Eles entrarão com uma ação judicial contra o Estado Dominicano e a Câmara Municipal do Distrito Nacional, que consideram corresponsáveis pelo trágico acontecimento.
SANTO DOMINGO- O corpo de Ruth Elisa Seija Jerez, uma das vítimas do desabamento do teto da boate Jet Set em 8 de abril, que deixou 236 mortos e mais de 180 feridos, será exumado para dar suporte ao recurso que será apresentado contra a medida coercitiva que libertou os irmãos Antonio e Maribel Espaillat, acusados pelo trágico evento.
A informação foi divulgada no domingo pelo escritório do advogado Ángel Lockward, que explicou que a jovem, gerente de banco, teve sua morte inicialmente atribuída a causas naturais pelo centro médico que a atendeu. No entanto, sua família busca esclarecer as verdadeiras circunstâncias de seu falecimento como parte de um processo judicial em andamento.
Também foi noticiado que eles entrarão com um processo contra o Estado Dominicano e a Prefeitura do Distrito Nacional, que consideram corresponsáveis pelo trágico acontecimento.
Segundo o comunicado de imprensa, a exumação ocorrerá no cemitério Jardín Memorial, localizado na Avenida Jacobo Majluta, e faz parte da estratégia jurídica para dar suporte ao recurso que apresentarão contra a medida coercitiva imposta a Antonio e Maribel Espaillat, os principais envolvidos no caso.
Segundo Lockward, os familiares de Seija Jerez rejeitaram a decisão que concedeu fiança de 50 milhões de pesos aos dois principais réus no colapso do estabelecimento.
Juiz questiona decisão
O advogado questionou a decisão da juíza Fátima Veloz, salientando que a medida coercitiva imposta "equivale um evento com 235 mortes e 180 feridos a um acidente de trânsito". Ele afirmou que o tribunal deveria ter considerado alternativas como a prisão preventiva ou a prisão domiciliar.
Lockward também criticou o juiz por impor apenas uma objeção temporária à transferência de bens do acusado Antonio Espaillat por um período de 60 dias — que já expirou — e por rejeitar também a objeção solicitada em relação aos bens da empresa proprietária do estabelecimento falido, que permitiu movimentações financeiras, incluindo a emissão de cheques no valor de mais de 25 milhões de pesos.
Com relação aos acordos apresentados ao tribunal, a defesa considerou insuficiente o fato de apenas cinco dos 57 acordos corresponderem a vítimas falecidas — das quais três eram funcionários — enquanto os demais são pagamentos referentes a benefícios trabalhistas ou indenizações de menor valor administradas por advogados particulares.




