SANTO DOMINGO -A República Dominicana deu um passo adiante em suas políticas climáticas ao integrar a Mercado de Carbono, renomeando o Conselho Nacional para Mudanças Climáticas e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que, de acordo com o Decreto nº 358-25, passará a se chamar Conselho Nacional para Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono.
Essa mudança de nome é uma adaptação do sistema jurídico nacional aos mandatos do Acordo e ao seu conjunto de regras, concluído em novembro de 2024 na COP29 no Azerbaijão, onde os regulamentos do seu artigo 6 e todas as suas seções foram definitivamente aprovados.
O Artigo 6 do Acordo de Paris, que facilita e regulamenta a cooperação nacional e internacional para a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio do Mercado de Carbono, substitui o Protocolo de Quioto e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, uma das ferramentas criadas por esse tratado que fornecia apoio a projetos que poderiam gerar créditos de carbono certificados.
No total, a República Dominicana 15 projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, sendo o país caribenho com o maior número de iniciativas desenvolvidas.
O país já desenvolveu ferramentas como o sistema piloto de Comércio de Emissões, como parte da CiACA (Instrumentos Colaborativos para Ações Climáticas Ambiciosas) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e com apoio técnico do Centro de Colaboração Regional do Caribe.
Além disso, o setor privado nacional está desenvolvendo iniciativas como Empresas Sustentáveis e adaptando seus programas de sustentabilidade para gerar um mercado voluntário de emissões de gases de efeito estufa, o que abre caminho para a integração da República Dominicana ao mercado internacional de carbono.
Por meio do Decreto nº 358-25, a entidade mantém seu papel como Autoridade Nacional Designada perante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para endossar ou contestar relatórios de redução ou captura de emissões de carbono em nível nacional, o que facilita a participação do setor privado dominicano nos mercados de carbono.
O Decreto nº 358-25 estipula ainda que o Conselho Nacional para as Alterações Climáticas e o Mercado de Carbono seja vinculado ao Ministério da Presidência.




