SANTO DOMINGO –A possibilidade de intervenção do Estado no mercado de arrendamento e a aplicação de novas sanções aos inquilinos que não pagam rendas de longa duração estão entre os aspetos debatidos pela comissão especial que estuda o projeto de lei sobre Arrendamentos e Despejos de Imóveis, que se encontra atualmente em análise na Câmara dos Deputados.
Após as audiências públicas, a equipe se reuniu novamente duas vezes e discutiu ambas as possibilidades, duas propostas majoritárias apresentadas pelos setores imobiliários que participaram da consulta pública na Assembleia Nacional, segundo publicação do Diario Libre, divulgada em sua edição de 12 de julho.
O projeto poderá ser aprovado antes do término da atual sessão do Congresso, em 26 de julho, visto que os legisladores que analisam o projeto de lei estão na fase final de seus estudos.
Após realizar audiências públicas em 27 de junho para ouvir as opiniões e observações dos setores envolvidos, a comissão está trabalhando na análise das posições de cada grupo que compareceu ao Congresso Nacional para apresentar suas possíveis modificações à proposta legislativa.
Após a análise das posições, a comissão estará pronta para apresentar um relatório ao plenário e obter a aprovação do projeto em segunda leitura, visto que a proposta legislativa foi sancionada em primeira discussão em 24 de maio.
Encerramento do ciclo congressional
O primeiro período legislativo termina em 26 de julho e permanecerá fechado até 16 de agosto. A comissão especial de deputados explicou que está trabalhando em possíveis modificações ao relatório para apresentá-lo nas próximas sessões, de modo que possa ser aprovado e enviado ao Senado para revisão.
O presidente da Câmara dos Deputados também pretende aprovar o projeto de lei antes do fim da sessão legislativa, já que, segundo Alfredo Pacheco, a situação do imposto de renda no país "é um desastre" que precisa ser resolvido. Como proponente do projeto, ele valorizou a atenção que o projeto recebeu e a intenção de aprová-lo
A iniciativa visa regulamentar as condições legais decorrentes do aluguel de imóveis destinados à habitação ou outros usos.
Algumas observações do setor imobiliário
A Associação de Agentes e Empresas Imobiliárias (AEI) propõe que, quando um inquilino rescindir unilateralmente um contrato de aluguel antes do prazo estipulado, deverá pagar 50% do valor de um mês de aluguel se não houver danos ao imóvel, e dois meses de aluguel se houver deterioração do imóvel, nas mesmas circunstâncias.
O projeto aprovado em maio passado, em primeira leitura na Câmara dos Deputados, estipula, no artigo 14, que, em caso de rescisão unilateral do contrato pelo inquilino antes do prazo estipulado, este será obrigado a pagar ao proprietário 20% do valor do aluguel referente ao período restante até o término do contrato.
Da mesma forma, a Associação de Corretores de Imóveis propõe que, quando o proprietário decidir não renovar o contrato, notifique o inquilino com três meses de do término do contrato, caso o imóvel seja ocupado por um estabelecimento comercial ou industrial, e com dois meses de antecedência, caso seja ocupado para fins residenciais.
A ACOPROVI, Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários, sugere que os proprietários podem aumentar o preço do aluguel quando forem feitas melhorias nas casas.
O novo artigo proposto pela associação de construtores, no entanto, estipula que o aumento não deve ultrapassar 20% do valor atual do aluguel, e também determina que o aumento para benfeitorias seja distribuído proporcionalmente quando se tratar de um prédio em condomínio.




