Entre janeiro e agosto de 2021, 2,9 milhões de turistas chegaram aos destinos dominicanos
Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO - A República Dominicana receberá 4.840.376 turistas até o final deste ano, um número ainda muito distante dos 6.446.036 estrangeiros não residentes que chegaram em 2019 (ano pré-pandemia), segundo estimativas apresentadas nesta quarta-feira pelo chefe do Ministério do Turismo (Mitur), David Collado.
Collado explicou que entre janeiro e agosto de 2021, 2.938.200 turistas chegaram ao país e projetou que, de outubro a dezembro, "se tudo continuar normalmente durante a pandemia", 1.552.621 visitantes chegarão aos destinos nacionais.
Ele detalhou que, em agosto passado, 476.575 pessoas não residentes chegaram ao território dominicano, um número próximo ao registrado no mesmo mês de 2019, quando 497.390 turistas entraram no país.
“Vamos encerrar o ano com 4.840.376 turistas, um número que jamais imaginamos alcançar em 2021. Estamos dando sinais claros de que o turismo está se recuperando de forma sustentável na República Dominicana”, declarou ele.
O funcionário destacou que, com a normalização do fluxo de estrangeiros não residentes, o aeroporto de Punta Cana se reposicionou como o principal terminal dominicano para turistas, recebendo 59% dos estrangeiros não residentes que chegaram ao país no mês passado.
Em seguida, veio o aeroporto de Las Américas, que recebeu 25% dos passageiros que chegaram em agosto; o aeroporto de Cibao, com 9%; o aeroporto de Puerto Plata, com 4%; o aeroporto de La Romana, com 3%; e o aeroporto de Catey, com 0,3%.
Ele destacou que 73% dos turistas que chegaram em agosto se hospedaram em hotéis, acrescentando que esse número representa uma porcentagem significativa, já que no ano passado não foi tão alto.
Nessa mesma linha, a Subsecretária Técnica do Ministério do Turismo, Jacqueline Mora, explicou que em 2019 apenas 40% dos turistas que chegaram ao país se hospedaram em hotéis, o que permitiu à economia dominicana receber US$ 420 milhões em divisas em agosto.
“A estadia média, que nos anos pré-pandemia era de cerca de oito noites para americanos e cinco para turistas, agora está em torno de sete noites, e a média geral começará a aumentar, juntamente com a taxa de ocupação, porque, com o mesmo fluxo de turistas, uma estadia mais longa significa uma taxa de ocupação maior e uma melhor recuperação para o setor hoteleiro”, observou Mora. Quartos fechados
Dos 80.000 quartos de hotel no país, 20.000 permanecem fechados desde o impacto da pandemia de COVID-19, embora 40% destes não tenham reaberto por estarem em reforma.
A autoridade anunciou isso, prevendo que até o final do ano o país teria disponibilidade praticamente total em suas principais áreas turísticas. No entanto, ela reconheceu que os hotéis menores ainda estão se recuperando da pandemia.
Sobre este assunto, o ministro especificou que existem quartos que dependem muito dos países que enviam turistas.
“Existem destinos como Bayahibe e Puerto Plata que dependem do turismo italiano e europeu, que agora estão reabrindo, assim como o turismo canadense, e é por isso que os quartos de hotel estão sendo liberados à medida que os destinos reabrem”, explicou ele. Reestruturação da Cestur
O Corpo Especializado de Segurança Turística (Cestur) será reformado e receberá, com a participação do setor privado, um aporte de mais de três milhões de dólares, conforme anunciado por David Collado.
Ele informou que a reformulação da entidade será em breve apresentada à secretaria de turismo, para que seja dotada de tecnologia e instalações de trabalho com o objetivo de reforçar a segurança dos turistas.
Collado enfatizou que até o momento não houve “um único caso” de crime que tenha afetado o turismo.




