O ministro Bisonó reconheceu que hotéis, igrejas e locais para eventos privados também representam um risco para aqueles que os frequentam, embora a regulamentação estatal direta se concentre em bens públicos
SANTO DOMINGO – O Ministério da Habitação e Edificações está trabalhando nas etapas finais de um código de manutenção para prédios públicos, confirmou o ministro Ito Bisonó ao ser questionado na primeira transmissão do programa "Mivhed en marcha" sobre os avanços na segurança estrutural, após o desabamento do teto da boate Jet Set, que deixou 236 mortos em abril de 2025.
Ao defender a necessidade de manutenção preventiva, o funcionário salientou que as falhas estruturais colocam em risco "a vida de terceiros que não sabem quem as provocou, quem está naquele local, seja um hotel, uma igreja ou um salão", espaços que pertencem maioritariamente ao setor privado, mas que recebem um grande número de pessoas.
"O setor privado deve ter sua própria manutenção e monitoramento em relação ao uso diário", enfatizou Ito Bisonó, ministro da entidade estatal.
Nesse sentido, ele fez uma distinção: enquanto o novo código regulará diretamente a manutenção de prédios estatais, incluindo elevadores, os proprietários privados serão responsáveis por gerenciar a manutenção e o monitoramento de suas propriedades por conta própria.
Bisonó não especificou quais mecanismos de supervisão serão aplicados a esse setor, além de afirmar que o papel do Ministério será "amigável e consultivo, mas em conformidade com a lei".
Manutenção versus crescimento vertical
A questão da manutenção ganha ainda mais relevância no contexto do crescimento vertical acelerado de cidades como Santiago e Santo Domingo Este, onde proliferam torres residenciais e comerciais.
O código de manutenção complementa um novo código de construção e um código sísmico atualizado, ambos também em estágios avançados de desenvolvimento.
Bisonó lembrou um terremoto que ocorreu há aproximadamente oito anos na costa norte, que causou o desabamento de várias escolas de três andares no início da manhã: "Se tivesse acontecido durante o dia, a história seria diferente", alertou, como argumento para a urgência de agir antes que novas tragédias ocorram.
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