SANTO DOMINGO– Yajaira Sosa, presidente da Associação Dominicana de Aluguel por Temporada (ADORECO), explicou que a maior concentração de imóveis que operam sob esse modelo de hospedagem está em Santo Domingo, Punta Cana e Santiago. “Essas três cidades representam os principais polos do setor de aluguel por temporada na República Dominicana”, afirmou.
A empresária informou que Santo Domingo possui mais de 4.148 imóveis ativos no regime de aluguel por temporada, com uma taxa de ocupação aproximada de 37%. "A capital continua a consolidar sua posição como um local chave nesse mercado", afirmou.
Ele também atribuiu uma parcela significativa do volume total a Punta Cana. Explicou que a ocupação chega a 49%, com diárias médias de US$ 121, segundo estimativas da plataforma. "Punta Cana é uma das áreas que mais impulsionam o modelo de aluguel por temporada", observou.
No caso de Santiago, Sosa indicou que a cidade mantém um crescimento sustentado. Ele explicou que o destino se tornou um ponto estratégico para viajantes a trabalho, estudo ou saúde. "Santiago continua a se posicionar como uma cidade com demanda estável e variada", afirmou.
Em relação às preocupações sobre o uso indevido de algumas propriedades, a presidente da ADORECO explicou que se tratam de casos muito específicos. “São situações isoladas. As plataformas possuem controles e verificações para evitar irregularidades”, assegurou.
Expansão e volume do setor
Sosa informou que aproximadamente 45.000 imóveis operam atualmente sob o regime de aluguel por temporada em todo o país. Ele especificou que a maioria está concentrada em Santo Domingo, Punta Cana e Santiago, embora tenha observado que também existem imóveis registrados em outras localidades.
A líder considerou que esse volume reflete a expansão do modelo em diferentes regiões do país. "O crescimento dos aluguéis de curta duração permitiu que essa modalidade se integrasse como uma alternativa estável no panorama imobiliário dominicano", afirmou.
Ele acrescentou ainda que este tipo de alojamento não se limita ao turismo tradicional. Explicou que muitas pessoas utilizam este serviço por de trabalho, académicos, médicos ou familiares.
Sosa afirmou que o setor gera empregos em diversas áreas, como limpeza, manutenção, transporte e administração. "É um modelo que também impulsiona a economia local", destacou.
Desafios
Em relação aos principais desafios do setor, Sosa considerou necessário avançar rumo a regulamentações claras para registro, categorização e convivência. "Os aluguéis de curta duração são um modelo de hospedagem diversificado que precisa de regulamentação e profissionalização para garantir sua sustentabilidade", explicou.
Ele também observou que as plataformas implementam medidas de segurança e cadastro de visitantes, ações que contribuem para maior transparência nas operações do setor.




