"Costumo brincar com amigos de confiança sobre esse assunto: 'A maioria dos engenheiros faltou a essa aula.' Hoje em dia é quase impossível encontrar um projeto sem vazamentos; estamos fazendo algo errado.".
SANTO DOMINGO - Há algumas exceções diante de uma queixa quase coletiva de narrativas e histórias sobre situações e casos de pessoas que vivenciaram a turbulência causada por vazamentos em casas e prédios onde tiveram que morar.
O jornal digital El Inmobiliario consultou ontem, via WhatsApp e por telefone, diversas pessoas que buscavam informações sobre a prevalência de casos em setores da Grande Santo Domingo e San Cristóbal, e seus tipos de vazamentos.
“Que bom que você perguntou isso. Costumo brincar com meus amigos mais próximos sobre esse assunto: ‘A maioria dos engenheiros faltou a essa aula.’ Hoje em dia é quase impossível encontrar um projeto sem vazamentos; estamos fazendo algo errado”, respondeu um corretor de imóveis.
Mas Martínez mora no bairro de Ensanche Julieta e, após uma experiência traumática com um vazamento que afetou a cozinha do vizinho, decidiu resolver o problema, mesmo estando convencido de que o vazamento não vinha do seu próprio apartamento. No entanto, ele concordou em ajudar por compaixão e compreensão pelo vizinho. "No fim, depois de revirarmos tudo na minha casa, descobrimos que o problema vinha do terceiro andar, não do meu apartamento.".
Ele relata que os vazamentos são um capítulo complexo dentro da convivência, porque depois de arcar com todas as despesas e passar pelo processo de demolição das paredes, mesmo que o problema não tenha se originado em sua casa, ele teve que arcar com os custos da obra e o trauma de destruir paredes, quando na verdade deveria ter sido seu vizinho do terceiro andar.
"Teto, escadaria comum, janelas, telhado, paredes", foi a resposta obtida através da pesquisa feita pelo El Inmobiliario. Muitos responderam que não tinham infiltrações em suas casas, mas que tinham no prédio.
“Sim, já tive vários problemas. Tanto do vizinho de cima, na lavanderia e nos banheiros, quanto, no meu caso, dos meus banheiros e vasos sanitários para o vizinho de baixo. Quando o problema veio do meu apartamento, tive que arcar com as despesas, já que a administração e a construtora se eximem da responsabilidade”, afirmou uma das pessoas consultadas.
Os relatórios vêm de setores como Bella Vista, Cacicazgos, Paraiso, Bayona em Santo Domingo Oeste, Mirador Norte, Jardines del Sur, El Millón, Esperilla e San Cristóbal.
"Esses vazamentos são frustrantes. Não entendo por que todos os prédios, mesmo os mais modernos, acabam com infiltrações, e isso é terrível porque não importa se são antigos ou novos, vazamentos sempre acontecem. Tenho um prédio que administro agora com um grande problema desse tipo", diz Alenny Garabito.
Ela diz que não entende por que os engenheiros oferecem apenas um ano de garantia, pois isso é muito pouco. "É triste porque as pessoas ficam desesperadas. No prédio onde tenho o problema, uma mulher já me disse que quer vender o apartamento porque é horrível. É um problema em todos os prédios.".
Edifícios comerciais
Edifícios mais antigos são os que apresentam maior dificuldade com relação a problemas de infiltração, afirma Indhira Desangles, especialista em imóveis comerciais e corporativos.
Ele explica que, no caso de construções novas, não há vazamentos.
O documento esclarece que é responsabilidade do proprietário reparar as áreas afetadas e garantir que estejam livres de vazamentos, e aconselha os agentes imobiliários envolvidos no aluguel ou venda de um imóvel nessas circunstâncias a acompanharem o processo até terem certeza de que o imóvel foi entregue reparado.
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