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Governo apresentará plano para drenagem de águas pluviais na região metropolitana de Santo Domingo, anuncia o presidente Luis Abinader

SANTO DOMINGO- Em resposta aos danos causados ​​pelas fortes chuvas de 18 de novembro em Santo Domingo, o presidente Luis Abinader anunciou ontem que a Companhia de Água e Esgoto de Santo Domingo (CAASD) apresentará, nos próximos 15 dias, um programa para drenagem integrada de águas pluviais e esgoto na Grande Santo Domingo.

Especialistas destacaram, após as chuvas torrenciais que atingiram o país recentemente, que esse problema exige ação urgente do Estado dominicano, após o desabamento de várias lajes do viaduto no cruzamento da Avenida 27 de Febrero com a Avenida Máximo Gómez, que deixou 9 mortos.

“É um projeto que um governo não pode realizar em quatro anos, e é um projeto que, devido à escala do investimento, acredito que deva ser feito entre oito e doze anos, mas gostaria que fosse aprovado por toda a sociedade e pela liderança política”, disse Abinader.

Especialistas se pronunciam

 Na edição de ontem, El Inmobiliario destacou os argumentos do arquiteto Edgar Martínez, que considerou que "As inundações resultantes de um sistema de drenagem pluvial inadequado representam uma ameaça direta à infraestrutura urbana e à segurança dos seus moradores".

Enquanto isso, o engenheiro e ex-secretário de Obras Públicas, Pedro Delgado Malagón, enfatizou a complexidade da drenagem de águas pluviais em Santo Domingo devido à natureza porosa do subsolo calcário, o que dificulta o controle da água diante do crescimento desproporcional da cidade. "O que acontece com essa rocha, que é um calcário recifal muito permeável, cheio de buracos e irregularidades?", questionou.

O engenheiro salientou que, embora as estruturas não sejam projetadas para suportar chuvas de tal magnitude, a incidência de eventos climáticos extremos, aliada às mudanças climáticas, está desafiando os padrões usuais de planejamento urbano.

Referindo-se a projetos de infraestrutura históricos, como o sistema de drenagem implementado pelos espanhóis no século VI, Delgado Malagón falou das diferenças econômicas e estruturais entre aquela época e o presente, sugerindo ironicamente que mudar a cidade de lugar poderia ser mais viável do que emular projetos dessa magnitude: "É impossível fazer um grande investimento nesse aspecto; acho que seria mais barato mudar a cidade de lugar.".

Em relação à infraestrutura

Delgado Malagón descreve a situação da infraestrutura na República Dominicana, particularmente em Santo Domingo, como complexa, após destacar uma série de problemas preocupantes, com foco na influência destrutiva da água como um agente agressivo que causa estragos em estruturas de transporte e residências. "A água, antes uma benfeitora, tornou-se uma destruidora e uma fonte de poluição, afetando a qualidade de vida de milhares de famílias de baixa renda que vivem perto de rios como o Ozama e o Isabela", afirmou.

Entretanto, Martínez argumentou que o crescimento exponencial das áreas urbanas, impulsionado pelo crescimento populacional e pela expansão da infraestrutura, representa desafios significativos para a gestão de águas pluviais em ambientes urbanos.

Ao abordar as preocupações dos dominicanos em relação à infraestrutura do país após certos eventos, Delgado enfatizou que não se tratava de um problema de falhas de projeto ou práticas inadequadas, mas sim da imprevisibilidade da natureza, e fez um apelo claro: "O estado crítico da infraestrutura em Santo Domingo exige uma ação urgente e coordenada para enfrentar os desafios atuais antes que se agravem", afirmou.

A visão de Pedro Delgado Malagón destaca a necessidade de uma revisão profunda e estratégica da infraestrutura urbana para enfrentar os desafios climáticos e garantir a resiliência contra fenômenos naturais extremos, ao mesmo tempo que incentiva os dominicanos a não terem medo de atravessar túneis e viadutos após os eventos de 16 de novembro.

“Encontrar soluções definitivas exige uma abordagem abrangente, técnica e coordenada. Os desafios relacionados à drenagem de águas pluviais são multifacetados e demandam uma coordenação eficaz entre as diversas entidades governamentais competentes e os atores da sociedade civil. A colaboração interinstitucional é essencial para superar as barreiras administrativas e garantir a implementação bem-sucedida de soluções abrangentes”, explicou Martínez.

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