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Tendências globais que redefinem o investimento em imóveis turísticos, analisadas na Forbes Real Estate Summit 2026

No evento imobiliário, os especialistas concordaram que o modelo atual está focado em estilo de vida, rentabilidade, experiência e sustentabilidade, bem diferente do modelo clássico de segunda residência.

SANTO DOMINGO –  É evidente que o turismo imobiliário é um dos motores mais dinâmicos do desenvolvimento econômico em destinos turísticos em todo o mundo, como comprovado no Forbes Real Estate Summit 2026, realizado em Punta del Este, Uruguai.

Consultando o site e os documentos da reunião, constatou-se que incorporadores, investidores, arquitetos e urbanistas concordaram que o investimento imobiliário ligado ao turismo ultrapassou o modelo clássico de segunda residência, tornando-se uma proposta abrangente baseada em estilo de vida, rentabilidade, experiência e sustentabilidade.


As discussões na reunião não apenas definiram tendências para o Cone Sul, mas também ofereceram insights claros para mercados como a República Dominicana, que combina crescimento sustentado do turismo, estabilidade macroeconômica e uma oferta imobiliária cada vez mais sofisticada.

De Tijolos e Tijolos à Experiência:


Um dos pontos de consenso mais frequentes em Punta del Este foi que o valor imobiliário não é mais definido apenas pela localização ou metragem quadrada, mas pela experiência que o projeto pode oferecer ao inquilino. Análises publicadas pela Forbes Uruguai enfatizam que o novo mercado imobiliário de luxo se baseia na integração de arquitetura, entorno natural, serviços, bem-estar, conectividade e gestão profissional.


Essa mudança conceitual encontra terreno fértil na República Dominicana, em polos como Punta Cana, Cap Cana, Las Terrenas, Cabarete e Santo Domingo, que evoluíram para empreendimentos residenciais que integram marinas, campos de golfe, instalações de bem-estar, gastronomia e serviços de hotelaria.

Os relatórios do Global Property Guide classificam essas áreas entre os destinos de aluguel de temporada de melhor desempenho no Caribe, reforçando a viabilidade do modelo.

Oportunidade e Concorrência:

A cúpula revelou um crescente interesse de investidores dos EUA, da Europa e da América Latina em destinos que combinam segurança jurídica, conectividade aérea e demanda turística estável.

Nesse cenário, a República Dominicana compete diretamente com mercados como Uruguai, México e Costa Rica para atrair investimentos imobiliários de longo prazo.


Dados do Banco Central da República Dominicana e do Ministério do Turismo confirmam que o país ultrapassou a marca de 11 milhões de visitantes em 2025, o que sustenta a demanda por produtos voltados para aluguéis de curta e média duração.


Economia e transformação territorial

O turismo imobiliário vai além do setor da construção civil, como comprovam estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que indicam que esse modelo gera vínculos produtivos em emprego, serviços, infraestrutura e consumo local.

Na República Dominicana, o desenvolvimento turístico-residencial transformou territórios inteiros, como aconteceu em Bávaro-Punta Cana e, mais recentemente, em Miches e no litoral norte, onde o investimento privado acelerou os processos de urbanização e conectividade.


No entanto, especialistas ligados à Associação Americana de Economia Imobiliária e Urbana (AREUEA) alertam que o crescimento acelerado também apresenta desafios estruturais: planejamento urbano, acesso à moradia para a população local, pressão sobre os serviços públicos e a infraestrutura, e sustentabilidade ambiental.

A experiência internacional demonstra que os países que equilibramo investimento privado com uma regulamentação eficiente alcançam impactos mais duradouros. É aqui que entra a necessidade de regular a renda de curto prazo.

Lições para o Modelo Dominicano:

Uma das lições mais relevantes do caso uruguaio, discutido em Punta del Este, é a importância da eficiência institucional e da clareza regulatória como fatores para atrair capital de qualidade. O Uruguai transformou esses elementos em uma vantagem competitiva, um ponto de referência pertinente para a República Dominicana, onde os atores do setor apontaram a necessidade de simplificar os processos de licenciamento e fortalecer o planejamento urbano, de acordo com análises publicadas pela Forbes América Central e Caribe.


Da mesma forma, o crescimento de compradores remotos e nômades digitais, um tema recorrente na cúpula, abre novas oportunidades para o país, que já possui conectividade aérea, clima favorável e serviços turísticos consolidados — fatores destacados em relatórios de turismo da ONU.

Um setor com valor estratégico

. As tendências discutidas no Uruguai confirmam que o turismo imobiliário continuará sendo um importante motor da diversificação econômica e, para a República Dominicana, o desafio não é apenas atrair mais investimentos, mas atrair investimentos de melhor qualidade, capazes de elevar os padrões urbanos, gerar desenvolvimento sustentável e posicionar o país como um dos principais polos imobiliários e turísticos do Caribe.

Dados principais

: Mais de 11 milhões de visitantes em 2025 na República Dominicana
Fonte: Banco Central da República Dominicana / Ministério do Turismo.
Áreas com maior retorno em aluguéis de temporada: Punta Cana, Cap Cana, Las Terrenas.
Fonte: Global Property Guide.
Alto impacto no emprego e na infraestrutura local.
Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Leituras de especialistas:

“O novo mercado imobiliário de luxo é definido pela experiência e integração com o meio ambiente.”
- Análise do setor, Forbes Uruguai:
“A falta de profissionalização no setor imobiliário turístico representa um dos principais riscos competitivos para destinos consolidados.”
Especialistas do setor citados no El Inmobiliario

“O turismo imobiliário gera crescimento, mas requer planejamento urbano e regulamentação eficiente.”
- Estudos e apresentações da AREUEA

Turismo imobiliário: impactos e principais conclusões para a República Dominicana

EixoLeitura essencial para a República DominicanaReferência editorial
Evolução do produtoO turismo imobiliário está migrando das tradicionais segundas residências para projetos abrangentes baseados em experiência, serviços e estilo de vida.Análise do Forbes Real Estate Summit 2026 e publicações da Forbes Uruguai
Proposta de valorO novo mercado imobiliário de luxo prioriza o bem-estar, a integração com o meio ambiente, a conectividade e a gestão profissional de ativos.Forbes Uruguai
demanda internacionalHá um interesse crescente por parte de investidores dos EUA, Europa e América Latina em destinos com estabilidade, conectividade aérea e turismo sustentável.Forbes Real Estate Summit 2026
Posicionamento da República DominicanaResorts como Punta Cana, Cap Cana e Las Terrenas estão entre os mercados de melhor desempenho para aluguéis de temporada no Caribe.Guia Global de Imóveis
Impacto econômicoO turismo imobiliário gera vínculos produtivos em termos de emprego, serviços, infraestrutura e consumo local.Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Transformação territorialOs empreendimentos turísticos-residenciais impulsionaram a transformação de territórios como Bávaro-Punta Cana e Miches.Análise setorial / BID
Riscos de crescimentoO rápido crescimento exige planejamento urbano, regulamentação eficiente e sustentabilidade ambiental para evitar desequilíbrios.Associação Americana de Imóveis e Economia Urbana (AREUEA)
Competitividade regionalA profissionalização do setor imobiliário e de serviços é fundamental para competir com destinos emergentes.Análises setoriais publicadas por El Inmobiliario
Quadro institucionalClareza regulatória e eficiência institucional são fatores decisivos para atrair investimentos imobiliários de qualidade.Forbes América Central e Caribe
Novos perfis de demandaO aumento de compradores remotos e nômades digitais abre oportunidades para destinos com conectividade e serviços já estabelecidos.Turismo da ONU
Desafio estratégicoO desafio para a República Dominicana não é apenas atrair mais investimentos, mas também elevar a qualidade do capital e do desenvolvimento urbano.Resumo editorial baseado em fontes citadas

As referências citadas correspondem a análises setoriais, cobertura editorial e estudos institucionais amplamente utilizados na imprensa econômica e imobiliária. As afirmações na tabela de resumo representam tendências e consenso, não citações diretas individuais.

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Solangel Valdez
Solangel Valdez
Jornalista, fotógrafa e especialista em relações públicas. Aspirante a escritora, leitora, cozinheira e viajante.
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