Lei de Locação
No final de agosto, Alfredo Pacheco, presidente da Câmara dos Deputados, apresentou o projeto de lei sobre aluguéis e despejos de imóveis, apelando aos legisladores para que compreendessem a importância da medida, uma vez que esta contribuirá para impulsionar o desenvolvimento imobiliário no país.
"Portanto, este assunto precisa ser abordado, é necessário aprovar legislação, é preciso trabalhar nesta questão para impulsionar o desenvolvimento imobiliário na República Dominicana. Por isso, faço este apelo porque esta é uma lei importante", disse Pacheco, que apresentou o projeto de lei em 26 de agosto.
Pacheco atribuiu a iniciativa aos ex-deputados Henry Merán e Demóstenes Martínez, que apresentaram o projeto em 2018 com o nome de "Lei Geral de Aluguéis e Despejos de Imóveis".
“O ex-congressista Henry Merán, Demóstenes Martínez e nós temos trabalhado nesta iniciativa há muitos anos, mas Mateo Espaillat também se interessou e está trabalhando neste projeto.”
Ele afirmou ter conversado com o Presidente da República, Luis Abinader, que concordou com a aprovação do projeto de lei, que está sendo analisado por uma comissão da Câmara dos Deputados.
Estudo sobre aluguéis de curta duração no país
Em outubro passado, dois altos executivos da plataforma Airbnb visitaram o país para compartilhar com os representantes do setor imobiliário os resultados de um estudo realizado sobre o impacto econômico dos aluguéis de curta duração na República Dominicana.
“O estudo reflete as contribuições desta plataforma para o desenvolvimento econômico do meio ambiente e dos serviços derivados de um usuário do Airbnb em nosso país”, declarou Alberto Bogaert, presidente da AEI, Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias, entidade que os representantes visitaram para apresentar os resultados da pesquisa.
Carlos Muñoz, diretor de campanhas e políticas públicas para o Caribe e a América Central do Airbnb, com sede em Washington, e Enmanuel Alcántara, foram os delegados que estiveram no país para apresentar o relatório do estudo a entidades ligadas ao setor imobiliário.
A pesquisa foi conduzida pela Oxford Economics e, embora não tenham especificado a data de divulgação ao público, o que fica claro é que ela demonstra a importância que a empresa atribui ao mercado dominicano, cuja plataforma cresceu significativamente nos últimos dois anos.
Uma cooperativa imobiliária
O Decreto 464-22, de 16 de agosto deste ano, autoriza o funcionamento da Coopinmobilia, a primeira cooperativa dedicada ao desenvolvimento imobiliário no país. Sua presidente, Wanda del Orbe, afirma que esta é uma iniciativa para todo o setor e que planejam envolver diversos atores, como construtoras (ACOPROVI) e proprietários de lojas de materiais de construção (ASODEFE). Ela acrescentou que já se reuniram com Alberto Bogaert, presidente da AEI (Associação de Incorporadoras Imobiliárias), para coordenar ações conjuntas.
Um dos objetivos da Coopinmobilia é auxiliar os agentes imobiliários a economizar dinheiro, para o que criaram diversos produtos, adequados às diferentes etapas de seus projetos e às suas necessidades.
“Para mim, este é o projeto mais importante que criamos, porque vamos capacitar os consultores para que eles possam se organizar, ganhar a vida com isso e deixar um legado para as futuras gerações. É um exercício em que hoje você tem dinheiro e amanhã não tem mais, mas se começarmos a semear agora, estaremos deixando um legado para todos esses jovens, e eles também se tornarão empreendedores organizados”, explicou Del Orbe.




