SANTO DOMINGO – Semanas após anunciar abordagens a empresas alemãs interessadas na produção de semicondutores, a República Dominicana continua a expandir seus esforços para se posicionar em um dos setores tecnológicos mais estratégicos do mundo.
Segundo o Ministério da Indústria, Comércio e PME (MICM), o Ministro Víctor “Yayo” Sanz Lovatón apresentou aos representantes da Associação Espanhola da Indústria de Semicondutores (AESEMI) as vantagens competitivas que o país oferece para atrair investimentos ligados à fabricação e montagem de componentes eletrônicos.
Segundo a organização, o encontro faz parte de uma agenda de trabalho desenvolvida na Espanha para promover a República Dominicana como um nearshore para empresas que buscam diversificar suas cadeias de suprimentos e aproximar parte de sua produção dos mercados da América e da Europa.
Durante a reunião, o funcionário delineou as condições que permitiriam ao país receber operações relacionadas à fabricação de placas de circuito impresso (PCBs), componentes eletrônicos, semicondutores discretos e processos de montagem, teste e embalagem de dispositivos tecnológicos.
Espanha adere à estratégia dominicana para atrair semicondutores
Segundo o MICM, o governo dominicano busca construir relações industriais de longo prazo com os principais atores do ecossistema europeu de semicondutores, um setor que ganhou importância estratégica devido à crescente demanda por dispositivos tecnológicos, veículos elétricos, equipamentos médicos e inteligência artificial.
Sanz Lovatón reconheceu o papel que a Espanha desempenha no setor tecnológico europeu e manifestou interesse em fortalecer os laços com empresas especializadas nessa área.
A reaproximação ocorre num contexto em que os Estados Unidos, a Europa e outras economias desenvolvidas estão a promover políticas para diversificar as suas cadeias de abastecimento e reduzir a dependência dos grandes centros de produção asiáticos.
Os pontos fortes da República Dominicana
Segundo o Ministério, existem atualmente cerca de 25 empresas de eletrônicos operando na República Dominicana, incluindo Eaton, Rockwell, Jabil e Vishay, que exportam principalmente para o mercado americano.
O funcionário também destacou a existência de incentivos ao investimento, o regime de zona de livre comércio, a localização geográfica do país e a disponibilidade de mão de obra qualificada como elementos que fortalecem a proposta dominicana.
Segundo dados apresentados pelo MICM, a República Dominicana exporta anualmente mais de US$ 3 bilhões em dispositivos médicos e cerca de US$ 1,2 bilhão em dispositivos eletrônicos, além de contar com mais de 40.000 trabalhadores capacitados para os setores tecnológico e industrial.
Um setor declarado como prioridade nacional
Promover o investimento em semicondutores faz parte da estratégia do governo para desenvolver atividades de maior valor agregado na economia nacional.
Conforme lembrou o MICM, o Decreto 324-24 declarou o desenvolvimento da indústria de semicondutores na República Dominicana como uma alta prioridade nacional, com o objetivo de atrair novos investimentos, fortalecer as capacidades tecnológicas do país e gerar empregos especializados.
Com as abordagens adotadas tanto na Alemanha quanto agora na Espanha, as autoridades buscam posicionar o país como um destino competitivo para empresas que participam de uma das cadeias produtivas mais importantes da economia global.
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