Ele afirmou que a segurança jurídica, o ambiente acolhedor dos dominicanos, os serviços e a taxa de câmbio estão entre os atrativos que levam os porto-riquenhos, especialmente os aposentados, a se aposentarem em Quisqueya.
Extraído de Listín Diario
O número de porto-riquenhos que escolhem a República Dominicana para se aposentar está aumentando a cada dia, revelou o cônsul dominicano na ilha, César Cedeño.
Embora muitos consigam regularizar sua residência estando na República Dominicana, os dados oficiais do consulado mostram que 232 estrangeiros solicitaram visto para o país com o objetivo de obter residência, por meio daquela embaixada, entre outubro de 2022 e 2024. Somados aos vistos oficiais, o total chega a 360.
Ele afirmou que a segurança jurídica, o ambiente acolhedor dos dominicanos, os serviços e a taxa de câmbio estão entre os atrativos que levam os porto-riquenhos, especialmente os aposentados, a se aposentarem em Quisqueya.
“A segurança jurídica na República Dominicana mudou completamente; agora existe verdadeira segurança jurídica. O governo e o país se prepararam para receber milhares de turistas… Essa diferença de preço, para quem já está aposentado, é lógica; US$ 2.000 na República Dominicana (com uma taxa de câmbio de cerca de 58 pesos para um dólar) não é o mesmo que em Porto Rico.”.
Porto-riquenhos e dominicanos são unidos pelo Mar do Caribe, compartilham uma grande proximidade geográfica, já que um voo de menos de uma hora os leva de um território ao outro, e têm grande semelhança em termos de ritmos musicais e gastronomia.
A República Dominicana regulariza a situação de cidadãos estrangeiros com vistos temporários ou residências, oferecendo facilidades para aposentados, rentistas, investidores e profissionais de diferentes áreas.
O cônsul afirmou que os pedidos de residência para porto-riquenhos são processados pelo consulado, um prédio que também abriga outros escritórios do governo dominicano.
Cedeño fez essas declarações a jornalistas dominicanos que cobriam a inauguração do sétimo escritório do Senasa no exterior, que ele descreveu como positiva para os milhares de dominicanos residentes em Porto Rico, bem como em outras cidades, que podem aderir ao Plano Larimar e receber atendimento médico em seu país.
Em relação às autorizações de residência, em 2023 a Direção-Geral de Migração concedeu aproximadamente 58.629 autorizações de residência permanente e temporária a cidadãos de mais de 60 países. Os americanos ficaram em quarto lugar, com um total de 2.120 autorizações, seguidos pelos cidadãos do Estado Livre Associado de Porto Rico. Os haitianos ficaram em primeiro lugar, seguidos pelos venezuelanos e cubanos.
RELAÇÕES COM PORTO RICO
O diplomata destacou os esforços do consulado para fortalecer a amizade histórica entre Porto Rico e a República Dominicana e enfatizou que a principal missão tem sido melhorar a qualidade de vida dos dominicanos, especialmente em termos de saúde, independentemente de sua situação imigratória.
“Aqui no consulado, temos procurado fortalecer a amizade histórica entre Porto Rico e a República Dominicana, buscando melhorar a qualidade de vida dos dominicanos, especialmente na área da saúde. Temos um número considerável de cidadãos em situação irregular, o que é complexo. No entanto, por meio dessas relações com o governo de Porto Rico, garantimos que os dominicanos recebam atendimento, independentemente de sua situação legal. É uma questão de humanidade e saúde”, afirmou Cedeño.
O cônsul mencionou acordos como o estabelecido com o município de San Juan, que permite aos dominicanos o acesso a serviços de saúde em hospitais locais, incluindo o Instituto do Câncer.
“Temos nos concentrado em tentar resolver a situação dos cidadãos dominicanos, independentemente de seu status imigratório”, acrescentou.
DOCUMENTOS
Outra conquista citada por Cedeño em sua missão diplomática foi o acordo assinado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da República Dominicana, que permite a correção de erros em documentos como passaportes e carteiras de identidade, diretamente do consulado em Porto Rico, evitando que os dominicanos precisem viajar para seu país de origem.
“Antes, isso custava a um dominicano três, quatro, cinco mil dólares. Com o acordo que assinamos, eles simplesmente vêm ao consulado, preenchem um formulário, ele é enviado ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), o TSE emite uma decisão, envia de volta ao consulado e à Junta Eleitoral, e não lhes custa nada. É um serviço gratuito”, enfatizou Cedeño.
Desde a abertura do Tribunal Superior Eleitoral, mais de 200 casos foram analisados, dos quais 12 foram resolvidos com sucesso.
O cônsul também compartilhou o caso de Miguel Álamo, um engenheiro que teve um erro em um documento por décadas e conseguiu resolvê-lo em um mês, sem custos. "É uma conquista para a comunidade dominicana", afirmou.
Texto e foto: Listín Diario.




