Ele citou o crescimento do setor imobiliário como um exemplo claro, onde os fundos de investimento desempenharam um papel fundamental. Empresas locais conseguiram financiar grandes projetos habitacionais por meio do mercado de ações, beneficiando tanto as construtoras quanto as famílias, que agora têm acesso a moradias mais acessíveis e de melhor qualidade.
SANTO DOMINGO- Em discurso durante as audiências públicas realizadas no Plenário da Assembleia Nacional do Congresso Nacional, Santiago Sicard, presidente da Associação Dominicana de Fundos de Investimento (Adosafi), afirmou nesta quinta-feira que o projeto de lei de Modernização Fiscal ameaça o investimento por tributar desproporcionalmente o pequeno capital e, além disso, destruir os avanços conquistados na inclusão e formalização da população dominicana.
Ele afirmou que os parágrafos 3 e 4 do artigo 51 da lei proposta constituem um imposto regressivo e um golpe fatal para os fundos de investimento, que são um dos poucos mecanismos que promovem a poupança e o investimento no país de forma transparente.
Ele argumentou que um mercado de ações forte é essencial para o desenvolvimento de qualquer economia emergente e, neste caso, a evolução desse mercado é fundamental para melhorar a classificação do país e avançar nos rankings de competitividade internacional.
“Hoje estamos reunidos aqui com uma preocupação comum sobre o impacto que a reforma tributária proposta poderá ter no desenvolvimento da República Dominicana e, consequentemente, nos investimentos e no mercado de ações; um setor que se mostrou vital para a economia do país”, disse ele.
Ele argumentou que é crucial destacar o papel dos fundos de investimento como atores-chave nesse processo de crescimento e democratização do mercado financeiro. Observou que o mercado de ações da República Dominicana não apenas permitiu que grandes empresas tivessem acesso a financiamento, mas também abriu oportunidades para pequenos e médios investidores que, de outra forma, não teriam acesso a esses instrumentos.

Santiago Sicard. (Fonte externa).
Ele enfatizou a importância de avaliar o impacto dessa reforma em setores-chave como turismo, zonas francas e imobiliário, que geram empregos, divisas e bem-estar, e de avaliar os incentivos fiscais que afetam setores estratégicos como turismo, zonas francas e o setor imobiliário, que atualmente são importantes destinos para recursos de fundos de investimento.
Ele solicitou uma revisão da eficiência das isenções fiscais, pois, se essa reforma for aprovada conforme proposta, esses investimentos irão para o México, Costa Rica, El Salvador, Guatemala e Jamaica, e não haverá crescimento nas zonas de livre comércio nem no turismo, que são os maiores geradores de empregos e divisas.
Em resumo, a reforma tributária, tal como atualmente proposta, ameaça desmantelar um mercado que, embora recente, tem demonstrado ser um caminho eficaz para o crescimento econômico e a inclusão financeira.
Em resumo, ele afirmou que os fundos de investimento são atualmente os principais emissores privados no mercado de ações dominicano e que, por meio deles, a riqueza é gerada não apenas para os investidores, mas também para o país em geral, formalizando e tornando transparentes para o Estado os resultados das atividades produtivas.
"Esses fundos permitiram que as economias de muitos dominicanos, incluindo trabalhadores e futuros aposentados, participassem da criação de valor por meio de um mecanismo regulamentado e eficiente que paga impostos de forma correta e transparente.".
Ele citou o crescimento do setor imobiliário como um exemplo claro, onde os fundos de investimento desempenharam um papel fundamental. Empresas locais conseguiram financiar grandes projetos habitacionais por meio do mercado de ações, beneficiando tanto as construtoras quanto as famílias, que agora têm acesso a moradias mais acessíveis e de melhor qualidade.




