SANTO DOMINGO– Em Santo Domingo, há uma necessidade urgente de aprovação imediata de novas leis urbanísticas para todo o Distrito Nacional, onde prevalece o policentrismo e a prioridade é dada ao cidadão, em um modelo de cidade compacta mais inclusiva, com moradias acessíveis, evitando a gentrificação e onde prevaleçam os usos mistos, mais árvores, espaços públicos maiores e um habitat de qualidade para todos os dominicanos.
“Dessa perspectiva, ao longo dos anos, Santo Domingo (SD) tem sido governado por regulamentações precárias e fragmentadas que, ao regularem parcialmente o território, geraram um desenvolvimento urbano de baixa qualidade. A Lei 163-01 criou o Distrito Nacional (DN), de 91,58 km², com 42,69% de sua área regulamentada, assim como as Leis 94-98 e 132-2001, obsoletas e baseadas em densidade e altura, comprometem o potencial de crescimento da capital, como se observa no Polígono Central (PC)”, destaca o arquiteto Kalil Michel Presbotem artigo no Listín Diario.
Como acreditamos que será de grande interesse para os leitores do El Inmobiliario, compartilhamos o conteúdo do artigo:
Ao comemorarmos a fundação da cidade de Santo Domingo (SD), podemos avaliar a cidade como resultado das normas que a moldaram, a começar pela gestão territorial municipal. Exemplos como a modificação do estatuto orgânico de Bogotá por Antanas Mockus ou a revolução urbana de J. Lerner em Curitiba (Brasil) demonstram a correlação direta entre normas sólidas e uma cidade bem desenvolvida.
Dessa perspectiva, ao longo dos anos, Santo Domingo (SD) tem sido governada por regulamentações inadequadas e fragmentadas que, ao regularem apenas parcialmente o território, resultaram em um desenvolvimento urbano de baixa qualidade. A Lei 163-01 criou o Distrito Nacional (DN), com 91,58 km², dos quais 42,69% estão regulamentados, assim como as Leis 94-98 e 132-2001, que estão desatualizadas e baseadas em restrições de densidade e altura, sufocando o potencial de crescimento da capital, como se observa no Polígono Central (PC).
O PC (presumivelmente referindo-se a uma área ou distrito específico) ocupa 4,26 km² e representa 4,76% do território do Distrito Nacional. Abriga mais de 20 centros de saúde, 1 escola pública e 33 escolas privadas, 31 bancos, com 28% do terreno destinado a uso residencial e 24% a uso comercial, tornando-se o polo para onde todos precisam ir, de restaurantes a opções educacionais. Isso explica a expansão da massa cinzenta de construções, que reduz o espaço público, com uma oferta precária de áreas verdes e falta de estacionamento. Com mais de 125.000 veículos circulando diariamente, entre congestionamentos e serviços de entrega, constitui um caos urbano, causado pela abordagem monocêntrica promovida pela Resolução 94-98.
Por outro lado, a cidade está ficando sem espaço; o PC (presumivelmente referindo-se a uma área ou distrito específico) tem apenas 1,73 km² de área edificável restante. A Resolução 94-98 incentiva uma maior ocupação do solo e a construção de edifícios baixos, o que não só impede a compensação vertical para liberar espaço para praças públicas e árvores, como também aumenta os preços dos imóveis, tornando a habitação inacessível para a maioria dos moradores da capital, que são forçados a optar por moradias informais ou a viver na periferia, transformando o DN (presumivelmente referindo-se a uma área ou distrito específico) em uma cidade excludente ou, pior, Santo Domingo, em uma cidade para privilegiados.
Portanto, ao redefinir a gestão territorial, onde as regulamentações não são um fim, mas um meio, e sabendo que "a cidade certa se cria com regulamentações certas", concluímos que a revogação da Resolução 94-98 é imperativa. Nesse sentido, invocando o compromisso reiterado de Carolina Mejía com a cidade, solicito à prefeitura a aprovação imediata de novas leis urbanísticas para todo o Distrito Nacional. Essas leis devem priorizar o policentrismo, dando prioridade ao cidadão, em um modelo de cidade compacta com espaços multifuncionais, densidade mais inclusiva e moradias acessíveis, evitando a gentrificação por meio de empreendimentos de uso misto, aumento do plantio de árvores e mais espaços públicos como áreas de coesão social dentro do tecido urbano, para que Santo Domingo se torne um habitat de qualidade para todos os dominicanos.
Fonte: Listín Diario




