SANTO DOMINGO -A comissão especial que estuda o projeto de lei sobre aluguéis e despejos de imóveis agendou uma reunião para terça-feira, 27 de junho, às 9h, para ouvir observações de diversos setores a respeito do projeto que visa regulamentar o modelo de aluguel de longo prazo no país.
O deputado Eugenio Cedeño informou que a equipe que estuda o documento concordou em realizar audiências públicas na data indicada para coletar a opinião pública.
Ele explicou que a Câmara dos Deputados publicará o edital de convocação para participação na mídia, para que cada setor, cidadão e instituição pública ou privada possa se cadastrar e expressar suas opiniões sobre o projeto.
Em sua última reunião, a comissão ouviu as posições do Banco Agrícola e da Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi). Decidiram suspender os convites a outras entidades até o dia das audiências públicas, para que suas contribuições possam ser compiladas em uma matriz única a ser comparada com o projeto de lei em análise pelos legisladores.
O Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED) e a Fundação Institucionalismo e Justiça (FINJUS) enviaram à Câmara Baixa diversas alterações ao projeto aprovado em primeira leitura em 24 de maio deste ano.
A MIVHED sugere que os proprietários cobrem um depósito de segurança para garantir o pagamento de contas de serviços públicos, como eletricidade, água ou TV a cabo. A organização também busca criar um fundo para fornecer moradia temporária para aqueles que não conseguem pagar o aluguel.
A entidade governamental propõe a criação de um conjunto habitacional para inquilinos que não conseguem pagar o aluguel e que, portanto, precisam deixar as casas que alugavam.
Com isso, a MIVHED pretende proteger os inquilinos "em seu direito à moradia sem afetar a situação financeira dos proprietários".
Entretanto, a FINJUS propõe que o projeto em análise pelos congressistas seja destinado exclusivamente à habitação e não a instalações comerciais ou industriais, conforme estabelecido pela legislação.
A instituição argumenta que o regime de arrendamento relativo a outros usos, como atividades locais, atividades industriais e arrendamentos de curta duração, deve basear-se exclusivamente no direito civil e no princípio da livre vontade das partes.
“Sugerimos definir o âmbito do termo “habitação” de acordo com os preceitos constitucionais para evitar interpretações e confusões na aplicação da lei, entendendo-o como o principal local de moradia fixa utilizado para coabitação e residência familiar ou pessoal”, afirma a “Matriz de Estudo”, elaborada pela entidade.
A iniciativa, que já foi aprovada em primeira leitura, estabelece uma série de regulamentações para aluguéis, como a cobrança de um depósito único ou a não discriminação com base em raça ou etnia contra inquilinos.




