Mercado imobiliário residencial: Governo especula sobre preços de frete

O governo especula sobre os preços do frete marítimo

Se o governo definir regras claras e implementar a medida, haverá uma redução de até 20% nos principais materiais de construção 

SANTO DOMINGO – A corrida para aumentar o custo das matérias-primas para a construção civil será interrompida quando o governo calcular as tarifas e impostos sobre os materiais com base nas taxas de frete marítimo estabelecidas antes da COVID-19, e não nos custos exorbitantes atuais.

Uma parcela significativa das importações do setor vem da China. Antes da pandemia, o frete custava US$ 1.800; agora, custa entre US$ 15.000 e US$ 20.000. Esse aumento significativo fez com que a carga tributária das empresas disparasse, sem que o governo percebesse.

Representantes do setor fizeram inúmeros apelos ao Ministério da Indústria e Comércio, mas sem sucesso; e os preços dos materiais de construção continuam a disparar diariamente em uma onda inflacionária que colocou o setor em situação crítica. Os indicadores mais recentes do Banco Central mostram que este é o setor da economia que mais cresce este ano.

“Nossa proposta a esse respeito foi reiterada: queremos que os preços do frete marítimo estabelecidos antes da pandemia sejam usados ​​como base para o cálculo das tarifas e impostos pagos sobre os produtos, a fim de contribuir para a redução dos custos que chegam aos consumidores”, explicou o arquiteto Jorge Montalvo, presidente da ACOPROVI.

O arquiteto Jorge Montalvo é presidente da ACOPROVI. (Fonte externa)

O presidente da Associação Dominicana de Lojas de Ferragens (ADEFE), o engenheiro Arturo Espinal, compartilha da mesma opinião, afirmando que a bolha especulativa foi iniciada pelo próprio governo ao sobrecarregar os pagamentos alfandegários.

Se o governo definir regras claras e implementar a medida, haverá uma redução de até 20% nos principais materiais de construção, afirma o otimista representante da ADEFE.

Segundo Montalvo, o processo inflacionário tem origem no exterior. “Esta pode ser uma medida temporária até que os custos de transporte se estabilizem internacionalmente, e tem sido muito bem recebida por outros setores e pelo governador do Banco Central da República Dominicana.”. 

Pequenas e médias lojas de materiais de construção também estão pedindo que as grandes indústrias sejam transparentes em relação aos seus custos, porque não é a mesma coisa pagar o ITBIS (IVA) por um feixe de vergalhões que antes custava 40.000 e hoje custa 70.000.

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