nossos turistas estão fazendo, garantindo que eles aproveitem a experiência na República Dominicana e não fiquem dependentes de terceiros que queiram operar um hotel sem qualquer responsabilidade ou consequências.”.
"Sem dúvida, a sofisticação que alcançamos no sistema financeiro", continuou o empresário, "deve ser parte integrante. Banqueiros, financistas e corretores de bolsa terão que trabalhar juntos para desenvolver a infraestrutura necessária. Não podemos deixar esse desenvolvimento apenas para o Estado; podemos fazê-lo em conjunto", enfatizou.
Subero Medina entende que o setor precisa estar vigilante diante da tempestade que afeta o mercado internacional, "porque acredito e estou convencido de que a generosidade do povo dominicano pode atrair novos investimentos para o país".
Ele também destacou a importância da segurança jurídica, "porque nenhum país pode se sustentar sem segurança jurídica; é um eixo transversal para o desenvolvimento econômico e social".
O presidente da ADETI agradeceu aos presentes, entre os quais estavam arquitetos, engenheiros, advogados, designers de interiores, hoteleiros, construtores, incorporadores imobiliários, financistas, corretores, banqueiros e outros.




