SANTO DOMINGO –Fevereiro é o mês da pátria e, como tal, o país presta homenagem aos seus fundadores e símbolos nacionais, criados para exaltar a identidade nacional. Nesta quarta-feira, o presidente Luis Abinader liderou o tradicional hasteamento da Bandeira Nacional na esplanada em frente ao Palácio Nacional.
"Para um cidadão, honrar os símbolos que representam sua nacionalidade é motivo de satisfação pessoal e orgulho cívico. É uma demonstração de respeito e lealdade que enobrece e eleva tanto o indivíduo quanto a nação", declarou o chefe de Estado em seu discurso de abertura.
Parte da cerimônia inclui uma salva de 21 tiros e o canto do hino nacional por 150 cadetes da Polícia Nacional, do Exército Nacional e da Marinha Dominicana. Aproveitamos esta oportunidade para compartilhar com nossos leitores a história da bandeira e suas cores.
A bandeira e sua história
A bandeira dominicana foi idealizada por Juan Pablo Duarte e seu desenho foi aprovado pelos Trinitários em 16 de junho de 1838. Voou orgulhosamente pela primeira vez em 27 de fevereiro de 1844, dia da Independência Nacional. Foi feito por Concepción Bona e María Trinidad Sánchez.
É o símbolo mais importante que representa o país e, juntamente com o brasão de armas e o hino nacional, detém o estatuto de símbolo nacional. Apresenta uma cruz no centro que se estende até às extremidades, dividindo a bandeira em quatro retângulos: os superiores são azuis (no lado da haste) e vermelhos, e os inferiores são vermelhos (no lado leste) e azuis. No centro da cruz encontra-se o brasão de armas da República Dominicana, representando uma Bíblia aberta encimada por uma pequena cruz. A leitura do Evangelho, capítulo e versículo apresentados são de João 8:32: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
A origem da bandeira reside na bandeira francesa, não devido ao breve período em que fomos colônia francesa, mas sim pela influência da Revolução Francesa nos movimentos de independência da América Latina. Ao contrário do brasão dominicano, ela não sofreu muitas modificações. A primeira disposição de suas cores foi criada por Juan Pablo Duarte, que concebeu o desenho original e, em 16 de julho de 1838, obteve a aprovação dos Trinitários para sua produção. Duarte colocou uma faixa azul na parte superior da bandeira e uma faixa vermelha na parte inferior, com uma cruz branca ao centro. Posteriormente, essa disposição de cores foi alterada, de modo que as cores (vermelho e azul) passaram a se alternar, como ocorre atualmente (azul-vermelho, vermelho-azul); esta é a segunda Bandeira Nacional.
O simbolismo das cores também se deve a Duarte, que o descreveu da seguinte forma: o azul ultramarino representa o céu que cobre a pátria, que Deus protege a nação dominicana e os ideais de progresso dos dominicanos; o vermelho-vermelhão simboliza o sangue derramado pelos patriotas nas batalhas pela independência; o branco representa a paz e a unidade entre todos os dominicanos.
A bandeira dominicana foi hasteada pela primeira vez em 27 de fevereiro de 1844, na Puerta del Conde. As primeiras bandeiras foram confeccionadas por diversas mulheres, entre elas Concepción Bona, María Trinidad Sánchez, María de Jesús Piña e Isabel Sosa. As irmãs Villa fizeram a primeira bandeira a ser hasteada na região de Cibao, evento que ocorreu em 4 de março de 1844, na cidade de La Vega.
A bandeira dominicana é o símbolo máximo de patriotismo, liberdade e soberania para os dominicanos. Ela tem seu próprio dia de celebração, embora deva ser homenageada todos os dias por meio de gestos e ações; o Dia da Bandeira Nacional é 27 de fevereiro.
Uso nacional
A bandeira nacional é hasteada diariamente do nascer ao pôr do sol, em dias úteis, em todas as instituições do Governo Central, órgãos estatais descentralizados, bem como em dependências municipais, judiciais e outras dependências do Estado.” (Artigo 3, Lei 360).
Nas fortalezas, destacamentos, quartéis e instalações das Forças Armadas e da Polícia Nacional, será erguido de acordo com os regulamentos militares e policiais emitidos para esse fim pelo Poder Executivo.” (Parágrafo 1, Artigo 3, Lei 360).
O Presidente da República usa-a no peito, na faixa presidencial. As embaixadas e consulados dominicanos também devem hasteá-la nas suas representações no estrangeiro; além disso, nas residências dos embaixadores dominicanos, nos feriados nacionais dominicanos, ao lado da bandeira do país onde servem. A bandeira usada pelos navios mercantes não ostenta o brasão de armas.
Dimensões da bandeira
A bandeira nacional para uso oficial será de três tipos, quanto às suas dimensões: a menor, com seis pés de comprimento por quatro pés de largura; as médias, com dez pés de comprimento por seis pés de largura; e a maior, entre dois metros e meio e oito metros e meio de comprimento, por entre um metro e vinte e cinco e quatro metros e vinte e cinco de largura.” (Artigo 6, Lei 360)
Qualquer instituição privada pode ter sua própria bandeira distintiva, que pode exibir livremente em seu estabelecimento, mas se também hastear a bandeira nacional, esta não poderá ser maior nem estar colocada a uma altura maior do que a bandeira nacional. (Artigo 9, Lei 360).
Qualquer bandeira nacional danificada, rasgada, desbotada ou em mau estado de conservação deve ser queimada com a devida solenidade e respeito (Artigo 11, Lei 360). É proibido cortar em pedaços, destruir, jogar no lixo ou descartar a bandeira nacional de qualquer outra forma (Artigo 12, Lei 360).
Fontes: Blog Our Children e República Dominicana, Site da Comissão Presidencial de Apoio ao Desenvolvimento Provincial.
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