A construção começou. Foi declarado em audiências públicas que a alteração dos trusts na reforma tributária afetaria o setor imobiliário.

Ele afirmou em audiências públicas que a alteração dos trusts na reforma tributária afetaria o setor imobiliário

SANTO DOMINGO– Christian Molina, presidente executivo da Associação Dominicana de Empresas Fiduciárias (Asofidom), solicitou nesta quinta-feira, durante as audiências públicas do Congresso Nacional, que não se altere o tratamento atual dos fundos fiduciários, destacando que essa figura tem desempenhado um papel fundamental no avanço do setor habitacional na República Dominicana desde sua criação em 2011.

“Se há um setor em que vimos uma mudança drástica desde a lei de 2011 sobre fundos fiduciários, é o setor imobiliário. Esse incentivo, os 10% em um único pagamento final do imposto de renda, produziu um resultado tão significativo que teríamos que ser muito teimosos para eliminá-lo”, afirmou o deputado após discursar na Câmara dos Deputados, onde opiniões de diversos setores sobre o projeto de lei de Modernização Fiscal foram ouvidas desde as 10h.

Ele argumentou que o país tinha um enorme déficit habitacional, observando que em 2017 havia apenas 5.700 casas novas e usadas disponíveis, enquanto que, até o final do ano passado, por meio do fundo, mais de 50.000 casas haviam sido entregues através de investimento totalmente privado.

Ele afirmou que os bancos concederam mais de 160 bilhões de pesos em empréstimos até o final do ano passado. O que isso significa para o setor bancário de varejo e para a economia dominicana? "O setor bancário impulsiona a economia, assim como a construção civil", enfatizou.

 Christian Molina. (Fonte externa).

Molina enfatizou que o fundo é uma entidade transparente. "O que está lá dentro é transparente. O setor da construção civil tornou-se transparente, não sonega impostos e respeita as normas de combate à lavagem de dinheiro", afirmou.

Ele acrescentou que, se para uma construtora construir por meio de um fundo fiduciário custar mais dinheiro em impostos, ele se recusará a trabalhar com essa estrutura. 

Ele salientou que a reforma tributária proposta é prejudicial até mesmo para o próprio Estado. "É tão prejudicial que nem sequer atende aos melhores interesses do Estado. Quantos fundos fiduciários públicos temos hoje? Imagine que, se a reforma for aprovada como está, o próprio Estado terá que pagar 27% em impostos ao criar um fundo fiduciário.". 

Ele opinou que o fundo fiduciário deveria continuar a receber o tratamento que recebe atualmente, ou seja, 10% como pagamento único e definitivo do imposto de renda. 

“Veja bem, isso não é algo que inventamos. É assim que funciona em todos os países onde os trusts prosperaram: México, Colômbia, Argentina, Panamá. Os trusts não pagam impostos diretamente”, explicou ele.

“Como deveria ser?”, perguntou ele. “Se o fundo fiduciário render 100 pesos no final do ano, a pessoa que o cria deve declarar 100 pesos em sua renda e pagar o imposto correspondente. Mas não o próprio fundo. O fundo nunca deve ter personalidade jurídica”, enfatizou Molina.

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