A Sinatracom afirmou que estrangeiros sem documentos "dispostos" a serem explorados pioram as condições de vida.
Extraídodo Diario Libre
SANTO DOMINGO - O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Civil (Sinatracom) declarou nesta quinta-feira que os dominicanos estão dispostos a integrar a força de trabalho do setor caso as condições de trabalho melhorem.
Alberto Félix Martínez, secretário-geral da Sinatracom, afirmou que não é segredo que o setor utiliza mão de obra estrangeira, especialmente trabalhadores sem documentos, para serem empregados em condições "deprimentes".
Félix Martínez salientou que há empresários que questionam a capacidade e a vontade dos trabalhadores dominicanos de encontrar emprego nesse setor.

“Nós somos aqueles que construímos este país ao longo de 177 anos de república, e somos nós que continuaremos a liderar o caminho na construção”, disse ele em uma coletiva de imprensa.
A Sinatracom afirmou que apoia o prazo de três meses dado pelo Governo às empresas e aos empregadores para contratarem estrangeiros em conformidade com a lei.
"É essa falta de controle da imigração que desestabilizou as condições de trabalho no setor", disse Félix Martínez.
Ele salientou que não deveria haver estrangeiros sem documentos trabalhando no setor se um plano para regularizá-los tivesse sido implementado há sete anos.
Os trabalhadores da construção civil argumentaram que a falta de higiene, saúde e segurança no setor da construção civil o torna pouco atrativo para os dominicanos, especialmente em relação ao salário mínimo, que eles acreditam que deveria ser reajustado.
Eles exigiram o cumprimento do Código do Trabalho, que estipula que os estrangeiros nas empresas não podem exceder 20% dos funcionários, exceto em casos justificados.
Projeto
Eles apelaram ao Governo para que implementasse o plano que apresentaram ao Ministério do Trabalho, intitulado "Mãos Dominicanas em Ação".
O projeto estabelece uma forma progressiva de reintegrar os trabalhadores dominicanos no setor da construção civil.




