SANTO DOMINGO – Flores, cafés da manhã surpresa, mensagens de WhatsApp, restaurantes lotados e famílias reunidas. Todos os anos, milhões de pessoas ao redor do mundo celebram o Dia das Mães, uma tradição que existe há séculos. Na República Dominicana, a data é comemorada no último domingo de maio.
Mas por trás de uma das datas mais emocionantes do calendário, esconde-se uma história muito mais intensa do que muitos imaginam.
Porque o Dia das Mães não nasceu como uma celebração comercial. Nem começou com presentes e promoções. Suas origens modernas surgiram em meio a guerras, movimentos sociais e à insistência de uma mulher que transformou seu amor pela mãe em uma causa nacional.
Muito antes das flores: as primeiras celebrações para as mães
A ideia de homenagear a maternidade não é nova. De acordo com registros históricos publicados pela National Geographic e pela Enciclopédia Britânica, diversas civilizações antigas já realizavam cerimônias dedicadas a figuras maternas.
Na Grécia antiga, por exemplo, Reia, considerada a mãe dos deuses olímpicos, era venerada. Os romanos também realizavam festivais em homenagem a Cibele, associada à fertilidade e à maternidade.
Séculos mais tarde, surgiu na Inglaterra uma tradição conhecida como "Domingo das Mães", celebrada durante a Quaresma. Nesse dia, muitas pessoas retornavam para visitar suas mães e a igreja onde haviam sido batizadas.
No entanto, o Dia das Mães moderno, como é conhecido hoje em grande parte do mundo, tem uma origem muito mais recente e profundamente emocional.
A mulher que inspirou o Dia das Mães moderno
De acordo com registros históricos da Biblioteca do Congresso, a celebração moderna nasceu graças a Anna Jarvis, uma americana que queria homenagear o trabalho de sua mãe, Ann Reeves Jarvis.
Ann Reeves Jarvis trabalhou durante anos organizando grupos de apoio para mães, com foco especial na melhoria das condições de saúde e na ajuda a famílias afetadas por doenças e conflitos.
Durante a Guerra Civil Americana, ele chegou a promover iniciativas para auxiliar soldados feridos de ambos os lados, algo incomum para a época.
Quando Ann faleceu, sua filha Anna decidiu que as mães mereciam um dia especial para reconhecer seu esforço, sacrifício e amor.
Uma campanha que acabou se tornando uma tradição global
Anna Jarvis iniciou uma intensa campanha, escrevendo cartas para políticos, igrejas e organizações para criar oficialmente o Dia das Mães.
E funcionou.
Segundo a Biblioteca do Congresso, em 1914, o então presidente Woodrow Wilson proclamou oficialmente o segundo domingo de maio como o Dia das Mães nos Estados Unidos.
A ideia começou a se espalhar rapidamente para outros países, adaptando-se a diferentes culturas e calendários.
O mais irônico: seu criador acabou odiando a celebração
Eis aqui um dos fatos mais curiosos de toda a história.
Ao longo dos anos, Anna Jarvis ficou cada vez mais irritada com a comercialização do Dia das Mães. De acordo com documentos históricos citados pela revista Smithsonian, ela chegou a protestar publicamente contra floriculturas, empresas de cartões comemorativos e outros negócios que, em sua opinião, haviam transformado a homenagem sincera às mães em um evento comercial.
Ele chegou a tentar cancelar algumas comemorações oficiais.
Para Jarvis, o verdadeiro espírito do Dia das Mães não estava em comprar presentes caros, mas em dedicar tempo, gratidão e palavras sinceras às mães.
E por que é comemorado em maio na República Dominicana?
Na República Dominicana, o Dia das Mães é comemorado no último domingo de maio.
A data foi oficialmente reconhecida durante o século XX e se tornou uma das celebrações familiares mais importantes do país. Ao contrário de outros feriados, ela normalmente reúne gerações inteiras para almoços, visitas e encontros familiares.
Com o tempo, tornou-se também uma data fundamental para o comércio, a música e a cultura popular dominicana.
Mais do que uma tradição
Embora hoje o Dia das Mães seja cercado por promoções, flores e publicidade, sua origem está em algo muito mais humano: o desejo de reconhecer o impacto silencioso de milhões de mulheres no cotidiano.
E talvez seja por isso que a celebração continua a sobreviver ao passar do tempo.
Porque, além de qualquer dádiva, poucas figuras ocupam um lugar tão universal quanto uma mãe.
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