“Os grandes empreendedores turísticos seguem as regulamentações, ao contrário de alguém que compra uma propriedade em uma área turística e só tem uma toalha ou um lençol, e aí o turista fica com a impressão de que o turismo ali é um desastre. Isso distorce o que é turismo”, disse ele.
SANTO DOMINGO -A Associação Dominicana de Empresas de Turismo e Imobiliárias (ADETI) acredita que as operações das plataformas digitais que oferecem hospedagem turística devem ser regulamentadas, não apenas do ponto de vista fiscal, mas também para garantir a segurança e a saúde dos turistas e proteger a imagem da República Dominicana como destino turístico.
O presidente da ADETI, Jorge Subero Medina, destacou que as plataformas digitais de aluguel de temporada, como o Airbnb e outras, não devem ser vistas apenas como concorrência desleal para o setor hoteleiro, mas sim como ferramentas que podem afetar o destino turístico.
Ele afirmou que a segurança é vital para o setor turístico e que a polícia tem acesso aos hotéis e pode consultar as imagens das câmeras de segurança caso ocorra um crime, mas em um prédio de apartamentos, não se sabe quem está alugando ou quem entrou ou fez o check-in.
Em relação à higiene, Subero enfatizou que todas as instalações hoteleiras possuem padrões e regulamentos estabelecidos, enquanto que em um apartamento alugado por meio de uma plataforma digital, se estiver sujo, isso reflete negativamente no prédio, na região e no destino.
“Os grandes empreendedores turísticos seguem as regulamentações, ao contrário de alguém que compra uma propriedade em uma área turística e só tem uma toalha ou um lençol, e aí o turista fica com a impressão de que o turismo ali é um desastre. Isso distorce o que é turismo”, disse ele.
Michael Lugo, diretor executivo da ADETI, acrescentou que a regulamentação das plataformas digitais que oferecem serviços de curta duração em destinos turísticos é fundamental para o cumprimento das normas de segurança, saúde e qualidade de serviço.
Ele destacou que houve um grande aumento nessas acomodações, que representavam 7,1% do total em 2019 e estima-se que cheguem a 28,55% em 2021.
Lugo destacou que, por meio do Ministério do Turismo, está sendo formado um grupo de trabalho público-privado para criar regulamentações que levem em consideração esses aspectos, e não apenas o aspecto tributário.
Subero afirmou que existe concorrência desleal, pois os hotéis pagam seus impostos, mas entendem que as plataformas têm um impacto positivo na economia, já que empregam mão de obra local, e é por isso que não se opõem a elas.
“O acesso à tecnologia não pode ser negado; a única coisa que podemos fazer é regulamentá-lo”, afirmou.
Ele disse que regulamentações já estão em vigor em cidades americanas como Miami, Nova York e São Francisco, bem como em Madri e em diversos países da América do Sul.
Fonte: Economy Today




