“Sempre agimos com transparência, e isso ficará evidente quando o processo estiver pronto para ir a julgamento”, disse Wilson Camacho.
SANTO DOMINGO- Angel Lockward, que figura como um dos supostos beneficiários de ordens de pagamento na rede que fraudou o Estado, segundo investigação da Procuradoria Especializada em Combate à Corrupção Administrativa (Pepca), denunciou que os relatórios contidos no documento do ministério público são baseados em auditorias falsas.
Hoje, o chefe da Pepca, Wilson Camacho, respondeu ao advogado e ex-ministro da Indústria e Comércio, assegurando que todas as informações que possuem sobre a rede que desviou mais de 17 bilhões de pesos do Estado e que supostamente é chefiada pelo ex-ministro da Fazenda, Donald Guerrero, foram enviadas a eles pelas instituições oficiais correspondentes e por seus funcionários, como é de praxe em todas as investigações que realizam e submetem ao sistema judiciário.
Ángel Lockward, da empresa Ángel Lockward & Associates, teria recebido 74,1 milhões de pesos provenientes de liberações de pagamento referentes a desapropriações de terras e cessões de créditos de dívida administrativa que ultrapassam RD$ 17.300.642.051,07.

Em artigos de opinião publicados no Listín Diario, Lockward afirmou que os relatórios nos quais a Pepca baseia seu caso, e que o juiz Kenya Romero, coordenador dos tribunais de investigação, autorizou as entidades financeiras a fornecerem informações sobre os envolvidos às autoridades, são baseados em relatórios de auditoria que foram declarados falsos pelo controlador.
“Não divulgamos detalhes sobre investigações em andamento; no entanto, todos que nos conhecem sabem que todas as informações que utilizamos em nossos processos são informações recebidas oficialmente das instituições e autoridades competentes, e este caso não é exceção. Agimos sempre com transparência, e isso ficará evidente quando o processo estiver pronto para ir a julgamento”, afirmou Camacho.
O diretor da Procuradoria Especializada em Combate à Corrupção Administrativa (Pepca) recusou-se a fornecer mais detalhes sobre a investigação em curso contra o ex-ministro das Finanças Donald Guerrero, Simón Lizardo Mézquita, ex-administrador do BanResrevas, e outras 182 pessoas, além de 26 empresas. "Agimos sempre com transparência, e isso ficará evidente quando o caso estiver pronto para ser levado a julgamento", afirmou.
Outros ex-funcionários envolvidos na suposta rede incluem Emilio César Rivas Rodríguez, ex-diretor de Ativos Nacionais; Claudio Silver Peña, ex-diretor nacional de Cadastro; Luis Miguel Piccirillo McCabe e Domingo Enrique Martínez Reyes, do Conselho Estadual do Açúcar; Luis Baldemiro Reyes Santos, ex-diretor de Orçamento; Daniel Omar de Jesús Caamaño Santana, ex-controlador-geral da República; e Princea Alexandra García Medina e Aldo Antonio Gerbasi Fernández, da Diretoria de Reconhecimento da Dívida Pública, entre outros.




