Garante-se que foi lançado um concurso para modernizar 650 processos internos que precisam ser digitalizados.
SANTO DOMINGO– A preocupação que prevaleceu no setor da construção civil dominicano este ano, em relação aos atrasos na aprovação de licenças ambientais para edifícios, ficou para trás, segundo o Ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, que afirmou ontem que prevê a aprovação de 5.000 pedidos de projetos habitacionais e de infraestrutura no restante do ano.
Em junho deste ano, o setor da construção civil local solicitou ao órgão estadual que reduzisse os entraves e agilizasse o processamento de licenças, que, segundo eles, passou de um prazo de aprovação de 15 dias para até 6 meses. De acordo com os empresários, isso afetaria o crescimento do setor da construção civil neste ano e limitaria os investimentos.
Paíno Henríquez, chefe da agência estatal, afirmou ontem, terça-feira, que os promotores não têm mais a desculpa da lentidão dos processos, garantindo que até agora neste ano 3.000 licenças ambientais, o que ele atribui à agilização dos processos alcançada nos primeiros 100 dias de sua administração.
“Os promotores já não têm a desculpa da lentidão dos processos, uma vez que, para além da modernização do departamento responsável por estes procedimentos, o número de funcionários foi duplicado, trabalhando até à noite para dar resposta à procura da população”, explicou.
Ele informou que planeja conceder 5.000 licenças ambientais adicionais às já emitidas durante sua administração, para de habitação e infraestrutura, cujos investimentos chegariam a 360 bilhões de pesos.
Henríquez garantiu que, sob sua administração, nenhum projeto de construção seria iniciado sem autorização prévia de uma licença ou permissão ambiental.
Ele acrescentou que está ciente de que o ministério precisa de uma transformação de baixo para cima para poder conceber e implementar a política ambiental do governo dominicano e enfrentar os desafios apresentados pelas mudanças climáticas, bem como outras crises planetárias.
Portanto, “já iniciamos um concurso para modernizar cerca de 650 processos internos que precisam ser digitalizados, pois não é justificável que uma instituição como a nossa continue usando papel para tarefas burocráticas”, afirmou o Ministro do Meio Ambiente, segundo um comunicado de imprensa publicado no site da Presidência.

Paino Henriquez. (FONTE EXTERNA).
Ele elogiou a rapidez e a eficiência na aprovação de diversos projetos turísticos em Bávaro e Puerto Plata,onde há grande dinamismo devido a Punta Bergantín, com o apoio do Banco de Reservas, bem como na Playa Dorada, e para impulsionar o turismo de cruzeiros.
Por outro lado, o funcionário assegurou que haverá tolerância zero para crimes ambientais em áreas protegidas. Nesse sentido, com o auxílio do Serviço Nacional de Proteção Ambiental (SENPA), da Marinha da República Dominicana e do Exército Dominicano (ARD e ERD), iniciou-se um processo de recuperação de áreas que deveriam ser de acesso público, mas estão ocupadas por particulares, localizadas em lugares como Punta Rucia, Luperón e Bayahíbe, entre outros.
Questionado sobre relatos de desmatamento em algumas áreas, particularmente para agricultura de pequena escala, o ministro afirmou que intervenções são realizadas diariamente com a colaboração de diversas instituições, como o Senpa, a Procuradoria-Geral do Meio Ambiente e a ARD, a fim de recuperar muitas áreas afetadas, por exemplo, as realizadas em Valle Nuevo (Bonao), no morro Siete Picos (Yamasá) e nas bacias hidrográficas, que são as áreas mais sensíveis, pois produzem a água necessária para o consumo humano e para a agricultura.
A queixa do setor da construção
Em junho deste ano, representantes da indústria da construção civil reclamaram que, embora as licenças do Ministério do Meio Ambiente pudessem ser obtidas em apenas 15 dias, o tempo de espera aumentou para entre quatro e seis meses. Eles afirmaram que um atraso de três meses ou mais em projetos de construção representa uma desaceleração significativa nos investimentos do país.
“Calculamos, com base nas estatísticas disponíveis, que esses três meses podem representar até RD$ 45 bilhões em investimentos não realizados e mais de 60 mil empregos perdidos”, declarou Annerys Meléndez, presidente da ACOPROVI, atuando como porta-voz dos organizadores em uma coletiva de imprensa.
“É por isso que estamos apelando a um esforço conjunto para encontrar soluções que permitam que esses projetos urbanos, turísticos e outros se beneficiem de um processo de licenciamento simplificado”, explicou ele.
Meléndez enfatizou que os desafios burocráticos que dificultam o andamento dos projetos habitacionais no país são uma preocupação para os representantes mais importantes do setor da construção civil, como a Associação de Construtores e Incorporadores de Altagracia (ADECLA), a Associação de Promotores e Construtores de Habitação de Cibao (Aprocovici) e a associação que ela representa, bem como membros de diversas construtoras que participaram da reunião.




