As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas, e o hotel permanecerá fechado até novo aviso
SANTO DOMINGO – Bayahibe acordou no dia 19 de junho com a rotina habitual de um destino turístico em alta temporada: praias movimentadas, cafés da manhã com vista para o mar e a atividade constante de um resort que faz parte da história hoteleira do leste da República Dominicana. Mas, em questão de minutos, o cenário mudou completamente.
Um grande incêndio deflagrou no hotel Viva Wyndham Dominicus Beach, forçando a evacuação de milhares de turistas e desencadeando uma grande operação de emergência coordenada pelo Centro de Operações de Emergência (COE), pelos bombeiros de várias províncias e por entidades privadas do setor turístico.
Segundo o primeiro comunicado oficial do Centro de Operações de Emergência (COE), aproximadamente 1.690 hóspedes foram evacuados e realocados para hotéis próximos, incluindo o Viva Dominicus Palace, bem como para outros resorts em Bayahibe e Miches. A operação foi realizada por precaução, enquanto as chamas se alastravam por diversas áreas do resort.
Imagens do desastre começaram a circular rapidamente nas redes sociais: colunas de fumaça visíveis do mar, hóspedes reunidos na praia e equipes de emergência trabalhando em meio a estruturas parcialmente desabadas.
Uma operação de emergência ampliada
A agência de emergência informou que os esforços de controle foram realizados em coordenação com os bombeiros de La Altagracia, La Romana e San Pedro de Macorís, além do apoio da Corporação Central Romana e do Aeroporto Internacional de Punta Cana, que forneceram equipamentos especializados.
No total, dezenas de unidades de emergência foram mobilizadas, incluindo caminhões-pipa, ambulâncias e helicópteros da Força Aérea Dominicana com sistemas Bambi Bucket para lançamentos aéreos, de acordo com dados oficiais da agência.
Entretanto, o Ministério do Turismo e o cluster turístico de La Romana-Bayahíbe ativaram protocolos de contingência para garantir a continuidade das operações na região, um dos destinos turísticos mais importantes do país.
Uma vítima e uma emergência internacional
O incidente teve um desfecho mais trágico quando as autoridades confirmaram a morte de uma turista italiana, identificada como Francesca Valentino, de 46 anos, que faleceu após sofrer uma crise respiratória devido à inalação de fumaça, segundo informações da Direção de Serviços de Emergência Pré-Hospitalar (DAEH) citadas por veículos de imprensa internacionais como a BBC.
Além disso, pelo menos 10 pessoas receberam assistência médica devido a intoxicação leve, crises nervosas e exposição à fumaça.
A magnitude do evento rapidamente ultrapassou fronteiras. A Embaixada da Itália ativou uma operação de assistência para os mais de 280 cidadãos afetados, coordenando a documentação de emergência e os voos de repatriação, segundo informações de agências como a ANSA.
Argentina ativa assistência consular
Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina anunciou em comunicado oficial que sua seção consular na República Dominicana iniciou os esforços para auxiliar mais de 100 cidadãos argentinos afetados pela perda de documentos e pertences durante a evacuação.
O documento indica que a emissão de passaportes de emergência e a assistência direta aos turistas estão sendo coordenadas em conjunto com as autoridades dominicanas.
Segundo a Cadena 3 Argentina, muitos dos afetados ficaram apenas com a roupa do corpo após a evacuação preventiva do resort. A mídia argentina também confirmou a presença de turistas de várias províncias, incluindo Mendoza, todos em segurança.

O incêndio em uma propriedade histórica
O Viva Dominicus Beach não é um hotel novo. Foi inaugurado em 1987 como Club Dominicus, considerado o primeiro resort all-inclusive da rede Viva no Caribe, por iniciativa do empresário Ettore Colussi. Ao longo dos anos, o complexo expandiu-se e passou a fazer parte do Viva Resorts by Wyndham, uma das maiores redes do país.
Em 2020, passou por uma renovação completa após ter ficado fechado devido à pandemia. No entanto, conservou elementos arquitetônicos tradicionais, como os telhados de palha, característicos de sua identidade visual e que, segundo relatos preliminares, podem ter contribuído para a rápida propagação do incêndio devido à sua alta inflamabilidade.
Investigação em curso
O Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana e as autoridades informaram que a causa do incêndio ainda não foi determinada e permanece sob investigação técnica. A avaliação dos danos está em andamento, enquanto se busca determinar o ponto de origem do fogo.
Na fase final, o diretor do COE, Juan Manuel Méndez, anunciou a conclusão dos trabalhos operacionais de emergência, após confirmar o controle total do incêndio e a evacuação segura de todos os hóspedes.
Um destino que retornou à calma
Horas depois, Bayahibe começou a retomar seu ritmo normal, de acordo com informações fornecidas pelo hotel. Outros resorts próximos retomaram as operações e as autoridades garantiram que a atividade turística na área não foi interrompida. Enquanto isso, o estabelecimento onde o incidente ocorreu emitiu um comunicado no sábado expressando pesar pelo ocorrido e anunciando o fechamento temporário do negócio até novo aviso.
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