SANTO DOMINGO -Os engenheiros e arquitetos reunidos no CIC, Comitê Institucional Codiano, apelaram mais uma vez ao Governo para que atenda às suas reivindicações e pague o que o Estado lhes deve como empreiteiros.
Nesse sentido, apelaram às autoridades competentes para que providenciassem o pagamento do trabalho realizado, mas não pago, durante o período natalício, reiterando que se cansaram de contactar ministros, diretores e outros funcionários, tendo os seus esforços revelado-se infrutíferos.
Eles expressaram, por meio das redes sociais, que é uma prática muito comum dos governos colocar engenheiros e arquitetos para trabalhar nesta época do ano e não pagar-lhes pelo trabalho de Natal.
“Essa prática recorrente dos governos que tivemos no país, nos últimos 26 anos, de não honrar seus compromissos, levou, com grande tristeza e dor, ao suicídio e à morte de 25 profissionais entre 1996 e 2022, pelas mesmas causas e razões: os responsáveis por essas instituições não honraram o pagamento ao final dos trabalhos e projetos realizados”, declararam os profissionais.
Os empreiteiros disseram estar cansados de bater às portas dos gabinetes de ministros e diretores de instituições e de receber como resposta que não há dinheiro para pagar pelas obras incluídas nos respectivos orçamentos e, além disso, que não há recursos para pagá-las, alegando que se tratam de dívidas de administrações passadas; esquecendo-se de que o Estado é uma entidade única e contínua.
Eles explicaram que seu principal objetivo é cobrar “as dívidas que o Estado Dominicano tem com mais de 300 empreiteiras registradas, além de outras situações que nos afetam, como o questionamento que a Codia vem recebendo da maioria dos membros e da sociedade dominicana”.
“Por essas razões, decidimos participar da articulação de ações para que nossa Faculdade possa enquadrar suas atividades profissionais no âmbito das leis que a criaram, as Leis 6160, 6201 e 6200, e seus regulamentos internos”, afirmaram.




