Félix Portes Núñez, representando 30 demandantes, entrou com um pedido contestando a decisão que ordenou a libertação dos envolvidos no desabamento do telhado do Jet Set.
SANTO DOMINGO -O Ministério Público apresentará nesta sexta-feira, 27 de junho de 2025, um recurso contra as medidas coercitivas impostas aos irmãos Antonio e Maribel Espaillat, acusados de homicídio culposo e lesões corporais que resultaram na morte de 236 pessoase no ferimento de mais de 180 , decorrente do desabamento do teto da boate Jet Set Club, em 8 de abril.
“Acreditamos que o tribunal não avaliou adequadamente a magnitude dos danos que esses eventos causaram à sociedade dominicana; mas, sobretudo, os danos que isso representa para as 235 pessoas que morreram, as mais de 180 que ficaram feridas e as mais de 130 crianças que ficaram órfãs em consequência dessa conduta e do comportamento de Antonio e Maribel Espaillat, que colocaram seus interesses econômicos acima dos interesses das pessoas que estavam lá, aquelas que frequentavam regularmente aquela boate”, declarou o Procurador-Geral Adjunto Wilson Camacho na madrugada do dia 19 deste mês, após a decisão da Juíza Fátima Veloz de libertar os irmãos Espaillat.
Ainda não se sabe exatamente quando o recurso será apresentado. O recurso será submetido ao Tribunal de Atenção Permanente do Distrito Nacional, o mesmo tribunal que anteriormente concedeu liberdade sob fiança aos réus, exigindo que comparecessem periodicamente e proibindo-os de deixar o país.
Assim que o tribunal receber o recurso, encaminhará o mesmo ao juiz presidente da Câmara Criminal do Tribunal de Apelações do Distrito Nacional, Julio César Cano Alfau. Este, por sua vez, distribuirá o processo a uma das três câmaras criminais por meio de sorteio eletrônico para que estas ouçam e decidam sobre o pedido apresentado pela Direção-Geral de Acusação do Ministério Público, conforme noticiado hoje pelo Listín Diario.
Durante a audiência, que durou mais de 14 horas, a equipe do Ministério Público apresentou mais de 130 provas para fundamentar seu pedido de prisão preventiva contra Antonio Espaillat e prisão domiciliar contra sua irmã, Maribel Espaillat.
A acusação argumentou que ambos priorizaram seus interesses econômicos em detrimento da segurança das pessoas que estavam presentes e frequentavam regularmente aquela boate.
Félix Portes apresenta petição
Ontem, o advogado de 30 demandantes, Félix Portes Núñez, entrou com o recurso contestando a decisão que ordenou a libertação dos irmãos Espaillat, proprietários da boate.
A petição solicita que a Câmara Criminal do Tribunal de Apelações tome conhecimento do recurso, revogue as medidas coercitivas emitidas contra os irmãos Espaillat e ordene sua prisão preventiva
Portes Núñez questionou a afirmação da juíza de que ela não pode presumir como verdadeira uma conduta punível atribuída aos réus, após salientar que essa afirmação ignora a natureza da intenção final.




