Os consultores do Plano Diretor recomendam que, nas diferentes zonas, sejam também permitidas cabanas ecológicas, estabelecimentos que, tendo a mesma finalidade comercial que os hotéis, ofereçam unidades habitacionais relativamente rústicas, individuais, agrupadas ou isoladas, com um ou mais quartos, mobiladas e equipadas, com ou sem serviços adicionais.
SANTO DOMINGO - O Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico de Cabo Rojo, Pedernales, propõe a construção de 12.000 quartos de hotel e 4.545 unidades residenciais, que deverão cumprir as normas e padrões específicos estabelecidos para cada zona.
Os consultores que elaboraram o estudo propõem densidades habitacionais conservadoras, que diminuem e aumentam à medida que se afastam das áreas de conservação identificadas nos estudos. “Portanto, o plano diretor preliminar demonstra que as densidades sugeridas estão em consonância com as expectativas do próprio empreendimento e com as considerações ambientais analisadas.”.
Na Fase I, os lotes propostos para os quatro hotéis ecológicos e para o hotel nas Ilhas do Cabo sugerem densidades bastante conservadoras, de até 10 habitantes por hectare, considerando o dobro do recuo mínimo estabelecido na legislação ambiental para zonas úmidas. Já para os oito lotes destinados a hotéis de frente para a praia de Cabo Rojo, são propostas densidades menores para os terrenos mais próximos das zonas úmidas, aumentando em direção ao cabo, até 30 habitantes por hectare.
De forma semelhante, na Fase II, os oito lotes em frente à praia de La Cueva também seguem os mesmos critérios: os lotes mais próximos da zona de amortecimento têm menor densidade, que aumenta em direção ao cabo, chegando a até 24 habitantes/hectare. “Uma parte significativa do território é proposta como área de conservação, separando as Fases I e II da Fase III, apoiada pela falésia. Portanto, nas Fases III e IV, a serem desenvolvidas acima da falésia, estão previstos lotes com densidades de até 10 habitantes/hectare, sendo as densidades mais baixas aquelas mais próximas das zonas de amortecimento e/ou áreas de conservação propostas.”.

Sugere-se uma densidade de até 10 habitantes por hectare para as vilas do campo de golfe e até 30 habitantes por hectare para Pueblo Rojo, partindo do pressuposto de que este será o centro residencial e comercial do empreendimento Cabo Rojo. “Em conclusão, observa-se que as densidades habitacionais propostas são baixas e conservadoras. Cabe ressaltar que, embora não exista um padrão internacional estabelecido para densidades em áreas protegidas, estas geralmente giram em torno de 20 habitantes por hectare; evidentemente, as características e condições dos ecossistemas presentes na área de desenvolvimento influenciam esse valor.”.
Desenvolvimento hoteleiro
O Plano Diretor propõe a construção de 4.700 quartos em Playa Cabo Rojo, 5.000 em Playa La Cueva, 500 em Playa del Cabo, 900 em Isla del Cabo e 1.100 distribuídos nos quatro hotéis ecológicos.
Quanto às residências, a distribuição é a seguinte: 2.500 para Farallón Residences, 700 para Cabo Residences, 850 para Gold e 495 para Pueblo Rojo.
Usos autorizados do solo
Os consultores do Plano Diretor recomendam que, nas diferentes zonas, sejam também permitidas cabanas ecológicas, estabelecimentos que, tendo a mesma finalidade comercial que os hotéis, ofereçam unidades habitacionais relativamente rústicas, individuais, agrupadas ou isoladas, com um ou mais quartos, mobiladas e equipadas, com ou sem serviços adicionais.
Também estão incluídos os Ecolodges, que são acomodações do tipo chalé com pequena capacidade e alta qualidade ambiental e arquitetônica, vilas de férias e de luxo, apart-hotéis, apartamentos, hotéis com tudo incluído; Casas geminadas ou casas em série (grupo de residências de 2 ou 3 andares, construídas lado a lado e compartilhando uma parede comum), e condo-hotéis.
Da mesma forma, no projeto de Desenvolvimento Turístico de Cabo Rojo, Pedernales poderá incluir restaurantes, bares, discotecas, casinos, lojas de lembranças, agências de viagens, atividades desportivas e excursões terrestres e marítimas.
Também residências turísticas (casas que compõem o setor não hoteleiro, cujos usuários as utilizam como alojamento para passar o verão ou residir, de forma permanente ou semipermanente, fora de seus locais de residência habituais).




