SANTO DOMINGO.- "Esse é um assunto que não vou abordar agora... É uma questão que está em suspenso; a instituição fará um pronunciamento posteriormente",declarou Luis Valdez Veras, Diretor Geral da DGII (Direção Geral de Impostos Internos), na terça-feira.
O Ministro das Finanças, José Manuel (Jochi) Vicente, declarou no final de setembro passado que, embora não saiba quando entrará em vigor, o orçamento do próximo ano inclui a taxação destas plataformas e que "Não o fazer é um sacrilégio".
Questionado por repórteres ao sair da apresentação da nova diretoria da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) , Valdez Veras disse que posteriormente daria mais detalhes ao público sobre o impacto desses impostos em serviços digitais como Airbnb, Netflix, Amazon, Spotify e outros utilizados no país.
Na página 75 do projeto de Lei Geral do Orçamento do Estado, que contém 242 páginas, estabelece-se que, para aquele ano, haverá um grupo de ação e regulamentos administrativos que terão um efeito decisivo na sustentabilidade dos recursos e no cumprimento das obrigações internas e externas.
O que disse o ministro das Finanças
Isso vai acontecer (a cobrança de impostos). Não acontecer seria um sacrilégio. O Airbnb representa uma concorrência desleal para os nossos hotéis, para os hotéis de propriedade dominicana, para os trabalhadores dominicanos”, afirmou Vicente em reunião com jornalistas do setor econômico, referindo-se à plataforma internacional que permite o aluguel online de acomodações oferecidas por seus próprios anfitriões.
No entanto, ele reconheceu que definir o mecanismo de tributação “não é tão fácil”. “Porque não se pode impor um imposto de renda sobre o Airbnb, já que ele não está aqui (no país), e o que estamos fazendo é, com base em experiências internacionais, buscar maneiras de garantir que essas plataformas digitais, pela renda que geram de fontes dominicanas, recebam uma tributação razoável.”.




