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O boom do Airbnb está causando dores de cabeça para alguns condomínios em Santo Domingo

Recomenda-se que os proprietários de apartamentos em condomínios que não sejam Airbnb e que desejem alugar seus imóveis nessa modalidade, entrem em contato com a administração para estabelecer diretrizes e processos claros, de forma a preservar a segurança de todos os condôminos e o respeito às regras de convivência e aos bons costumes.

SANTO DOMINGO- O modelo de negócio de aluguel por temporada está crescendo a cada dia e se tornou uma alternativa utilizada por milhares de investidores em todo o mundo, dada a alta rentabilidade que oferece, além de representar um dos empreendimentos mais populares do momento.

O Airbnb lidera o setor nesse tipo de hospedagem, com cerca de 2,9 milhões de anfitriões na plataforma em todo o mundo.

Mas a ânsia das pessoas em aproveitar essa oportunidade de negócio está criando problemas em condomínios tradicionais e casas familiares, onde o "entrar e sair" de estranhos perturba a paz dos moradores.

“A questão dos aluguéis de curta duração, como os oferecidos por plataformas como o Airbnb, está causando dores de cabeça devido ao fluxo constante de pessoas desconhecidas, com pouca ou nenhuma verificação, o que cria um ambiente inseguro para todos os moradores. Além disso, uma grande porcentagem de hóspedes do Airbnb não respeita as regras de conduta do condomínio, muitas vezes por falta de conhecimento e, às vezes, por negligência”, afirma a arquiteta Yadelín Rodríguez, executiva da MP Condominios.

Arquiteta Yadelín Rodríguez. (Fonte externa).

O texto afirma que o aluguel de imóveis por temporada é um bom negócio e observa positivamente que muitos proprietários estão optando por alugar suas propriedades dessa forma, mas entende que isso deve ser feito de maneira organizada e respeitando as regras de convivência para não afetar o condomínio como um todo.

O representante da MP Condominios relata um caso ocorrido em um prédio tradicional na capital dominicana, onde um morador estava aproveitando a piscina com a esposa e os filhos adolescentes, "quando um hóspede do Airbnb apareceu com música alta, acompanhado de amigos e fumando narguilé, o que causou desconforto ao morador, que decidiu deixar o local e notificar a administração.".

Em entrevista ao portal El Inmobiliario, ele observou que sua carteira de clientes já registrou mais de dez casos desse tipo, além de ter conhecimento de outras empresas do setor que vivenciaram situações semelhantes. Ele explicou que estão tomando medidas para evitar que tais incidentes se repitam.

“Entramos em contato com o proprietário que deseja alugar seu imóvel pelo Airbnb, solicitamos que ele configure as opções de segurança adequadas na plataforma e nos envie todas as informações do hóspede com antecedência. Essas informações são então compartilhadas com o(a) recepcionista que receberá o hóspede na chegada. O(a) recepcionista deve preencher um formulário e especificar com antecedência quais visitantes receberá durante a estadia, juntamente com a documentação dessas pessoas. Também compartilhamos as regras da casa e as consequências do descumprimento delas”, explica Rodríguez.

Ele acrescenta que, no caso de condomínios com áreas sociais, o acesso foi controlado. “As políticas de reserva para essas áreas foram modificadas por meio de uma assembleia, impedindo seu uso sem reserva e exigindo que as reservas sejam feitas com pelo menos cinco dias de antecedência. Isso garante que os hóspedes que ficarem no apartamento por apenas dois ou três dias não tenham acesso às áreas sociais.”.

A administração do condomínio recomenda que os proprietários de apartamentos em condomínios que não sejam Airbnb, e que desejem alugar seus imóveis nessa modalidade, entrem em contato com a administração para estabelecer diretrizes e processos claros, de forma a preservar a segurança de todos os condôminos e o respeito às normas de convivência e aos bons costumes.

Ele entende que isso cria uma situação vantajosa para todos, onde todos ficam satisfeitos. "Porque, no final das contas, um prédio organizado garante valor agregado ao investimento imobiliário.".

Legalmente, ele acredita que as modificações no regime condominial podem ser estabelecidas em nível administrativo. "A administração precisa gerenciar estratégias para manter a ordem e o respeito às regras da torre ou do complexo residencial, sem privar os proprietários dos seus direitos de propriedade.".

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