O projeto como um todo beneficiará mais de 350.000 pessoas e contará com o apoio financeiro da Canadian Commercial Corporation (CCC).
SANTO DOMINGO - O governo construirá 384 apartamentos para realocar famílias que vivem nos arredores de Guajimía, uma das ravinas que mais gera poluição ambiental e representa uma ameaça para seus habitantes, devido às cheias de seus afluentes durante as chuvas e ao lixo que carrega constantemente.
A construção das casas é uma das três fases do projeto, que representa um investimento total de US$ 139 milhões. A fase de saneamento, lançada hoje pelo presidente Luis Abinader, custará mais de US$ 50 milhões.
Além das moradias, a primeira fase inclui um estudo de impacto ambiental realizado no ano passado. A segunda fase envolve a construção de uma estação de tratamento de esgoto, e a terceira incorporará um emissário submarino e a linha de bombeamento da estação de tratamento.

Os trabalhos na ravina começarão com a limpeza de 5,4 quilômetros da parte superior da bacia do Guajimía, que inclui as ravinas de Buenos Aires, El Indio, La Ureña, Villa Aura e Las Caobas. A ravina em si tem 13,58 quilômetros de extensão e, com seus afluentes, atinge um comprimento total de 18,16 quilômetros.
O projeto como um todo beneficiará mais de 350.000 pessoas e contará com o apoio financeiro da Canadian Commercial Corporation (CCC).
Distribuição de moradias
O projeto está sendo supervisionado por Felipe Suberví, diretor-geral da Companhia de Água e Esgoto de Santo Domingo (CAASD), que explicou que o início da segunda etapa da limpeza da ravina foi possível graças à aprovação do empréstimo pelos deputados e senadores, e que ficou acordado que os apartamentos seriam entregues por meio deles.
"O acordo firmado com os membros da comunidade foi que representantes de todos os partidos políticos supervisionariam a entrega das casas", disse o diretor da Caasd.
Ele indicou que os legisladores serão responsáveis por garantir que as casas sejam entregues às pessoas certas.
Uma bomba-relógio
A ravina de Guajimía, localizada no município de Santo Domingo Oeste, é uma fonte constante de poluição e um risco para os moradores, especialmente quando o nível da água sobe durante a estação chuvosa. Ela se estende por seis quilômetros, começando na comunidade de Santa Clara, na rodovia Herrera-Haina, e desaguando no rio Haina, onde despeja uma grande quantidade de resíduos que, segundo organizações ambientais, prejudicam as populações de peixes.
"Quando uma ravina que precisava ser modificada foi usada como exemplo de tudo o que é negativo — em termos de saúde, segurança e mortes — a ravina de Guajimía foi usada como exemplo", explicou o presidente




