“Reconhecemos que a situação é de natureza internacional, que está além do nosso controle e que estamos progredindo, que estamos no caminho certo.”.
SANTO DOMINGO– Embora esperassem que o presidente Luis Abinader abordasse questões que afetam a classe média em seu discurso sobre o Estado da Nação, dois líderes do setor imobiliário elogiaram as medidas anunciadas pelo chefe de Estado que beneficiarão os setores mais vulneráveis da população.
“Foi um discurso positivo para a classe menos abastada, que defende a ampliação das bases de auxílio nessa direção, pois isso melhorará o poder de compra dessa massa pobre”, declarou o engenheiro Arturo Espinal, presidente da Associação Dominicana de Lojas de Materiais de Construção (ASODEFE).
Segundo Alberto Bogaert, presidente da Associação de Agentes e Empresas Imobiliárias (AEI), o presidente anunciou muitas conquistas e projetos importantes em diferentes áreas, como turismo, habitação, água, entre outras; além de seu discurso direcionado aos setores mais vulneráveis.
Espinal considerou positivo o anúncio do presidente sobre o número de projetos a serem construídos, pois esse ritmo garantirá a revitalização da economia.
"Percebemos claramente que questões como o custo da energia e dos combustíveis, que não são subsidiados, não foram abordadas. No caso deste último, observamos como os preços estão subindo a cada dia", explicou o líder dos proprietários de lojas de materiais de construção.
“Reconhecemos que a situação é de natureza internacional, que está além do nosso controle e que estamos progredindo, que estamos no caminho certo”, declarou o presidente do AEI.

Segundo o presidente da ASODEFE, Abinader deveria ter abordado não apenas os preços dos combustíveis, mas também a situação da cesta básica e dos materiais de construção. “Vimos como o preço da cesta básica dobrou nos últimos seis meses, enquanto o preço dos materiais de construção disparou; muitos itens aumentaram mais de 100%.”.
Espinal acredita que as autoridades têm as ferramentas para minimizar o impacto e beneficiar a todos, porque se o país for bem, "se a riqueza for produzida, ela será vista em todos os níveis da economia".
Títulose casas
Em seu Relatório de Prestação de Contas, divulgado no último domingo, o presidente Luis Abinader informou que o Governo tem 10.031 casas em construção, 11.899 casas reformadas e um total de 15.298 títulos de propriedade emitidos, como balanço do último ano.
Ele assegurou que, por meio do programa de melhorias "Dominicana se Reconstruye", que está sendo implementado em todo o país, e por meio da Unidade de Ação Rápida, 11.899 casas foram reformadas, beneficiando 37.720 pessoas com um investimento de quase 1,8 bilhão de pesos.
Em sua apresentação à Sessão Conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados, ele explicou que o número total de casas melhoradas no âmbito dos programas de substituição de pisos de terra por pisos de cimento foi de 23.215. A maioria delas estava localizada no sul do país.
Ele afirmou que a média anual de construção de habitações sociais nos últimos oito anos tem sido de 1.680 unidades. "Estamos trabalhando incansavelmente para que todo dominicano, homem ou mulher, possa ter uma casa digna.".
Com relação ao programa de titulação de terras, o presidente informou que a Comissão Permanente para a Titulação de Terras Estatais, somente em 2021, entregou um total de 15.298 títulos de propriedade, beneficiando mais de 61.000 pessoas em 23 províncias do país.




